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Prefeitos
reverenciam o Quarto Poder
Jornal promove encontro histórico
de políticos
adversários, na comemoração de seu Jubileu de Ouro
Prefeitos
José Onério, Reinaldo Nogueira, Flávio Tonin, Clain
Ferrari e José Carlos Tonin; (sentados), Manoel Miranda, Renato
Laércio Talli, Belmira Miranda de Toledo e José Luiz Miranda,
na Redação da Tribuna de Indaiá
Só
mesmo o aniversário de 50 anos da Tribuna para reunir em uma
mesma foto cinco prefeitos de Indaiatuba, alguns deles adversários
ferrenhos que politicamente já estiveram em campos antagônicos.
A convite dos proprietários, José Onério, Reinaldo
Nogueira, Flávio Tonin, Clain Ferrari e José Carlos Tonin,
compareceram à sede do jornal para uma confraternização
e registro de uma foto histórica que contou também com
a presença do fundador da Tribuna, o hoje desembargador aposentado
do Tribunal de Justiça de São Paulo, Renato Laércio
Talli,72.
O ex-prefeito Romeu Zerbini, 81, acometido por um derrame cerebral há
cerca de 30 dias, infelizmente, não pôde comparecer, assim
como o ex-prefeito Ivan Corrêa de Toledo, 78, que reside em São
Paulo, ausente também por motivo de saúde.
O encontro, na redação do jornal, foi bastante descontraído
e amistoso, com os cinco mandatários recordando momentos bons
– e de tensão – no relacionamento que tiveram com
o jornal durante os anos em que exerceram o cargo de chefe do Executivo,
ou, no caso de José Onério, que completou este mês
100 dias de governo, os quatro anos de vereança, dois dos quais
como presidente da Câmara.
Todos, porém, reconheceram que embora tenha havido ocasiões
em que discordaram do “exagero” de determinadas manchetes,
ou mesmo do teor de reportagens, a Tribuna, com sua linha independente,
cumpre um papel de grande importância para o bom funcionamento
da máquina administrativa, chamando a atenção para
desvios, erros, equívocos, ou elogiando medidas adotadas.
Enaltecendo o papel da Tribuna e da imprensa em geral como o Quarto
Poder, fundamental para assegurar a continuidade do regime democrático,
os prefeitos cumprimentaram os funcionários, o fundador Renato
Laércio Talli e a família Miranda, desejando aos descendentes
a continuidade e o progresso do jornal.
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50
anos de informação
RENATO
LÁERCIO TALLI
Fundador da Tribuna de Indaiá
O calendário
não é apenas a sucessão dos dias, dos meses e dos
anos. Nessa sucessão os fatos imprimem às datas, no tempo
e no espaço, seu real significado. A seqüência da
história desvenda o significado do muito que se faz e se sente.
Na perspectiva do tempo, dir-se-ia ter sido ontem, aquele dia em que
veio à lume a Tribuna de Indaiá, 17 de abril de 1955,
idealizada nos corredores da Faculdade de Direito da Pontifícia
Universidade Católica de Campinas por dois acadêmicos indaiatubanos,
eu e o saudoso Rafael Elias José Aun.
Nos cinqüenta anos de existência da Tribuna de Indaiá
a história de Indaiatuba passou pelas suas páginas e é
com orgulho e respeito que posso afirmar ser um dos integrantes da história
da Tribuna, sendo um dos seus fundadores.
Vejo daqui, por toda parte, coisas e fatos que me tocam o coração
e a alma. Esta data de aniversário me traz indeléveis
recordações. Vejo daqui a Indaiatuba de hoje, reverenciando,
com orgulho, a Indaiatuba do passado, pequenina e bela com seu chafariz
e sua história do meu tempo de criança. A Indaiatuba dadivosa
e inesquecível, acalentando os meus sonhos de adolescente e juventude.
A Tribuna de Indaiá pode se desvanecer de sua história,
que é a história da família Miranda por ela consagrada,
e que soube assimilar, com originalidade, sacrifício e autenticidade,
alguns dos momentos mais expressivos da história de Indaiatuba
neste meio século de existência.
Dir-se-á que meio século corresponde a pouco na história
indaiatubana das idéias, mas o que importa é o tempo vivido,
quando os segundos, por seu conteúdo existencial, adquirem um
valor infinito, pondo in esse algo que contém em si a duração,
embora situados em planos distintos, marcando o que há de transcendental
no processo das revelações de um jornal autêntico,
contemporâneo e, sobretudo vibrante, perseguindo a verdade dos
fatos desde sua fundação.
E se bem me lembro, a família de Gabino Ferreira de Miranda adquiriu
o jornal em 1961 e passou a conduzi-lo à culminância maior
de bem informar, com retidão e honestidade, dando continuidade
e transformando a Tribuna de Indaiá num jornal respeitado, atualmente
informatizado, impresso em off-set, moderno, rico em informações
sempre atuais, mantendo sues leitores, especialmente de Indaiatuba,
bem informados sobre os fatos e acontecimentos locais, nacionais e internacionais,
pugnando pelo progresso de Indaiatuba e região.
A todos os que ao longo do tempo trabalharam e aos que ainda trabalham
para a grandeza da Tribuna de Indaiá o dizer: “Dias luminosos...
não chores por terem passado, antes sorria por haverem existido”
(Kant). Por maiores que possam ser os novos desafios, conflitos e adversidades,
os que já fizeram alguma coisa pelo jornal sempre podem sorrir
sobre os dias luminosos que tiveram e que nada e ninguém pode
fazer com que deixem de ter acontecido. O que realizamos com o nosso
trabalho, ou que com ele criamos no mundo, é qualquer coisa que
colocamos a salvo na realidade, preservando-a da caducidade.
Parabéns à Tribuna de Indaiá. Soube administrar
conflitos, superar dificuldades e é hoje o grande jornal por
todos respeitado e admirado. Perpetua galhardamente a missão
para a qual foi fundada.
Renato Láercio Talli é
desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São
Paulo, escritor, advogado e fundador da Tribuna de Indaiá.
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RAFAEL
ELIAS JOSÉ AUN
Nasceu em Indaiatuba, em 27 de março de 1934, e faleceu em 21
de dezembro de 2001. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais
pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica
de Campinas, cursou até o 2° ano da Faculdade de Administração
da mesma universidade. Na Assembléia Legislativa do Estado de
São Paulo, foi assessor da vice-liderança de 1961 a 1964,
assumindo posteriormente o cargo de Secretário de Comissões
Técnicas da Assembléia, até 1968. Em Indaiatuba,
além de participar dos conselhos de inúmeras entidades,
presidiu o Rotary Club (1982/83 e 1985) e a Ordem dos Advogados do Brasil
- 113ª Subsecção (1983/84), instalada em 1983. Durante
sete anos (1970/77), foi diretor do Serviço Autônomo de
Água e Esgotos (Saae), onde realizou importantes obras. Em 1976,
foi aprovado em concurso público para Procurador da Prefeitura,
cargo que exerceu a partir de 1° de fevereiro de 1977, e no qual
se aposentou. Atuou também como presidente da Comissão
Permanente de Licitações (Copel). Apaixonado pela história
da cidade, doou sua coleção de jornais (com exemplares
que só ele dispunha, como a primeira edição da
Gazeta de Indaiatuba) à Fundação Pró-Memória.
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