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Por FÁBIO ALEXANDRE

A
rapidez com que vivemos os dias atuais nos leva a buscar novos
meios para tornar tudo ao nosso redor mais prático, diminuindo
cada vez mais o esforço físico e criando uma rotina
sedentária, quase nunca pautada por esforços físicos
de qualquer espécie. Tal problema é potencializado
por refeições diárias ricas em gorduras,
que acabam incentivando o crescimento de uma doença que,
segundo prevêem os especialistas, está prestes a
se tornar uma epidemia: a obesidade. Mas como preveni-la e, principalmente,
combatê-la durante e após um diagnóstico pouco
animador? Conheça um pouco sobre a doença e os principais
métodos utilizados atualmente para garantir uma melhor
qualidade de vida para quem está com uns “quilinhos
a mais”.
Obesidade
nada mais é que uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo
excessivo de gordura corporal, geralmente associada a outros problemas
de saúde, que podem trazer danos ao indivíduo. “Muitas
vezes, a obesidade pode estar ligada a distúrbios alimentares
ou a uma termogênese (energia gasta durante e logo após
a alimentação, que representa até 15% do
total dos gastos calóricos) desequilibrada”, comenta
o endocrinologista Renato Dahab, do Centro Médico
Indaiatuba (Rua José da Costa, 546 – Jardim Nossa
Senhora Candelária). “Certas características
genéticas e até mesmo a idade, podem ser agravantes.
Em último caso, os problemas são hormonais”,
acrescenta.
Diversos fatores podem contribuir para que o indivíduo
torne-se obeso, uma vez que nosso organismo é resultado
de diferentes interações entre nosso “patrimônio
genético”, ou seja, aquilo que herdamos de nossos
pais e familiares, e o ambiente socioeconômico, cultural
e educativo em que vivemos, além de nosso espaço
individual e familiar. Sendo assim, podemos afirmar que nossas
características particulares podem influenciar também
em nossa saúde e nutrição. “A cada
dia que passa, temos menos tempo para nós mesmos”,
lamenta o endocrinologista. “Não temos tempo para
fazer a comida e acabamos ingerindo alimentos mais gordurosos.
Além disso, diminuímos a queima de calorias simplesmente
descartando a atividade física, substituindo-a por outra
atividade na qual não se gasta tanto”, adiciona.
O médico alerta para números recentes que apontam
um crescimento vertiginoso na porcentagem de pessoas obesas no
Brasil. “Nos últimos anos, tivemos um aumento de
4% para 14% no número de casos de obesidade infantil. Além
disso, cerca de 40% da população adulta é
obesa, sendo que a maioria são mulheres”, ressalta.
Neste caso, uma série de fatores pode “colaborar”
com o ganho de peso. “A mulher sofre um intenso desequilíbrio
hormonal após uma gravidez ou a chegada dos 30 anos. Já
com os homens, este desequilíbrio acontece depois dos 40”,
revela o Dr. Dahab.
Geralmente, homem e mulher assimilam de maneira diferente o ganho
de peso. “A mulher, quando uma roupa já aperta, quando
se constata uma obesidade leve, já se preocupa”,
analisa o endocrinologista. “Com o homem é diferente
e o incômodo só aparece junto com uma doença
relacionada à obesidade”, afirma. “Sem dúvida
alguma, o padrão estético brasileiro é muito
mais cruel com as mulheres.”
Diagnóstico
A
maioria dos casos envolvendo obesidade mórbida (confira
abaixo como medir seu Índice de Massa Corporal) é
registrada entre pacientes com 35 a 40 anos de idade. “Muitas
vezes, são pessoas que já se submeteram a diversos
regimes e já utilizaram algum tipo de medicação,
levando seu organismo a criar certa resistência”,
revela o endocrinologista. “Ou então, são
pessoas que apresentam problemas psicológicos, como ansiedade,
ou contra-indicações ao uso de qualquer remédio
no combate à obesidade”, acrescenta.
A “popularidade” dos procedimentos cirúrgicos
que combatem a obesidade, muitas vezes, leva o paciente a pular
fases no processo de diagnóstico e luta contra a doença.
“Muitas pessoas já chegam ao endocrinologista pedindo
para fazer a cirurgia. Mas, é preciso avisar o paciente
de que existem diversos métodos de combate à obesidade”,
ressalta o Dr. Dahab. “Recomendamos a cirurgia para aqueles
em que a obesidade traz problemas ao cotidiano, interferindo no
seu dia-a-dia, na execução de tarefas simples”,
comenta.
“Assim como aqueles com alguma outra doença ocasionada
pela obesidade, como a diabetes, hipertensão arterial,
e até mesmo problemas ortopédicos.”
Além das limitações de movimentos, pacientes
obesos tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções
de pele em suas dobras de gordura, com complicações
que podem se tornar graves. Podem ainda sobrecarregar a coluna
e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações
em suas articulações da coluna, quadril, joelhos
e tornozelos.
Doenças cardiovasculares e cérebro-vasculares também
são comuns, assim como a Diabetes Mellitus tipo II, o câncer
e a coledocolitíase, que pode causar lesões ao fígado,
além de distúrbios lipídicos, hipercolesterolemia
(presença de quantidades de colesterol acima do normal
no sangue), diminuição de HDL (o chamado ‘colesterol
bom’), aumento da insulina, intolerância à
glicose, distúrbios menstruais e de fertilidade e apnéia
(suspensão voluntária ou involuntária da
respiração) durante o sono.
Cirurgias
O tratamento da obesidade é amplo e envolve uma série
de especialidades médicas. “Temos uma equipe multidisciplinar
especializada em transtornos alimentares, para orientar nossos
pacientes acerca das mudanças que seu organismo sofrerá
após o procedimento cirúrgico”, enfatiza o
endocrinologista.
Uma técnica é particularmente mais “popular”
entre os brasileiros. “A cirurgia bariátrica (mais
conhecida como cirurgia de redução de estômago)
veio para trazer uma luz a estes pacientes que não conseguiam
combater a obesidade por meio de dietas e outros moderadores”,
enfatiza o Dr. Dahab. No Brasil, a técnica mais conhecida
é a chamada Cirurgia de Fobi e Capella, ou “Gastroplastia
Vertical com Colocação de Anel e Y de Roux”,
utilizada em 90% dos casos.
O procedimento é realizado através da videolaparoscopia
– técnica cirúrgica minimamente invasiva realizada
por auxílio de uma endocâmera (vídeo) no abdômen
(laparo) – ou por via convencional, na qual se realiza um
grampeamento com secção do estômago, formando
a gastroplastia ou câmara gástrica, reduzindo sua
capacidade em mais de 80%.
Em seguida, é colocado um anel de silicone em volta da
gastroplastia e é feito um desvio (Bypass) de cerca de
um metro no intestino, que mede de quatro a sete metros. Por fim,
a gastroplastia é ligada ao intestino desviado, para que
a comida possa passar novamente. Em média, pacientes submetidos
a esta técnica perdem 60% do excesso de peso no prazo de
dois anos. Ao final do procedimento cirúrgico, uma nova
batalha começa. “Infelizmente, após este período
de dois anos, alguns pacientes voltam a engordar”, revela
o endocrinologista. O motivo? A ausência de um acompanhamento
médico e psicológico.
O médico aproveita para dar uma dica. “Infelizmente,
não vemos para o futuro a perspectiva de uma vida mais
calma e tranqüila”, comenta. “Mesmo assim, precisamos
manter uma rotina diária de exercícios físicos
para equilibrar a balança entre ingestão alimentar
e gasto energético”, avisa. Ou seja, saia agora do
sofá e aproveite para retornar à academia ou fazer
aquela caminhada diária muitas vezes planejada, mas quase
nunca executada.
Riscos
da obesidade
Coração: possibilidade de morrer
de ataque cardíaco
Pulmões: doenças respiratórias
causadas por um diafragma contraído
Pâncreas: aumento do colesterol e risco
de diabetes
Vesícula: risco aumentado de pedras na
vesícula
Articulações: artrite. Os nervos
presos causam ciática
Classificação
do IMC
A obesidade mórbida ocorre quando o peso de uma pessoa
ultrapassa o valor de 40 no Índice de Massa Corporal. De
acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos,
um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal pode
significar um risco à saúde. O IMC é calculado
dividindo o peso em quilogramas pela altura em metros ao quadrado.
Fórmula: IMC = peso/(altura)²
Resultado Avaliação
Abaixo de 18,4 Muito magro
18,5 a 24,9 Saudável
25 a 29,9 Sobrepeso
(Pré-Obesidade)
30 a 34,9 Obesidade
Grau I
35 a 39,9 Obesidade
Grau II
40 ou mais Obesidade
Grau III (Mórbida)
Acompanhamento
psicológico é essencial
Algumas
das principais causas da obesidade são relacionadas a problemas
psicológicos. Seja motivada por uma ansiedade descontrolada
e uma conseqüente falta de controle, seja para suprir carências,
a ingestão sem limites de alimentos pode servir como uma
fuga da realidade. Por isso, tanto antes do diagnóstico
da doença, como depois de uma futura cirurgia bariátrica,
o acompanhamento psicológico é essencial para a
perda dos “quilinhos a mais”.
“A ansiedade descontrolada é uma das principais causas
da obesidade”, conta o psicólogo, psicoterapeuta,
practitioner de Programação Neurolingüística,
administrador e consultor de empresas, Paulo Sálvio Antolini,
responsável pela coluna No Divã, veiculada todos
os sábados no jornal Tribuna de Indaiá.
“Por algum motivo, a pessoa perde o controle, precisa colocar
algo para dentro, com o intuito de preencher um vazio em si mesmo”,
acrescenta. “Na maioria das vezes, estas pessoas comem sem
moderação alguma.”
Nestes
casos, assim como em outros, o primeiro passo é reconhecer
o problema. “A pessoa precisa mudar e trabalhar assiduamente
este estado de ansiedade e o trabalho do psicólogo é
permitir que o paciente dimensione esta condição
e encontre meios de resolvê-lo.”
O período pós-cirurgia também é importante
para evitar a manutenção do que os médicos
chamam de “pensar gordo”. “Todas as mudanças
no ser humano devem vir de dentro para fora e nunca o contrário”,
ressalta Antolini. “Muitas vezes, o acompanhamento psicoterápico
segue este processo de mudança, que tem muito a ver com
o ‘ser merecedor de...’”, analisa. “É
um resgate da auto-estima, que muitas vezes leva a pessoa a um
estado de reclusão total”. Neste casos, Antolini
lembra que o uso de medicamentos é “apenas um recurso
auxiliar e não curativo”.
Recuperação
demanda força de vontade
Em
que momento uma pessoa obesa decide que precisa mudar de vida?
Quais os procedimentos básicos a seguir antes e depois
da cirurgia para se adaptar a esta nova condição?
Uma verdadeira revolução é empreendida no
organismo de um paciente após a cirurgia bariátrica
e uma série de mudanças se fazem necessárias.
A auxiliar administrativa Simone Aparecida da Silva Pollato,
de 40 anos, se submeteu à cirurgia quatro anos atrás,
e conta um pouco sobre os sacrifícios que precisou fazer
e, principalmente, as recompensas de uma vida mais saudável,
porém extremamente regrada.
“Em certo momento da minha vida, cheguei em um ponto no
qual não tinha mais o que fazer”, relata. “Tomei
remédios e fórmulas de manipulação.
Fiz todos os regimes que você possa imaginar. Mas, mesmo
assim, não conseguia emagrecer”. Junto com a obesidade,
vieram os problemas de saúde. “Tive sorte, uma vez
que não tive outras doenças relacionadas à
obesidade, como a diabetes, por exemplo. No entanto, sofria diariamente
com problemas na coluna, joelho e tornozelo”, conta.
Em sua primeira visita a um especialista, Simone conheceu o método
do Balão Intra-Gástrico, que consiste na colocação
de um balão confeccionado em silicone – com capacidade
de 400 a 700 mililitros de solução salina em seu
interior – no interior do estômago do paciente, em
um procedimento assistido por endoscopia digestiva. Sua função
é manter a cavidade do estômago preenchida, diminuindo
a capacidade do reservatório, reduzindo a ingestão
de alimentos. Em geral, o paciente tem uma perda de peso em torno
de 30% de seu excesso. O balão é retirado cerca
de quatro a seis meses depois. “Depois que conheci a técnica,
decidi que queria algo mais definitivo e optei pela Cirurgia de
Fobi e Capella”, comenta.
Com
um pouco mais de 1,60 metro de altura, a auxiliar administrativa
pesava 93 quilos. “Em 2004, exatamente
no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, me submeti
à cirurgia”, recorda. “Resolvi me dar este
presente, mas passei por um intenso processo de preparação
psicológica. Durante os três meses que antecederam
a cirurgia, freqüentei palestras e reuniões com pacientes
que passaram e também passariam pelo procedimento”,
observa. “Participar destes encontros foi essencial para
que decidisse fazer a cirurgia bariátrica.”
Simone também passou por um endocrinologista, um psicólogo
e um nutricionista. “Hoje em dia, também é
necessário que o paciente passe por um fonoaudiólogo
e um dentista, com o intuito de aprender a mastigar, favorecendo
assim o processo de digestão”, revela. Após
ouvir todos os especialistas, ela finalmente decidiu se submeter
à cirurgia. “Quando me interessei, estava plenamente
consciente do que iria enfrentar dali para a frente. Este é
um processo extremamente necessário, pois se trata de uma
grande mudança para o organismo”, enfatiza.
Pós-cirurgia
O período pós-cirurgia é
crítico. “Fiquei uma semana internada e durante 15
dias, podia apenas ingerir líquidos. Além disso,
precisei fazer fisioterapia para os pulmões, já
que com os pontos, tinha medo de respirar”, lembra. No entanto,
Simone reconhece que não teve maiores problemas. “Em
15 dias voltei a trabalhar e a ingerir apenas papinha, muito parecida
com aquela que damos ao bebê, com o alimento devidamente
triturado no liquidificador”, observa.
“Nenhum pedacinho sólido do alimento podia passar.”
Um mês depois, a comida é liberada. “Tudo precisava
ser muito bem cozido e estar molinho, para facilitar a digestão”,
afirma Simone. “Com o tempo, já podia comer carne,
moída é claro, e minhas refeições
eram compostas por uma colher de sopa de arroz, outra de feijão
e mais uma com a mistura”, lembra. Este processo é
importante para que o paciente reconheça sua nova condição.
“Atualmente, não como mais de 200 gramas por refeição.
Se passar disso, provavelmente vou vomitar”, aponta.
Mesmo com tantos impedimentos, Simone enfatiza que é possível
comer de tudo. “Com o tempo, você vai substituindo
a refeição leve por outros alimentos mais calóricos,
mas sem ultrapassar os limites”, conta. “Por isso,
é preciso lembrar sempre da importância da mastigação”.
Após consumir apenas alimentos diet ou light no primeiro
ano pós-cirurgia, atualmente Simone conta que se permite
comer outros alimentos. “Mas é preciso ter consciência
de que é preciso aproveitar estes dois primeiros anos para
emagrecer. Depois disso, o organismo se estabiliza”, enfatiza.
Atualmente, Simone visita um endocrinologista a cada seis meses
e toma vitaminas. “As vitaminas servem para repor algumas
deficiências do organismo”, observa. “Hoje em
dia como qualquer coisa, mas o importante é saber dosar
e comer com qualidade”. Após duas cirurgias plásticas,
a auxiliar administrativa chegou aos 56 quilos. “Digo a
todos que é como se você renascesse. Quando era obesa,
não queria sair de casa ou fazer exercícios. Não
tinha vida social”, recorda. “Quando olhava no espelho,
era apenas do pescoço para cima. Brincar com meus dois
filhos era um martírio.”
Hoje, a situação é totalmente diferente.
“É gratificante poder renovar todo o seu armário
e poder se olhar no espelho e gostar do que vê”, analisa.
“Por isso, indico a cirurgia a todos com o mesmo problema,
desde que a pessoa saiba realmente o que quer e escolha um excelente
médico, já que sabemos que está cheio de
picaretas por aí”, avisa. Portanto, lembre-se: antes
de tudo, começar de novo é uma questão de
princípios e muita força de vontade. Encontre a
sua e mude de vida.
Cirurgia
plástica não faz milagres
Na maioria dos casos envolvendo obesidade mórbida, o período
pós-cirurgia bariátrica envolve uma grande perda
de peso. Por isso, um grande número de pacientes precisa
se submeter a cirurgias plásticas, denominadas pelos profissionais
da área como “higiênicas”. No entanto,
ao contrário do que se imagina, estas intervenções
cirúrgicas não fazem milagres, mas possuem uma importância
fundamental para o cotidiano daqueles que deixaram seus “quilinhos
a mais” no passado.
“Na
maioria das vezes, o paciente chega com o peso estabilizado, cerca
de 12 a 14 meses após a cirurgia bariátrica”,
comenta o cirurgião plástico Rodolfo Valdemarin,
da Clínica Valdemarin (Rua Candelária, 292 –
Jardim Pau Preto). “O próximo passo é estabelecermos
um cronograma com uma série de cirurgias para não
espoliarmos o paciente, ou seja, debilitá-lo, deixando-o
assim em risco”, adiciona.
A cirurgia em diversas fases atende outras necessidades do paciente.
“Submeter a pessoa a uma única cirurgia é
perigoso, pois muitos vêm de uma alimentação
deficiente, ocasionada pela redução do estômago”,
conta o cirurgião plástico. “Por isso, antes
da intervenção cirúrgica, precisamos tomar
uma série de precauções cardiológicas
e sanguíneas, ou seja, nos preparar como para uma outra
cirurgia qualquer”, observa.
Além da preocupação estética, os pacientes
submetidos à cirurgia bariátrica precisam passar
pela plástica para se “readequar” ao seu novo
corpo. “Nos certificamos de que é o momento certo
para a cirurgia pelo incômodo que o excesso de gordura causa
ao paciente”, revela o Dr. Valdemarin. “Geralmente,
começamos pela abdominoplastia e uma correção
de hérnia, para depois passarmos aos membros superiores
e inferiores”, esclarece. “No total, fazemos a retirada
de seis a oito quilos de pele por paciente na cirurgia de abdômen.”
Manutenção
O cirurgião plástica alerta para a necessidade de
manutenção do “novo” peso. “As
pessoas que passaram pela cirurgia bariátrica devem se
cuidar para evitar o ganho de peso novamente, uma vez que cada
paciente deve se submeter a apenas uma cirurgia plástica
com esta finalidade”, enfatiza. Após a cirurgia,
o paciente permanece de dois a três dias no hospital. “O
paciente deve utilizar uma cinta compressiva e geralmente, dentro
de 30 a 45 dias, está apto para retomar sua vida normal”,
garante.
Valdemarin aproveita ainda para desmistificar a cirurgia plástica
em pacientes pós-cirurgia bariátrica. “Às
vezes, o paciente acha que após a cirurgia, ficará
com um corpo perfeito e isso não acontece”, revela.
“Na verdade, o que fazemos é uma cirurgia ‘higiênica’,
para que a pessoa tenha uma vida normal”. Atualmente, os
esforços na área da cirurgia plástica se
concentram na busca da diminuição das cicatrizes.
“Hoje conseguimos diminuir as marcas da cirurgia e oferecer
um contorno corporal mais adequado ao paciente, além de
buscar um tempo cirúrgico adequado”, ressalta.
Para finalizar, o cirurgião plástico lembra que
a lipoaspiração é apenas uma opção
de tratamento estético contra a obesidade. “A lipoaspiração
é um coadjuvante deste tratamento e pode ser feita nas
pernas e no dorso. Muitas vezes, como um complemento para a cirurgia.
Aplicado em gorduras localizadas, pode oferecer ao paciente um
contorno harmonioso”, explica. Mas lembre-se: após
se livrar dos “quilinhos a mais”, estabelecer uma
rotina de alimentação saudável e exercício
físico é imprescindível.