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Internacional da Mulher
|
| Força Feminina As mulheres
superam em 4,3 milhões o número de homens no Brasil. E
a diferença, divulgada em fevereiro pelo IBGE, está cada
vez maior. Em 11 anos (1992-2003) cresceu 57%. O “excesso”
de mulheres porém, tem uma explicação nada agradável:
os homens estão mais expostos à violência, a doenças
fatais do coração e morrem mais cedo. A maioria populacional
em favor das mulheres também é registrada em Indaiatuba,
onde, segundo o Censo de 2000, do IBGE, havia 73.614 mulheres e 73.436
homens. |
| 10%
dos votos Na
política, porém, elas estão em grande desvantagem.
Nas eleições de 2004, a maioria do eleitorado em Indaiatuba
era feminino (55.031 eleitoras para 53.650 eleitores: uma diferença
de 1.381 votantes). Mesmo assim, as 65 candidatas a uma vaga na Câmara
obtiveram somente 10% (9.292) dos votos válidos, apesar de representarem
30% do total de candidatos a vereador (223). Ou seja, não conseguiram
sequer uma votação proporcional ao número de candidatas.
Apenas uma se (re)elegeu: a médica Vera Spadella (PDT). Para a engenheira Lucidalva Luz dos Santos, 36, (foto) que pela primeira vez concorreu ao cargo de vereadora, segunda candidata mais votada (696 votos), além de preconceito, as mulheres são pouco votadas porque são desunidas. “Essa desunião gera desconfiança e fortalece os votos nos homens. Se mais mulheres fossem eleitas, nós teríamos mais força”, avalia. A força feminina, porém, está presente hoje em grande escala, nas mais variadas áreas. Sempre em ascensão. Se um dia, como tudo indica, essa força conseguir se contrapor à masculina, com a mesma intensidade, criando um novo equilíbrio, a humanidade (talvez) poderá viver a tão esperada nova era. Essa é a esperança. |
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Borracheira
Rosângela Ferreira Ramos, 34, da Borracharia Ramos, já está acostumada com a pergunta: “É você que vai consertar o pneu??!!”. Porém, a surpresa inicial logo se desfaz quando vêm a sua competência. “Não é comum mesmo ver uma mulher borracheira”, diz Rose, há quatro anos no ramo. Ela trabalhava em outro serviço, em meio período, e depois ia para a borracharia do marido, Ageu Ramos, para “dar uma força”. Só que a “força” não era só uma expressão. Rose passou a trocar pneus e sabe fazer corretamente os remendos. Entretanto, mantém a feminilidade, escovando bem as unhas que passam semanalmente por manicure. |
MÃE
DE TODOS Mercedes
de Oliveira, 65, é uma batalhadora. Casou-se aos 19 anos
e após seis anos de união, o marido abandonou-a com seis
filhos pequenos. Em seguida, sua mãe morreu, deixando quatro filhos
órfãos, com idades de 9 a 16 anos. Mercedes levou todos
os irmãos para sua casa. “Eram muitos para criar. Fui pai
e mãe dessa garotada. Hoje todos eles estão casados”,
relembra sorridente. Mas não foram só esses. Sua sobrinha
ficou grávida aos 17 anos. O rapaz não assumiu a paternidade
e Mercedes recebeu mais uma criança para criar. A mesma sobrinha
ainda a “presenteou” com mais dois pimpolhos – todos
criados com amor. Com a morte de uma de suas filhas, Mercedes assumiu
os três netos, pois o pai das crianças também veio
a falecer. Hoje, em sua modesta residência, no Centro, moram filhos, netos, bisnetos e um irmão (num total de 18 pessoas). Ela é a responsável pelo almoço, jantar e lavagem da roupa. E todos colaboram para o pagamento das despesas dessa grande família, que, apesar das dificuldades, é muito unida. Essa foi a missão que, com prazer, alegria e sempre sorrindo, Mercedes realiza. Para aumentar a renda familiar, além de consertos de roupas, ela consegue arranjar tempo para fazer salgadinhos e sorvetes (que seus netos vendem nas ruas). Mesmo com problemas de inchaço nas pernas, aos domingos, ela caminha até o Lar de Velhos e Cegos Emmanuel, onde realiza um trabalho voluntário. “Lá sou vista como alguém da família. Coitados! Muitos deles não recebem visitas”, lamenta. Realiza ainda outro trabalho voluntário. Vai duas vezes por semana à Cadeia Pública Feminina, pregar o Evangelho. “Algumas detentas não querem ouvir a Bíblia, mas a maioria gosta bastante. Muitas se arrependem e várias já se converteram. Para batizá-las, levamos uma piscina à Cadeia”, esclarece satisfeita. Mercedes é uma mulher simples, mas cheia de vida. Exemplo de quem fez das dificuldades que a vida lhe trouxe, degraus para sua evolução. |
| Dia da Mulher Foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e é comemorado mundialmente. A data – 8 de março – é uma referência a um dos episódios mais violentos sofridos por mulheres trabalhadoras. Tecelãs de uma indústria americana revoltaram-se com a extensa jornada de trabalho – mais de 12 horas por dia – e com a minguada remuneração. No dia 8 de março de 1857 iniciaram uma greve, que foi violentamente reprimida pela polícia e patrões. Acuadas no interior da fábrica, 129 operárias foram queimadas vivas, uma vez que todas as portas e janelas foram trancadas. |
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