| Lugar
de criança é na escola!
... No inglês, na informática, no Kumon..
Aprender
um segundo idioma, ter aulas de apoio de disciplinas curri-
culares, ou complementar conhecimentos por meio da informática
é classificado pelos especialistas em Educação
como tão importante, hoje em dia, quanto estar dentro da escola.
Os melhores educadores da atualidade concordam, que um dos principais
papéis reservados à Educação consiste em
capacitar o indivíduo, ainda na primeira fase escolar, para o
domínio de seu próprio desenvolvimento, fornecendo-lhe,
o mais cedo possível, as ferramentas necessárias, que
lhe permitirá compreender melhor a si mesmo e aos outros, e assim
poder participar construtivamente da convivência em sociedade.
Kumon, inglês e informática são atualmente algumas
dessas ferramentas mais procuradas. No caso do inglês e da informática,
acredita-se que cursando ainda na primeira fase escolar ofereçam
maiores condições para que o aluno amplie seus horizontes.
No caso do Kumon, o objetivo é assimilar melhor o conteúdo
que durante o período escolar não foi assimilado.
Dados do Ministério da Educação apontam que nos
últimos 20 anos a criança saiu das ruas, parques e até
do quintal de sua própria casa e ganhou em troca um acúmulo
maior de conhecimento. Muito desse conhecimento é, inclusive,
questionável. Mesmo assim, seja para afastá-los da violência
ou pela falta de tempo dos pais em acompanhar o desenvolvimento dos
filhos, os cursos extracurriculares tomaram um importante espaço
na vida das crianças e jovens brasileiros de classe média
e alta. Além disso, há pais que optam por encher a vida
das crianças de compromissos com estudo para distanciá-los
da TV e da Internet.
Atitudes questionáveis ou não, o importante é que
o papel dos profissionais dessa área paralela da Educação
tem crescido muito, e a responsabilidade com a qualidade desse ensino
também. Haja vista as parcerias que se formam todos os dias no
setor educacional.
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Para Heloísa Macedo, o método individualizado
Kumon é uma importante contribuição para vida acadêmica,
pois estimula o aluno com uma programação de estudo dirigida
à suas maiores dificuldades na escola. “Mantendo a continuidade,
com um pouquinho de Kumon todos os dias, a assimilação
do conteúdo escolar passa a ser mais tranqüila”, explica
Heloísa.
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No caso da informática, a proposta é misturar a tradição
e a modernidade com o objetivo de auxiliar o aluno no processo de transformação
da informação em conhecimento. “Assim, proporcionamos
experiências e desenvolvimento de outras habilidades que serão
essenciais a seu futuro”, explica Rosa Virgínia
da MicroWay.
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Conhecimento de outro idioma para aumentar o seu próprio acervo
cultural, é o que acredita Débora Januzzi,
do Yesky by Centro Cultural Americano. “Aprendendo um segundo
idioma o aluno tem a oportunidade de construir o próprio pensamento
com referências e comparações, desenvolver sensibilidades
e ampliar o acervo cultural dentro ou fora da escola com vivências
diferentes. Sem contar a vantagem da fluência quando precisar
dela para concorrer a uma vaga na universidade ou no primeiro emprego”,
alerta.
Não é de hoje que a língua usualmente falada em
grande parte dos países é a inglesa. Para Alberto
Martins, do Colégio Integral e da Faculdade Max Planck,
“em decorrência disso, grandes obras da literatura mundial
e o resgate das principais informações do mundo estão
compiladas nesse idioma. De modo análogo, o desenvolvimento da
informática faz com que a humanidade faça uso diário
do computador como uma das principais ferramentas de trabalho. Essas
considerações mostram o por quê da valorização
das escolas de idiomas e de informática. Elas auxiliam o aluno
a acompanhar todos os tipos de informações sobre a humanidade,
de maneira ágil e precisa. Sua existência e a qualidade
do ensino que essas instituições oferecem são fundamentais
no desenvolvimento e na formação do estudante, do cidadão
e do homem do mundo globalizado”, observa Alberto.
Além
da gramática vista em sala de aula, na prática, para Benedito
Donisete do Anglo/Campinas, o inglês fora da escola é
algo que, de fato, complementa o conteúdo e desenvolve a capacidade
do aluno de entender e falar bem. “Já a informática
em escolas especializadas oferece a oportunidade de aprendizado de programas,
o que proporciona maior desenvolvimento prático ao aluno”.
No caso das aulas de apoio como o Kumon, Benedito lembra do depoimento
de alguns pais, que afirmam que há uma melhora nas atitudes e
no desempenho do filho com a freqüência nas aulas do Kumon.
Loide
Boldori, do Colégio Objetivo, adianta: “nós,
educadores, sabemos que o mercado de trabalho irá exigir de nossos
alunos, além de técnica e disposição, um
preparo para comunicar-se de maneira globalizada, e intimidade com a
tecnologia atual. Portanto, é de extrema importância dar
a esses educandos as condições necessárias para
este contato e conseqüente aprendizado. Além disso, frente
às atribuições que nos dias de hoje ocupam os pais,
considero que a escola deve auxiliá-los na procura desse complemento
acadêmico, pois tem propriedade para tratar deste assunto”.
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Segundo
Léia Perini, da escola Cata-Vento e Anglo/Campinas,
o trabalho para o Infantil e Fundamental I é possibilitar que
o aluno aprenda a conhecer o mundo que o rodeia, ampliando a sua capacidade
de trabalhar com uma variedade de assuntos. “Abrindo espaço
para outras linguagens e novas formas de conhecimento, acreditamos estar
aumentando nossa capacidade de comunicação com as crianças,
incentivando-as nas descobertas e facilitando o desenvolvimento do processo
de ensino/aprendizagem”, acrescenta.
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Marcelo
Canela, concorda com Benedito, seu parceiro de direção
no Anglo/Campinas e acrescenta: “Todos sabemos que a prática
é algo fundamental para o estudo de um idioma ou para reforçar
conteúdos. O mesmo vale para a informática cujo conhecimento
ajuda a desenvolver habilidades diferentes. Portanto, se além
das aulas do colégio, o estudante freqüenta um curso aberto
– digamos, dois dias na semana –, certamente isso contribuirá
positivamente para sua formação”.
“Não
podemos esquecer que o lar é o autêntico formador de pessoas”,
diz Sueli Brave Conte, psicóloga e diretora
do Colégio Renovação, além de autora de
livros especializados sobre Educação. “As crianças,
desde muito pequenas, aprendem o tempo todo com sua família,
não somente pelas palavras ditas, mas, sobretudo, com os exemplos,
a forma como atuam seus pais e como agem perante os problemas. Se ocuparmos
todos os horários com atividades que afastam os filhos tempo
demasiado de casa, estamos, nesse caso, passando uma mensagem equivocada.
É preciso analisar com cuidado e, de preferência, optar
pela atividade extracurricular de maior necessidade naquele momento.
Contudo, aulas de apoio são sempre importantes contribuições
para o futuro do aluno”, resume Sueli.
ES
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