| Trabalho
pioneiro em Indaiatuba
Alessandra
iniciando trabalho tronco
com o praticante
Eduardo Gabriel
Cavalos
auxiliam no tratamento de pessoas com necessidades especiais, proporcionando
benefícios físicos, psicológicos e sociais; a equoterapia
se fortalece como alternativa terapêutica.
A fisioterapeuta Alessandra Dalan, 32, formada há 10 anos, pós-graduada
pela Unimep em fisioterapia cardio-respiratória, sempre gostou
de cavalos e crianças. Em 1996, após realizar um curso
em Brasília, promovido pela Associação Nacional
de Equoterapia (Ande-Brasil), passou a desenvolver um trabalho voluntário
com crianças carentes, na Hípica de Indaiatuba. Embora
tenha tido uma experiência positiva, não teve apoio e oportunidade
para continuar desenvolvendo este trabalho na cidade, recebendo então
um convite para ser voluntária no Centro de Equoterapia da Policia
Militar de Campinas, onde permaneceu por dois anos. Posteriormente,
em Rio Claro, durante três anos ela atuou profissionalmente nesta
área.
Somando a experiência em neurologia infantil e adulto, aos vários
cursos de atualização em Equoterapia, Alessandra criou
sua própria metodologia. Em 2000, na Fazenda Vesúvio,
instalou seu próprio centro de Equoterapia convidando as fisioterapeutas
Elaine Alessandra da Silva, 26 e Daniela Ferreira Pinto, 26, ambas com
cursos em equoterapia, que permanecem até hoje na equipe.
Em uma viagem à Itália em 2002, país de origem
das técnicas mais antigas de equoterapia, a fisioterapeuta constatou,
para sua surpresa, que o Brasil está em igualdade de condições,
superando em qualidade os métodos empregados pelos italianos.
Cristina,
Daniela, Alessandra e Elaine
Centro
de Equoterapia Fazenda Vesúvio (CEFV)
Hoje, o CEFV possui infra-estrutura para atendimento diário de
20 crianças, realizada aos sábados, das 8h à 12h,
em sessões que duram em média 30 minutos. A equipe inicial
foi ampliada. Atualmente é formada por três fisioterapeutas,
uma fonoaudióloga, três auxiliares e três cavalos
treinados.
A equoterapia é recomendada para pessoas com paralisia cerebral,
síndrome de Down, seqüelas de traumatismo craniano encefálico
, acidente vascular cerebral, escolioses com ângulo inferior à
20°, problemas de postura, alterações comportamentais,
distúrbios fonoaudiólogos, estresse, etc.
O período de adaptação do praticante é bastante
variável, dependendo de sua identificação com o
animal. O tempo de tratamento também varia de acordo com a patologia.
“Praticantes com problemas muito graves podem fazer equoterapia
durante toda a vida”, esclarece Alessandra. |
| BENEFÍCIOS
Psicológicos:
Aumenta
a auto-estima, a segurança, desenvolve a afetividade, diminui
a agressividade, melhora a atenção e a concentração,
socialização, entre outros.
Físicos:
Melhora do sistema cádio-respiratório, da circulação,
do equilíbrio e da coordenação, normaliza o tônus
muscular, melhora o esquema corporal, a postura e a resistência
física.
Fonoaudiólogicos:
Motivação para o aprendizado, melhor posicionamento dos
órgãos fono-articulatórios e desenvolvimento da
linguagem. O praticante de uma maneira geral melhora a forma de expressar-se
e perceber o mundo à sua volta.
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Acupuntura
a laser
utilizada em cavalos atletas
Os
chineses usam a acupuntura para tratar doenças há mais
de 4 mil anos, tanto em humanos como em animais. O povo milenar também
considera os cavalos como fonte de energia e elemento fundamental para
a sobrevivência. Por isso, os chineses integraram os cavalos dentro
de seus escritos, principalmente nos tratados de acupuntura, nos quais
expressavam a incomparável importância que eles têm
no bem-estar das pessoas. Ao longo da história da China os cavalos
têm estado presentes em todos os atos da vida humana.
Sobre o cavalo, existem mais escritos de acupuntura que nenhum outro
animal. Os conceitos chineses podem parecer a princípio metafóricos
na visão ocidental mas até a ciência já se
rendeu aos seus resultados. De acordo com a filosofia chinesa, a doença
é um desequilíbrio de energia no corpo. A terapia por
acupuntura é baseada no balanceamento da energia corrigindo seu
fluxo e curando, assim, o animal.
Devido ao crescimento do mercado eqüestre de competições
nos últimos anos, tornou-se necessário o emprego de novas
técnicas médicas complementares as quais ajude o cavalo
atleta a ter um melhor desempenho em suas funções, com
mais qualidade de vida (sem dores constantes durante e após as
competições).
Dentre estas técnicas temos a Acupuntura (agulhas), Eletroacupuntura
(estimulo elétrico), Moxa (bastão quente de ervas), Acuinjeção
(injeção de substâncias medicinais nos pontos) e
Acupuntura a Laser de baixa freqüência que, utilizada juntamente
com a Fitoterapia Chinesa (plantas medicinais chinesas), irão
fazer com que o cavalo atleta tenha um bom desempenho com recuperação
física mais rápida e diminuindo estresse físico
e mental devido aos exigentes treinamentos e transporte. Além
disso, a acupuntura atua como um estimulante fisiológico da performance
em cavalos atletas, sem apresentar os efeitos indesejáveis de
diversas drogas e não sendo caracterizada como dopagem.
O laser de baixa freqüência pode ser utilizado em pontos
de acupuntura (em cavalos que não permitem agulhas), potencializando
os efeitos do ponto ou diretamente nos locais de lesão. Tem como
objetivo principal o auxílio na recuperação de
tendões, músculos e ligamentos lesionados, e é
empregado também para tratar dores lombares e agilizar a cicatrização
de feridas.
Em Indaiatuba a Acupuntura, juntamente com a Fitoterapia Chinesa, vem
sendo utilizada nos cavalos de pólo e hipismo, obtendo bons resultados
em sua recuperação, deixando-os disponíveis para
a próxima competição em um curto espaço
de tempo, tendo um bom aproveitamento esportivo e com mais qualidade
de vida.
Cristiane
Leticia Ferreira - CRMV – SP 15178
Médica Veterinária/UFPel
Especialização em Acupuntura - Veterinária - Unesp-Botucatu
Tel (19) 9198-2218 - cris.leticia2@pop.com.br
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