Cinqüenta:
Só fica velho quem quer
Medicina, cosméticos, clínicas
de estética
tudo para ficar em forma
É
inexorável: a cada dia envelhecemos mais. Não é
só a lei da gravidade a grande vilã, alguém
que se sinta velho, irá mesmo parecer velho. A vaidade não
é pecado: faz bem para a auto-estima de qualquer um e, se
há condições, por que não beber da fonte
da juventude? Em 1955, quando alguém entrava no time dos
“enta” (40, 50, 60, etc.) sequer pensava em dar um upgrade
no visual. Hoje não. Há um arsenal de produtos, tratamentos
e intervenções à disposição de
quem quer manter o viço.
‘Pelanca’
A prevenção é fundamental. Deve-se começar
já aos 18 anos “para não ficar com pelanca aos
quarenta”, avisa o cirurgião plástico Ivo Pitanguy.
É importante usar não só protetor solar, mas
cremes hidratantes. O fundamental é manter hábitos
saudáveis: alimentação balanceada e atividade
física constante.
Mas se tudo já despencou, é possível recorrer
a cirurgias plásticas, que esticam aqui, puxam ali, tiram
daqui e botam ali. Não é tão caro e até
bancos financiam. O botox é outro bom aliado, mas deve ser
usado com moderação porque a pessoa corre o risco
de rir, e parecer que está chorando. A indústria cosmética,
os dermatologistas e os esteticistas conseguem excelentes resultados
para os que não querem tratamento tão invasivo. São
técnicas modernas para tudo e eliminam até as indesejáveis
pintas nas mãos.
Brancos
Os fios de cabelo começam a embranquecer a partir
dos 20 anos. É uma herança genética. Alguns
ficam totalmente grisalhos antes dos 30 anos. Os pêlos do
corpo também embranquecem. Nem as sobrancelhas escapam muito
menos os dos “países baixos”. Cerca de 99% das
mulheres recorrem às tinturas nos cabelos (e outros pêlos...),
já para eles, o assunto ainda é tabu. “Eles
pintam, sim, mas pedem para as mulheres comprarem as tintas”,
entrega Nab Ueda Vieira, que tem perfumaria há quase trinta
anos.
O proble-ma com os fios masculinos é que a primeira tintura
“pega” de um jeito estranho e o resultado é aquele
inconfundível tom acaju. O senador José Sarney, por
exemplo, ao tentar disfarçar a tintura, produzia visual meio
camaleão: um dia era o bigode, que de branco ficava preto,
noutro, eram as têmporas (aliás, a palavra têmpora
vem de tempo, porque os fios brancos começavam sua devastação
exatamente nas laterais da testa) que iam do grisalho à cor
de burro-quando-foge. Por que disfarçar? Se bem que homens
grisalhos exerçam um estranho fascínio nas mulheres.
Por fim, quem se curte, se cuida. Quem se sente jovem, será
jovem – nas atitudes, no pensamento, no espírito.