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TRIBUNA DE INDAIÁ
O maior jornal de Indaiatuba
17 de abril de 1955 - 17 de abril de 2005

Medicina especializada

Há 50 anos eram apenas três
médicos na cidade; hoje, são 400

A expansão de Indaiatuba, tanto em habitantes, como em área construída, foi acom
panhada da oferta de especializações nos mais diversos segmentos da medicina e odontologia. Em 1955, quando a Tribuna foi fundada, apenas três médicos residiam na cidade: Jácomo Nazário, Renato Ríggio e Pedro Maschietto. Até os anos 70, a cidade contava com poucos médicos especialistas, a maioria era clínico-geral – que fazia partos e suturas em ferimentos, entre outros procedimentos.
Ríggio, Maschietto e Paulo Koide, 79, que aqui chegou em 1973 e ainda está em atuação, tiveram filhos que seguiram a carreira dos pais, tornando-se médicos. Foi quando o quadro começou a mudar. Com a formatura dos filhos da terra, novos especialistas se estabeleceram na cidade e com eles outros colegas de cidades vizinhas. Além disso, Indaiatuba também passou a ter importantes empresas multinacionais, cujos executivos moravam aqui. A demanda por especialistas aumentou e os próprios médicos também resolveram residir na cidade.

Nova geração O pneumologista Paulo Celso Deltréggia, de tradicional família local, abriu seu consultório em 1981. “Nessa época éramos uns 20 e poucos médicos na cidade, só havia um hospital, o Augusto de Oliveira Camargo, e a maioria dos exames sofisticados precisava ser feita em Campinas. A sofisticação veio naturalmente, evoluiu como a cidade”, revela Deltréggia, acrescentando que hoje Indaiatuba tem uma série de especialistas e praticamente todos os exames podem ser feitos na cidade, com a mesma qualidade das grandes metrópoles. Ele avisa que a medicina está permanentemente em evolução e, tanto médicos como clínicas de exames, precisam estar sempre se reciclando para acompanhar o progresso. Uma filha de Paulo Celso, Laura, seguindo o exemplo do pai, está no segundo ano da faculdade de medicina.

A mesma visão otimista tem o ortopedista Rogério Maschietto, sobrinho do lendário Pedro Maschietto. “Nossa família tem mais de dez pessoas dedicadas à medicina. Meu filho Emerson, especialista em ombro, acaba de ser integrado à nossa equipe”, revela. O também ortopedista José Inácio Travizanuto é outro pioneiro na especialidade e, junto com Maschietto e outros sócios, fundou o Centro de Traumato-Ortopedia, o CTO, há 20 anos, que também funciona como hospital-dia. Rodrigo, o filho de Inácio, também está se formando em medicina.
Quando o pediatra Danilo Ribeiro de Ávila abriu seu consultório em Indaiatuba, em 1978, eram apenas 17 médicos em atividade, sendo um dos pioneiros na especialidade e também como patologista, tornando-se um dos sócios do Laboratório Augusto de Oliveira Camargo, que posteriormente recebeu o nome de Sancel. Seus três filhos atuam na área de medicina e biologia.

Boa formação Para a ginecologista Karine Schlüter, presidente da Associação Paulista de Medicina, regional Indaiatuba, a cidade realmente oferece serviços médicos avançados. “Porém , mais importante do que avanços tecnológicos o que melhor temos é a formação do profissional. É a mão, o olho dele, que complementa um bom diagnóstico. Vários colegas são referências nacionais em suas especialidades”, conta, citando alguns nomes, como o cardiologista Celso Sallum, o reumatologista José Roberto Provenza e o cirurgião plástico Jalma Jurado. Karine lamenta, entretanto, que a saúde pública não reconheça o valor dos profissionais que atendem na rede municipal. “Indaiatuba é a cidade com pior remuneração para servidores médicos na região”.

O médico otorrinolaringologista
Renato Maschietto Talli, 39,
filho do fundador da Tribuna,
que atende em Indaiatuba

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) para um bom atendimento deveria haver um médico para cada mil habitantes. Indaiatuba, que extra-oficialmente tem quase 180 mil habitantes (segundo o Censo ampliado, seriam 165 mil em 2004), conta com mais de 400 médicos atuantes na rede pública ou privada. Ou seja, um número muito superior ao preconizado pela OMS.

 

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