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Múúúitas
vaquinhas
Coleção
de Elenira começou com um presente de casamento
Na
cozinha da casa da fisioterapeuta indaiatubana Elenita Belo Sanchez,
33, tem vaquinhas de todos os tipos e países. Só na porta
da geladeira são 160, vindas inclusive da Holanda, Alemanha,
Espanha, Finlândia, México e El Salvador. Mas elas estão
presentes também em panelas, colher de sorvete, corta-queijo,
fruteiras, saleiros, relógio, porta-detergente, tapetes, lixinho,
cortinas, toalhas, guardanapos (bordados pela própria colecionadora)
e em vários outros objetos.
A
coleção teve início há quase dez anos, quando,
ao casar-se com Maurício Eduardo Sanches, 33, Elenita ganhou
um conjunto de chá, de cerâmica, que trazia no bule e nas
xícaras a estampa de uma simpática e sorridente vaca leiteira.
“Era a moda da vaquinha e do pato; simpatizei-me com a alegre
idéia de ver o animal estilizado. Amigos, parentes e clientes
souberam e começaram a me presentear. Virou uma marca”,
esclarece com humor a fisioterapeuta, que não descarta a possibilidade
de uma “motivação inconsciente” que justifique
a coleção.
As
vaquinhas estão restritas à cozinha, aliás, o melhor
lugar para elas. De tempos em tempos, para retirar pó e gordura,
elas são mergulhadas em uma bacia, com água e detergente.
Mateus, o sobrinho de 10 anos, conhece todas as peças da coleção.
Quando sai com a mãe, descobre sempre uma vaquinha que a tia
não tem. Toda família participa da coleção,
que não pára de crescer. “Só não posso
ganhar uma vaca de verdade. Não cabe na cozinha!”, brinca
Elenita, acrescentando ser uma “incógnita” se a coleção
irá durar a vida toda. Por enquanto, ela fica múúúito
feliz, quando é presenteada com mais uma peça.
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