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´´O
pior era ir ao banheiro´´
Sammy
Ueda e Juliana revelam segredos do Big Brother Brasil
Silvia Bolívar
Stephanie,
Sammy e
Juliana
Sammy Ueda,
finalista do Big Brother Brasil, levou o nome de Indaiatuba para o Brasil
e o mundo. Sim, não é exagero jornalístico: ele
recebeu telefonemas de fãs do Exterior e até deu entrevistas
para a mídia estrangeira. Mas a fama não lhe subiu na
cabeça, pelo menos, é o que garante. Entretanto, basta
o bonitão entrar num lugar que todas as atenções
se voltam para ele. Como lidar com essa celebridade instantânea?
“Olha, é até engraçado, porque eu continuo
do mesmo jeito, mas as pessoas é que têm reagido diferente.
Passei a ter amigos ‘de longa data’, que estiveram na mesma
maternidade que eu nasci”, ironiza.
Um caso específico marca bem a reação das pessoas
à celebridade instantânea. “Havia uma pessoa que
cumprimentava efusivamente meu irmão e minha irmã, mas
comigo era frio, distante. De repente, ele virou um ‘amigão’,
chegando a correr para me abraçar”. Os irmãos Sacha
e Stephanie também são assediados. “Assim que começaram
as aulas eu saí mais cedo num recreio e era a hora em que os
alunos menores estavam no pátio. Juntou um monte de gente me
pedindo autógrafo. Foi estranho”, revela Stephanie.
Nem a empregada dos Ueda escapou. “O telefone não pára
de tocar e onde vou me perguntam dele”, revela Suely Tramanin.
De fato, enquanto a entrevista durou, as ligações para
o telefone fixo da casa e os celulares de todos os familiares, eram
contínuas.
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Armação?
Quando a conversa já corria solta na entrevista, quem chega? Juliana,
que fez parte do BBB e foi eliminada no primeiro paredão. Aí
a coisa pegou fogo porque a próxima pergunta era se a Globo de
alguma forma manipula o jogo. Juliana acha que essa possibilidade não
deve ser descartada. “A gente nunca terá certeza, mas foi
estranha a minha votação. A tal ‘virada’, quando
eu estava com 70% dos pontos, deu o que pensar”, alfineta a espevitada
leonina. Sammy ressalta que teve que passar por cima de obstáculos
fortes, como a indiferença (vamos assim classificar) de Pedro Bial.
“Já de início ele sugeriu que eu fosse gay e nunca
se mostrou animado quando eu conseguia vencer nova etapa.”
Privada indiscreta
A casa do Big Brother tinha microfones e câmeras nos mais inusitados
cantos. Nada escapava ao Grande Irmão, nem mesmo a fisiológica
ida ao banheiro. Sammy, virginiano típico (ele faz 27 anos em
12 de setembro), teve problemas para sentar no trono. “Meu intestino
ficou preso porque a Casa não tem teto, os ambientes só
são separados por divisórias: ou seja não só
se ouve tudo, como se sabe o que a pessoa estava fazendo. Para evitar
barulhos constrangedores quando eu ‘ia reinar’ a Pink ficava
perto cantando bem alto. O repertório dela incluía até
o hino de Pernambuco!”. É claro que o vozeirão de
Sammy também ajudou os colegas, que pediam, “vai um Ed
Motta aí, Sam”.
Naquele edredon
Rola mesmo alguma coisa mais, ahn, séria? Juliana e Sammy têm
dúvidas. Só se o pessoal conseguir transar sem fazer qualquer
som, porque o microfone não pode sair do pescoço, garantem.
Mas uns amassos ou beijos mais calientes acontecem. “Esse nosso
BBB foi mais ‘família’, sei lá, de repente
nas outras edições rolava algo a mais”, dizem. O
edredon na Casa existe não para servir de cortina aos curiosos,
mas porque a temperatura interna é gelada. “Lá fora,
aquele calor de rachar do Rio, e dentro, um frio glacial. E nesta edição
tivemos que comprar tudo. Então, nas primeiras noites tínhamos
que nos aquecer com o que estivesse à mão, inclusive dormindo
enrolados no tapete”, contam.
Empresário
Ao vencer uma prova Sammy recebeu a franquia do restaurante Bon Grillé
que fica no shopping Frei Caneca, em São Paulo. A franquia já
funciona há quatro anos no local, permitindo a Sammy um fluxo
de caixa para a administração inicial. O rapaz, que fez
faculdade de propaganda e marketing, agora é um empresário
de sucesso. Para quem não sabe, seu pai, o fotógrafo Sérgio
Ueda, foi um dos entrevistados da Revista da Tribuna (junho/2004) na
reportagem que comemorou a imigração japonesa para São
Paulo. Os Ueda eram os maiores fabricantes de seda no Brasil e foram
perseguidos pela temível seita Shindo Renmei, que pregava a vitória
japonesa na 2ª Guerra Mundial, mesmo após a derrota oficial.
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