| Medicina
especializada
Há 50 anos eram apenas três
médicos na cidade; hoje, são 400
A
expansão de Indaiatuba, tanto em habitantes, como em área
construída, foi acom
panhada da oferta de especializações nos mais diversos
segmentos da medicina e odontologia. Em 1955, quando a Tribuna
foi fundada, apenas três médicos residiam na cidade: Jácomo
Nazário, Renato Ríggio e Pedro Maschietto. Até
os anos 70, a cidade contava com poucos médicos especialistas,
a maioria era clínico-geral – que fazia partos e suturas
em ferimentos, entre outros procedimentos.
Ríggio, Maschietto e Paulo Koide, 79, que aqui chegou em 1973
e ainda está em atuação, tiveram filhos que seguiram
a carreira dos pais, tornando-se médicos. Foi quando o quadro
começou a mudar. Com a formatura dos filhos da terra, novos especialistas
se estabeleceram na cidade e com eles outros colegas de cidades vizinhas.
Além disso, Indaiatuba também passou a ter importantes
empresas multinacionais, cujos executivos moravam aqui. A demanda por
especialistas aumentou e os próprios médicos também
resolveram residir na cidade.
Nova
geração O pneumologista Paulo
Celso Deltréggia, de tradicional família
local, abriu seu consultório em 1981. “Nessa época
éramos uns 20 e poucos médicos na cidade, só havia
um hospital, o Augusto de Oliveira Camargo, e a maioria dos exames sofisticados
precisava ser feita em Campinas. A sofisticação veio naturalmente,
evoluiu como a cidade”, revela Deltréggia, acrescentando
que hoje Indaiatuba tem uma série de especialistas e praticamente
todos os exames podem ser feitos na cidade, com a mesma qualidade das
grandes metrópoles. Ele avisa que a medicina está permanentemente
em evolução e, tanto médicos como clínicas
de exames, precisam estar sempre se reciclando para acompanhar o progresso.
Uma filha de Paulo Celso, Laura, seguindo o exemplo do pai, está
no segundo ano da faculdade de medicina.
A
mesma visão otimista tem o ortopedista Rogério
Maschietto, sobrinho do lendário Pedro Maschietto.
“Nossa família tem mais de dez pessoas dedicadas à
medicina. Meu filho Emerson, especialista em ombro, acaba de ser integrado
à nossa equipe”, revela. O também ortopedista José
Inácio Travizanuto é outro pioneiro na especialidade e,
junto com Maschietto e outros sócios, fundou o Centro de Traumato-Ortopedia,
o CTO, há 20 anos, que também funciona como hospital-dia.
Rodrigo, o filho de Inácio, também está se formando
em medicina.
Quando o pediatra Danilo Ribeiro de Ávila abriu seu consultório
em Indaiatuba, em 1978, eram apenas 17 médicos em atividade,
sendo um dos pioneiros na especialidade e também como patologista,
tornando-se um dos sócios do Laboratório Augusto de Oliveira
Camargo, que posteriormente recebeu o nome de Sancel. Seus três
filhos atuam na área de medicina e biologia.
Boa
formação Para a ginecologista Karine Schlüter,
presidente da Associação Paulista de Medicina, regional
Indaiatuba, a cidade realmente oferece serviços médicos
avançados. “Porém , mais importante do que avanços
tecnológicos o que melhor temos é a formação
do profissional. É a mão, o olho dele, que complementa
um bom diagnóstico. Vários colegas são referências
nacionais em suas especialidades”, conta, citando alguns nomes,
como o cardiologista Celso Sallum, o reumatologista José Roberto
Provenza e o cirurgião plástico Jalma Jurado. Karine lamenta,
entretanto, que a saúde pública não reconheça
o valor dos profissionais que atendem na rede municipal. “Indaiatuba
é a cidade com pior remuneração para servidores
médicos na região”.
O
médico otorrinolaringologista
Renato Maschietto Talli, 39,
filho do fundador da Tribuna,
que atende em Indaiatuba
De
acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS)
para um bom atendimento deveria haver um médico para cada mil
habitantes. Indaiatuba, que extra-oficialmente tem quase 180 mil habitantes
(segundo o Censo ampliado, seriam 165 mil em 2004), conta com mais de
400 médicos atuantes na rede pública ou privada. Ou seja,
um número muito superior ao preconizado pela OMS.
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