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por Silvia Bolívar
Elza
Lima protege a ‘velhinha’ Dedela do ‘furacão’
Bugre
Cães de estimação vêm com prazo de
validade. Sempre vão embora antes de você (quando
o oposto acontece, podem morrer de depressão). Enquanto
não decretam uma lei que “impeça” animais
de estimação de morrerem, é bom saber quais
cuidados devem ser tomados quando eles chegam na terceira idade.
Antigamente, era raro ver cães velhinhos por aí.
O “prazo de validade” deles era menor. Isso porque
as visitas aos veterinários aconteciam apenas quando havia
acidente ou doença terminal, e o esquema de vacinações
raramente era seguido. Hoje, a ciência descobriu uma série
de fatores que podem prolongar – com qualidade – a
vida de seu amigão. Rações específicas
para idosos (como as sênior, feitas por várias marcas),
novas vacinas mais abrangentes e vitaminas anti-oxidantes equilibram
o organismo dos velhinhos. As clínicas veterinárias
contam com aparelhos sofisticados, como ultra-som, capazes de
detectar várias doenças, inclusive câncer
que, em casos precoces tem grandes chances de vir a ser erradicado
através de cirurgia.
Aparelhos modernos de raio-x detectam as dolorosas artroses que
acometem humanos e bichos na terceira idade. Cirurgias para colocação
de pinos em articulações e quimioterapia já
são comuns. Tratamentos com acupuntura podem aliviar dores
e mesmo curar algumas doenças.
Velhice
A vida dos cães varia de acordo com o tamanho deles, sendo
algumas raças mais propensas a doenças que outras.
Em geral, cachorros menores vivem mais (15, 17 anos), já
os grandões, como o dócil dogue alemão, chegam,
no máximo, até os dez anos. Os simpáticos
vira-latas, por serem muito mais resistentes que os de raça,
costumam ter vida longa, independente do tamanho. Existem animais
que podem viver muito mais do que a média; alguns até
aos 18 ou 20 anos.
Nesses casos, dois fatores justificam essa longevidade: predisposição
do organismo e os cuidados que recebe ao longo da vida e, principalmente,
quando chega à terceira idade. Em geral, os cuidados geriátricos
devem ser iniciados aos sete anos. Nessa fase a personalidade
do cachorro pode mudar. “A Dedela, 9, já não
brinca tanto com o Bugre, que com menos de dois anos está
no auge de sua eletricidade”, revela a jornalista Elza Lima,
“mãe” de dois boxers. Muitos ficam rabugentos
e possessivos, tendo pouca paciência com cães mais
jovens e ativos. À medida em que envelhecem, vão
perdendo a visão, audição e olfato.
Daí a insegurança, o que os faz procurarem a companhia
do dono com mais freqüência. Por isso, a paciência
é fundamental. Os donos devem mostrar mais carinho, com
toques e massagens por todo o corpo do amigão. Além
de fazer com que se sinta amado, a massagem “disfarça”
a procura por caroços, verrugas ou outras irregularidades
advindas da velhice. Quanto antes forem detectados sintomas, mais
fácil o tratamento e cura. A visita ao veterinário
deve ser feita a cada seis meses para um check-up geral, como
nos humanos.
Ajude
seu amigão
-
Evite mudar móveis e vasos do lugar
- Passe algum antiderrapante no piso para evitar desgaste nas
juntas
- Ponha a tigela de água e comida numa altura mais elevada,
pois assim terão mais facilidade para comer e beber
- Continue a brincar de bola com ele, mas jogue mais perto e com
menos freqüência
- Se existe outro macho mais jovem, há grande risco de
atrito quando o mais velho se mostrar mais fraco. A troca de liderança
é sempre traumática. Ajude a por “ordem no
galinheiro”
- Troque a ração por uma especialmente elaborada
para a terceira idade
- Fique atento ao calendário de vacinações,
pois o sistema imunológico fica mais vulneráveis
- Variações bruscas de temperatura são perigosas.
Faça uma cama bem quentinha nas noites mais frias e, caso
não tenha uma casinha, improvise uma, com caixote de papelão