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QUEM CASA QUER CASA

VOCÊ JÁ TEM A SUA?

Roberta e Evandro
no loft da residência, onde moraram por mais
de um ano antes
da ampliação.
Para o casal, a
construção da
casa própria
proporcionou
independência e a
responsabilidade
que não tinham
quando moravam
com os pais,
estimulando também
o crescimento mútuo

Indaiatuba cresce a um ritmo vertiginoso. Nos últimos três anos, foram 7.150 habite-se concedidos pela Prefeitura – uma média de 2.383 por ano, a maioria para residências. É uma das maiores taxas de crescimento do Estado de São Paulo. Esse espantoso número de novas construções a cada ano dinamiza um dos principais segmentos da cadeia produtiva, gerando centenas de empregos e impulsionando vendas em vários setores.

Para retratar essa realizada, a Revista da Tribuna inicia nesta edição uma série de reportagens sob o tema “Construção”, abordando a grande aventura da aquisição da casa própria. O grande sonho de morar no que é seu, garantindo um futuro melhor para si e sua família.

O casal Evandro César Camilotti, 34, e Roberta Brossi Camilotti, 30, ele engenheiro civil, ela professora formada em história, casados há dois anos, que serão pais dentro de três meses, é um bom exemplo de quem está por trás desse crescimento imobiliário. Eles optaram por comprar um terreno de 250 metros quadrados, em um dos novos bairros da cidade, e construir, ao invés de comprar a residência “pronta”. A casa, que hoje conta com 180m2, foi construída em duas etapas. Na primeira, construíram um loft, de 100m2, onde moraram por mais de uma ano. A ampliação somente se deu com a futura chegada do bebê, adicionando mais 80m2, já previstos na planta original.



Fundos: varanda com cobertura de bambu e vista privilegiada

A construção se caracteriza por uma linguagem moderna, com poucas paredes internas, muito vidro, luz natural, o que amplia e integra os ambientes. A segurança é garantida através de monitoramento com câmeras, cerca elétrica, vigilante do bairro e cão de guarda. Na compra do terreno e material foram gastos R$ 200 mil. A construção da casa foi baseada em muita economia. O casal abriu mão de viagens e restringiu o lazer. Hoje, proporcionado pela própria casa, onde reúnem os amigos e familiares.

Quarto de Pietra,
que chegará em maio:
conforto, criatividade
e aconchego

Depois de definir o tipo de imóvel, o mais importante é estabelecer o valor do projeto e verificar qual a disponibilidade financeira.
Se os recursos não forem suficientes, recorrer às diversas linhas de financiamento hoje disponíveis é uma boa opção. O governo federal disponibilizou para este ano mais de R$ 10 bilhões para o setor. A Caixa Econômica Federal (CEF) é o banco público que mais lida com habitação.

“Apesar do financiamento ser uma ferramenta muito utilizada hoje em dia, não optamos por ele. Construímos em etapas, com nossos próprios recursos, imprimindo nosso perfil à moradia”, esclarece satisfeito Evandro. Informações pelo telefone (19) 9764-2270 – ou e-mail engecc@terra.com.br

Cozinha integrada
à sala de estar permite
maior interação na casa

 

 

 


Comprar pronto ou construir?

Não há nada melhor do que entrar em uma casa prontinha para morar, sem se preocupar com pedreiros, materiais de construção e prazos. Mas, segundo o casal, as vantagens de construir são inúmeras. “Começa pela economia, proporcionada pelas pesquisas em lojas de material de construção e mão de obra, e pela escolha do padrão e qualidade do material. Permite também personalizar a construção, adequando os sonhos à realidade”, avalia Roberta.

Para quem pensa em construir, Evandro aconselha contratar um profissional habilitado, até mesmo para orientar na compra do terreno. “Para evitar surpresas indesejadas”, alerta.


Closet: praticidade na organização do vestuário


Nina, Rottweiler de 5 meses, e o casal,
no quintal, com churrasqueira

 


4 mil casas populares em 4 anos


É a meta de José Onério

Construir, até o final de 2008, quatro mil casas populares é a meta
da atual administração municipal. Famílias com ganhos mensais entre um e dez salários mínimos terão atendimento prioritário. Os inscritos têm que residir em Indaiatuba há pelo menos cinco anos, não possuir imóvel e não ter problemas com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).
Os imóveis serão construídos em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e Caixa Econômica Federal. A prefeitura compra os terrenos, doa a área para o projeto habitacional e instala a infra-estrutura. Dia 24 de janeiro, a Secretaria de Estado da Habitação autorizou a construção em Indaiatuba de 200 apartamentos e 194 casas para pessoas que moram em áreas de risco da cidade. O prefeito está empenhado também em obter recursos para construção de casas para quem possui seu próprio lote com escritura.

Em 2005, ele assinou convênio com o governado estadual para construir 1.500 unidades para famílias de baixa renda. Em outubro entregou 36 casas do CDHU, no Jardim Oliveira Camargo (foto), para moradores de área de risco e 160 apartamentos do programa PAR Mirim da CEF, que atende funcionários públicos. Em breve será iniciada a construção de 100 casas para população de baixíssima renda, no Bairro Tombadouro (Cohab) e a construção das 120 casas das áreas de riscos (CDHU).

Maior volume de financiamentos

Carta de Crédito FGTS
Para a compra de imóvel já pronto, construção em terreno próprio, aquisição de terreno e construção e compra de material de construção, pode-se usar a Carta de Crédito FGTS, cujos juros variam de 6 a 12% ao ano (mais a variação da TR *), dependendo da renda e do valor do imóvel. Depois que os dados são analisados (cadastro comprador/vendedor/imóvel) e aprovados, o contrato é efetuado. O sistema de amortização atualmente utilizado é o SAC e o saldo devedor é atualizado mensalmente pelo índice de remuneração básica aplicado nos depósitos das contas vinculadas do FGTS (ou seja, atualizado pela correção do FGTS). Os recursos do FGTS poderão ser utilizados desde que a pessoa se enquadre nas regras do Fundo como, por exemplo, não possuir imóvel residen-cial no local de trabalho, local de residência, região metropolitana e cidades limítrofes.

Carta Caixa – Recurso Caixa
Essa modalidade de empréstimo destina-se a compra de imóvel residencial com valores de financiamento acima de R$ 245 mil, a taxa de juros é de 12,5% ao ano (mais TR) e o prazo de amortização é de até 240 meses. O sistema de amortização é o SAC e o saldo devedor não sofre atualização monetária, as prestações são calculadas mensalmente e no caso da TR se manter estável, a tendência é de que as prestações sejam decrescentes.
Nesta mesma linha de financiamento existem ainda opções para aquisição de imóvel comercial, aquisição de lote residencial e comercial, construção em terreno próprio, aquisição de terreno, construção de imóvel comercial e residencial, reforma e ampliação de imóvel comercial e residencial com taxas que variam de 13% a 18% ao ano mais TR.

Carta Caixa – Recurso SBPE
Essa modalidade de empréstimo com recursos da poupança destina-se a aquisição de imóvel residencial novo ou usado, construção e aquisição de terreno e construção em terreno próprio. A taxa de juros é de 10% ao ano, mais TR, para imóvel com valor máximo de avaliação de até R$ 130 mil e 12% ao ano, mais TR, para imóvel com valor de avaliação de R$ 130 mil até R$ 350 mil. O saldo devedor é atualizado mensalmente pelo mesmo índice de atualização básica aplicado aos depósitos de caderneta de poupança. O sistema de amortização é o SAC e o prazo de amortização é de até 240 meses.

Reformas, melhorias e ampliações
Também são várias modalidades que se encaixam em cada perfil. Mas, no caso do uso do FGTS, o valor do imóvel não pode ultrapassar R$ 62 mil. Já em outros tipos de empréstimos, esse valor pode ser maior.

CONSTRUCARD
Esta modalidade de empréstimo destina-se a compra de materiais de construção em geral ou ítens como cozinhas planejadas e armários embutidos, não permitindo o pagamento de mão-de-obra. As compras nesse sistema precisam ser feitas em lojas conveniadas e o usuário recebe um cartão com o qual pagará as contas. A dívida pode ser quitada em até 36 meses e o valor a ser emprestado pode ser de mil a R$ 180 mil dependendo da capacidade de pagamento do interessado. Juros de 1,69% ao mês mais TR.

Exigências
Os empréstimos tanto para a aquisição de imóvel, construção ou reforma e ampliação só pode comprometer 30% da renda mensal do cliente. Por exemplo, quem tem renda (holerith ou aluguéis) de mil reais vai poder ter crédito cuja quitação não ultrapasse R$ 300 por mês. A Caixa Econômica também exige que a documentação dos imóveis esteja regularizada, ou seja, averbada.

 

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