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Juventude transviada

Jovens da década de 50 foram precursores
dos beatniks, hippies e revolucionários

Atualmente, o que impera, é a balada;regada com muita música, álcool, e beijos. As famosas domingueiras dos anos 50 – que começavam às duas da tarde e terminam às 18 horas – ficaram para trás. Hoje, 14 horas é o horário que a galera acorda depois de uma boa noitada. Mas se engana quem pensa que os adolescentes dessa época foram conservadores. A década de 50 foi a manjedoura de tudo o que viria a pipocar na década de 60: os beatniks, os hippies, e até revolucionários socialistas. Conhecidos como “juventude transviada”, esses jovens vivenciaram os pós-guerra, cuja reivindicação maior era a liberdade de expressão. O que os unia, além do rock, da calça jeans, das camisetas, de blusões de couro e motocicletas, e de ídolos como Marlon Brando e James Dean, era a rebeldia. Muito difícil de acreditar que nossos avós talvez tenham sido rebeldes, não?

O comportamento da juventude mudou muito nos últimos anos, afetando principalmente os relacionamentos afetivos, que foram banalizados, substituídos pelo “ficar”. Já no tempo da vovozinha, ou melhor, na década de 50, isso nunca passaria pela cabeça da moçada, que mesmo rebelde, conserva-se romântica, com os jovens pedindo aos pais permissão para namorar, noivar e casar.
Se divertir, hoje, é complicado. A violência está nas ruas. Quem nunca se pegou com medo de sair de casa, depois de ouvir aquela história macabra que aconteceu com o amigo/a ou de fatos noticiados pelos jornais e exibidos pela TV? Não dá mais para contar com a sorte e ficar marcando bobeira por aí. Além da violência, hoje, os jovens convivem com os perigos das drogas, numa sociedade cada vez mais competitiva.

As rápidas mudanças de tecnologia e comportamento alargaram o fosso entre a geração atual com a da década de 50, tornando o outro, ou seja, o membro de outra geração, cada vez mais distante e estranho. O que nos une é essa transição turbulenta da infância para a vida adulta, nossa doce e confusa adolescência.

Beatniks Desfiavam 'o estado das coisas' muito antes dos hippies, punks, yuppies, rebeldes sem causa e outros bichos cabeludos. Surgiu para dar nome a um grupo de jovens intelectuais americanos que, cansados da monotonia da vida ordenada e da idolatria à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram, regados a jazz, drogas, sexo livre e pé-na-estrada, fazer sua própria revolução cultural através da literatura.


James Dean Nos anos 50, Dean foi a marca registrada da rebeldia, com jeito terno e traços delicados, o ator ficou famoso por interpretar jovens problemáticos. Ao todo, foram três filmes em sua curta carreira; "Vidas Amargas"(1954), "Juventude Transviada"(1955), o qual ele também co-produziu, "E assim Caminha a humanidade",

Elvis Presley A partir de meados da década de 1950, o cantor Elvis Presley fascinou platéias, inspirou imitadores e influenciou os costumes americanos. Seus 45 discos tiveram mais de 500 milhões de cópias vendidas. O sinuoso movimento que executava com os quadris ao dançar valeu-lhe o apelido de "Elvis the Pelvis".

Movimento Hippie Nasceu e teve o seu maior desenvolvimento nos EUA. Foi um movimento de uma juventude rica e escolarizada que recusava a injustiças e desigualdades da sociedade americana, nomeadamente a segregação racial. Criticava o poder econômico-militar e defendia os valores da natureza. Usando sempre roupas coloridas, túnicas, sandálias, cabelos compridos, pregavam paz e amor.

 

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