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Por Tatiane Quadra
Aparecida
Maria
Marciano ao
lado da turma
de puxa-sacos
Fernanda,
Fernando
e Melina
Aquela
imagem da sogra “cobra cascavel”, que dá palpite
em tudo, inclusi-
ve na casa, no relacionamento e na criação dos filhos,
já se dissipou. Não que elas não estejam
prontas para proteger as crias com todas as armas, a qualquer
sinal de perigo. Mas, ao que parece, as mães deixaram de
encarar o cônjuge dos filhos como rival. Pelo contrário,
o mais comum agora é ser aliada.
Essa mudança de comportamento é um motivo forte
para que se comemore em 28 de abril o Dia da Sogra. Veja bem que
no calendário esta data fica bem distante do Dia das Bruxas.
Portanto, não há desculpas para não parabenizá-la
e dar um abraço apertado, ou até mesmo um presentinho.
Afinal, ela criou tão bem o amor da sua vida.
Mas, o mais importante é cultivar um bom relacionamento.
Uma das chaves para isso é a comunicação.
Para a operadora de caixa Aparecida Maria Marciano, 49 anos, que
é sogra três vezes, não há nada que
não possa ser resolvido na base do diálogo. “Converso
com minhas noras e meu genro sobre todos os assuntos”, conta.
“Nós almoçamos juntos e eles me levam para
passear.” Até mesmo quando algo a incomoda, ela puxa
o filho ou filha no canto e diz o que pensa, amigavelmente. “Não
acho certo me intrometer”, explica.
Dona Cida é a típica sogra amiga. E gosta de paparicar
os pretendentes prestes a entrar na família. Ela admite
que faz as comidas preferidas de cada um, só para agradar,
porque sabe que este é o ponto fraco deles. “Não
tenho o que reclamar de nenhum deles, pelo contrário”,
afirma. “E não é para mim que eles têm
de ser bons, mas sim para meus filhos. E se meu filhos estão
felizes eu também estou.” Apesar disso, ela admite
que já foi uma sogra “ruim” de propósito,
embora não tenha chegado a ser má. Apenas não
aprovou o primeiro namorado da filha. E por conta disso tratava
o rapaz de modo formal. “Deixei que ela decidisse. E hoje
ela me dá razão.”
Cida garante que continuará a ser uma boa sogra quando
os filhos casarem. Jura que irá cuidar dos netos, sem reclamar,
e que vai respeitar o espaço dos casais. “Nunca tive
ciúmes deles e não pego no pé de ninguém”,
enfatiza. “Acho que não existe mais sogra ruim. A
cabeça das mães mudou e agora somos mais liberais.”
E ela é mesmo. Diz que já está acostumada
com a bagunça dos namorados dormindo na casa, e que adora.
Brinca que o único problema é o genro: um palmeireinse
entre uma família de corintianos.
Os
'puxa-sacos'
Alegre,
simpática e moderna, Cida é o tipo de sogra que
os namorados(as) sonham em ter. Suas duas noras reconhecem a sorte
que tiveram e se desdobram em elogios. A enfermeira Melina Almeira,
22 anos, que namora o filho mais velho, Fábio, 28 anos,
não titubeia em declarar que a sogra é a segunda
mãe. “Ela é super extrovertida e faz de tudo
para agradar”, diz. “Converso mais coisas com ela
do que com minha mãe.”
A assistente de vendas Fernanda Guilhem, 23 anos, que é
a namorada de Carlos Eduardo, 26 anos, conta que já teve
uma sogra chata. Mas ela afirma que não tem como não
gostar de Cida. “Ela é uma graça. Super animada,
molecona mesmo. E me apóia bastante”, fala. “Facilita
muito quando a sogra é legal como ela. Afinal de contas,
ela é a mãe do meu namorado.”
Já o gráfico Fernando Stopo, que namora Ana, a única
filha de Cida, ambos com 18 anos, é mais tímido,
mas conta que o que mais gosta da sogra é a comida. “No
começo eu tive receio de ter uma sogra que pegasse no pé,
mas ela é muito legal.”
Dica
Para Cida o Dia da Sogra é o segundo Dia das Mães,
e deve ser comemorado. Ela conta o segredo de ser uma sogra legal.
“Tem que tentar ser amiga, para conhecer melhor”,
opina. “Não é certo julgar pela primeira impressão
ou aparência da pessoa.”
Curiosidades
sobre sogras
:: Dicionário Em inglês sogra é mother-in-law,
que no pé da letra significa “mãe em lei”.
Em alemão é quase um palavrão: Schwiegermutter.
Também é famosa a expressão “casa da
sogra”, que na teoria, é um lugar onde tudo é
permitido, onde se pode ficar à vontade.
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Culinária Um dos doces mais famosos nas festas infantis
é o “olho de sogra”, que leva uma ameixa preta
no meio e é de origem portuguesa. Mas o tema inspirou outras
doceiras, isso porque existe também o beijo da sogra e
o pudim da sogra.
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l Brinquedo Quem nunca brincou com uma língua-de-sogra?
O brinquedo é muito simples, você assopra um canudo
e um balão de papel se desenrola e fica comprido. Aí
dá para entender o por quê do nome.