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Equitação, saltos e provas

Nem todos os que gostam de cavalos ou praticam equitação tem espaço para manter o animal. Por isso, existem hospedarias para eqüinos. Nesses locais, que costumam estar ligados a escolas de equitação, os cavalos recebem atenções especiais: ração balanceada, feno, alfafa, visita semanal de veterinários, escovação e banhos diários. “Algumas meninas chegam a trazer xampu e condicionador da Natura para seus animais”, revela Márcia Messias, que mantém um centro de treinamento na Helvetia. “O laço afetivo é muito grande”, acrescenta. É o que também observa Carmem Silvia Doro Godoy Bruno que, junto com o marido, oferece um centro de hipismo especializado em saltos, na mesma Helvetia. “As crianças chegam a ‘conversar’ com os cavalos, que retribuem de forma afetiva ao carinho recebido”, ressalta Carmem. Os cavalos são tão paparicados pelos donos que depois da “jornada de trabalho” e do banho, vão correndo para a cerca aguardar as iguarias que sempre vêm: cenouras, espigas de milhos e rapadura estão entre os quitutes preferidos. “Alguns chegam a relinchar de alegria” completa Carmem.

Tambor Indaiatuba também revela valores na Prova dos Três Tambores – o cavaleiro tem que contornar em determinado tempo três tambores dispostos em forma triangular, com diferença entre eles de 27,5 m. Rafaela Laturraghe é, aos 18 anos, a atleta mais premiada na modalidade - tem mais de 70 troféus e outras tantas medalhas. “Antes das provas os cavalos passam por exames médicos e recebem alimentação reforçada”, explica Tuca Gaspar, outra entusiasta da prova. Os cavalos mais usados nesse esporte são o quarto de milha e o crioulo, revela Teresa Laturraghe.

Nas ruas A proporção de acidentes causados por cavalos soltos nas ruas diminuiu muito em oito anos. Hoje, é raro, mas nem sempre foi assim. “Havia um acordo verbal com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) que enviava para Indaiatuba todos os cavalos recolhidos na SP-75.
Eles iam a leilão, a preços irrisórios, as pessoas compravam e os deixavam pastando nas ruas. Agora, não recebemos mais os cavalos recolhidos, por isso, quase não existe animais nas ruas”, esclarece Nilson Alcides Gaspar, secretário municipal de Serviços Urbanos. “Os apreendidos são doados para a Aprai, que os revende para pessoas de outras cidades”, conclui.

TERAPIA A equoterapia não é nova: já em 377 aC. Hipócrates, o Pai da Medicina, recomendava a equitação como meio de regeneração da saúde. A terapia pode ser usada em males físicos, mentais e psicológicos. Entre as patologias que mais têm resultados positivos estão a paralisia cerebral, Síndrome de Down, a deficiência visual e a auditiva, depressão, esquizofrenia, afeções em articulações, osteoporose e problemas comportamentais, como hiperatividade e distúrbio de atenção.
O cavalo é uma “máquina” terapêutica, já que ao andar leva o cavaleiro a executar movimentos tridimensionais horizontais (direita, esquerda, frente e trás) e verticais (para cima e para baixo), promovendo noções de equilíbrio, distância e lateralidade. Após 30 minutos o paciente terá feito cerca de dois mil deslocamentos corporais. A afetividade entre o paciente e cavalo promove melhorias significativas.

 

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