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Por CYNTHIA SANTOS
Cilene
Pires Sardinha é professora por formação,
mas sua grande paixão é a arte, principalmente a
relacionada à pintura em seda. Cangas, mandalas, bolsas,
vestidos, roupas, para ela tudo pode ser transformado –
e se tornar mais belo - através de seus dons artísticos.
Em mais uma reportagem da série Artistas Anônimos,
Cilene terá oportunidade de mostrar seu trabalho e com
certeza conquistar o público, principalmente o feminino,
com seu bom gosto.
Há oito anos Cilene se interessou pela pintura em seda,
embora revele que desde a infância tenha uma queda pelas
artes. Começou então a fazer cursos para aprendizagem
da técnica no Atelier Prince, em São Paulo, sob
a coordenação da professora Denise Meneghello. Hoje,
dedica no mínimo quatro horas diárias ao trabalho,
mas às vezes também passa o dia todo sobre as pinturas.
“Também pesquiso bastante e sempre faço cursos
para me atualizar”, revela. Além disso, Cilene diz
que para trabalhar com a arte é necessário ser um
bom observador. “Tem coisas na natureza que ninguém
imagina”, justifica. “Você pode misturar as
cores mais diversas e fica lindo.”
A matéria-prima para os trabalhos de Cilene vai da seda
ao musseline, e as tintas são específicas para seda
pura. O manuseio das peças exige cuidado e tempo: a artista
faz os riscos dos desenhos que irão compor o trabalho,
depois colore o tecido transparente com a cor de fundo e formas
que deseja, em seguida vaporiza a seda ou musseline por uma hora
e meia para fixar a tinta e para o tecido não perder o
brilho e nem a maciez. Ao final, a seda é lavada e secada
a ferro. Quando o trabalho está pronto, é enviado
para São Paulo para que uma costureira dê o acabamento.
Toda a pintura é feita com a seda pregada ao bastidor,
um suporte de madeira semelhante à moldura de um quadro.
Além da tinta específica para a seda, em algumas
peças a artista utiliza o método batique, que consiste
na pintura com cera. No caso da mandala, Cilene pinta a seda,
em seguida colore o bastidor redondo, onde o tecido está
pregado, cobre-o com fita de cetim e contas. O trabalho impressiona
tanto pela beleza delicada como pelo capricho.
Cilene é professora de português, mas no momento
está afastada desta atividade e revela que seu sonho é
poder dedicar-se exclusivamente à pintura. “É
minha paixão, sempre gostei, desde criança”,
lembra. Atualmente ela vende suas peças apenas para amigos
e, em geral, a propaganda é feita no boca-a-boca. “Quem
conhece, gosta, porque é um trabalho diferente”,
enfatiza. Alguns itens também são expostos em feiras
de artesanato. Mas a intenção da artista é
expandir o negócio e montar uma estrutura própria
para a venda das peças. Para isso, não falta disposição.
“Procuro colocar muita energia positiva no que estou fazendo”,
avisa.
O rol de itens confeccionados pela artista inclui cangas, lenços,
echarpes, almofadas, faixas para serem usadas como cintos, bolsas
em musseline, vestidos e mandalas. “Também dá
para fazer o trabalho em cetim, que fica lindo”, revela.
As cangas medem 1m50 por 45 centímetros e custam R$ 27.
As mandalas custam a partir de R$ 35 e as faixas saem por R$ 30.
“Estou pensando em começar a fazer luminárias
também”, adianta.
Personalizado
O
trabalho de Cilene é bem versátil e personalizado.
“Dá para fazer várias coisas relacionadas
à moda e decoração”, explica. “Se
a pessoa quer um vestido, uma camisa, eu pinto o tecido e faço
a estampa do jeito que ela quer.” As peças são
feitas todas sob encomenda. “Até quadros é
possível fazer, porque a pessoa pode colocar o tecido entre
vidros e emoldurar”, diz.
Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho de Cilene pode acessar
seu blog na internet, no endereço www.cileneseda.blogspot.com.
O e-mail da artista é o ci817@hotmail.com e o telefone
é o 8194-7019.
E lembre-se: se você também é um artista anônimo
de Indaiatuba e quer mostrar sua arte para a cidade, entre em
contato com a Revista da Tribuna pelo telefone
(19) 3834-2508. Ou e-mail revistadatribuna@terra.com.br.