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| VIDA FÁCIL
A entrega
em domicílio não é nova. Já existe há
décadas (lembra do pão e leite que entregavam na porta
de casa?), principalmente para alguns setores, como o de remédios.
A novidade é que a palavra usada atualmente é delivery
– um estrangeirismo que cai bem. Hoje, com um toque no telefone
ou nas teclas do computador, encontra-se um mundo a ser vendido e entregue
onde o cliente quiser. |
| Nos
anos 70 Tudo começou com o inovador Toque-Tenha,
em meados da década de 70 (Eduardo Dusek, num de seus momentos
de glória, na música Nostradamus, ironizava: “liguei
para o Toque-Tenha e não tinha”... “o mundo acabou”).
Por um telefone igual em todas as capitais brasileiras, podia-se literalmente
pedir um elefante ou morangos em qualquer horário ou época
do ano. É claro que esses caprichos eram cobrados na mesma proporção
das dificuldades. Hoje, as compras via internet são corriqueiras
e em muitos casos, com preços muito convidativos. Não há dúvidas de que a entrega em domicílio facilita, e muito, a vida de todos. Quando bate uma fome no trabalho e você não pode sair: peça algum lanche, esfiha ou até um pão quentinho. E no meio do churrasco, quando falta carvão ou cerveja? Ou gelo? É só ligar. Algumas empresas de alimentação investem bastante nos serviços de delivery. Uma grande casa de salgados de Indaiatuba, nos finais de semana tem 50% de seu faturamento só com os pedidos de entrega. Para atender a essa clientela, dispõe de motoboys contratados e recorre a serviços de terceiros, num total de 24 entregadores. Atende também clientes no Aeroporto de Viracopos e em outros locais distantes. Outra novidade é o fornecimento de pão fresquinho, frios e queijo, pelo mesmo sistema, por uma panificadora indaiatubana. Trotes
Diversas empresas da cidade oferecem o sistema delivery e para isso
tomam precauções a fim de evitar trotes ou assaltos. Em
geral, a primeira ligação de um cliente é checada
(com o retorno do telefonema, por exemplo), depois é feito um
cadastro e a partir daí, não se corre riscos de trotes.
Antes desses cuidados poderia ocorrer casos como o de uma pizzaria,
que recebeu um grande pedido para ser entregue na casa de determinada
pessoa. Sedentarismo
Há quem veja nas facilidades da entrega em domicílio um
vilão que pode ter garras profundas: o sedentarismo. Na maioria
dos países ocidentais existe uma verdadeira epidemia de obesidade.
Hábitos alimentares errados, pressa ao fazer uma refeição
e menos atividade física geram não só obesidade,
mas transtornos na saúde em geral. Os médicos alertam
que facilidades aparentemente simples, como o controle remoto de TV,
podem dar mais lenha ao sedentarismo. |
|
Motoboy |
| REGRAS
DE SEGURANÇA Os
serviços de delivery podem ser usados por criminosos, que se fazem
passar por entregadores, burlando regras de segurança. Uma vez
dentro, anunciam o assalto. Em São Paulo, nem a sofisticação
de equipamentos impede a ação. Em geral, há falha
humana (porteiros, empregadas ou seguranças). Por isso síndicos alertam para o recebimento de encomendas. No Helvetia Pólo, o motoboy chega só à portaria e a encomenda é retirada lá. No Lagos de Shanadu o rigor é cada vez maior. “A cancela só é aberta depois de vários procedimentos , como pedir documentos, e confirmação de pedidos. Mesmo assim, é comum que um dos seguranças acompanhe o motoboy”, explica o síndico Hélder Manão. Já para as empresas, o risco não é menor. Muitas vezes o pedido pode ser um engodo. “Usamos usamos todos os procedimentos de segurança. Quando a entrega é feita em locais ermos tomamos o cuidado de checar. As entregas são feitas com carros, com monitoramento e comunicação via rádio com a loja”, explica Verônica Andrade, da Tulips Flores. Sedentarismo, preguiça, ou falta de tempo, não importa o motivo, o fato é que é muito bom poder ligar, esperar e consumir o pedido sem precisar levantar da cadeira. |
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