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Equilibrando as
finança$ pe$$oais


A administração do orçamento é motivo de
preocupação para muitos, mas com determinação
e controle é possível sair do ‘vermelho’
e ainda virar um investidor


:: Por TATIANE QUADRA

Responda à seguinte pergunta honestamente: você sabe controlar seu dinheiro? Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), o número de paulistanos endividados em abril atingiu 49%. Isso significa que, de cada 10 moradores do Estado de São Paulo, quase metade deles possuem ao menos uma dívida para pagar. Além disso, 3,4 desses consumidores estão inadimplentes, ou seja, com as contas em atraso. Se você é um destes que acumula débitos, mas se preocupa com a administração das suas finanças, aprenda como planejar seu orçamento, poupar e investir dinheiro e construir um patrimônio sólido.

Para o delegado de Indaiatuba do Conselho Regional de Economia (Corecon) e professor da área, Aroldo Luiz dos Santos, os número apurados pelo Fercomercio podem ser entendidos como realidade nacional. “O brasileiro não sabe cuidar do dinheiro que ganha. Se em São Paulo temos um endividamento alto desses, podemos acreditar que os outros Estados estão iguais ou pior”, afirma. “Somos educados para sermos consumidores e não preparados para poupar.”

Santos comenta que 99% dos problemas financeiros são gerados por compras desnecessárias e por impulso. “Claro que há questões que fogem do nosso controle, como doença na família ou uma catástrofe”, diz. “Mas a maioria esmagadora dos consumidores está com dificuldades porque comprou o que não precisa, por preços que não pode pagar.” Por isso, o principal passo para controlar seu dinheiro é controlar os próprios impulsos e nunca – nunca mesmo – comprar a primeira vista. “Ao deparar-se com uma oferta ‘imperdível’ a pessoa deve sair da loja, analisar se o item é essencial e, se necessário, retornar depois”, explica. “Quem age desta forma, na maioria das vezes não volta.”

Orçamento
Depois disso, há três ações fundamentais para quem quer administrar bem os recursos que possui. O primeiro dele é fazer um orçamento pessoal mensal, o segundo é estabelecer as prioridades e o terceiro é reservar, no mínimo 10% para poupança. O objetivo de fazer a planilha é descobrir tudo que se ganha - incluindo salários, juros, aluguéis e outros rendimentos – e em que se está gastando. “Isso pode ser feito de forma simples, na própria agenda”, esclarece o economista.

Apesar das diferentes realidades, de uma forma geral um orçamento bem elaborado deve ser dividido em quatro partes: a prestação da casa deve comprometer no máximo 30%, as parcelas do carro 20%, os gastos gerais com a família 40% e 10% para a poupança. Se a pessoa poupar 10% de sua renda a partir de janeiro, em novembro ela terá um “14º salário”. “Claro que a primeira coisa a se fazer para viver bem é conseguir um trabalho que proporcione renda suficiente para suprir o padrão de vida da pessoa”, comenta. “Então a pessoa aprende a administrar essa renda e estabelecer prioridades em seu orçamento, de forma a não gastar mais do que tem. Mas, para que o orçamento seja eficaz, sua elaboração deve ser discutida e checada por todos os que de alguma forma estão ligados a ele.”

Investimento
Segundo o professor de economia, toda pessoa pode se tornar um investidor, independente de seu rendimento mensal. Isso porque, investidor é aquele que guarda ao menos um “pouquinho” do que ganha, e usa esse dinheiro para obter ganhos futuros. Para isso, é preciso primeiro aprender a distinguir os três tipos de bens existentes: os de estimação, de uso, e os que contribuem para o aumento do patrimônio.

Os bens de estimação são aqueles que têm a identidade da pessoa, como um quadro ou uma coleção, mas não têm valor comercial. Os bens de uso são os que suprem as necessidades de consumo, como carros, roupas e eletrodomésticos. E os bens que contribuem para a elevação do patrimônio são aqueles que proporcionam um complemento da renda, como imóveis alugados, aplicações financeiras, entre outros. Enquanto um consumidor cede aos apelos publicitários, o investidor busca maximizar a utilidade dos bens, desprendendo-se dos de estimação, tirando maior proveito dos de uso – por exemplo, nunca comprando uma casa de praia ou um sítio, mas alugando quando necessário – e aplicando a maior parcela possível em bens de resultado.

Além disso, um investidor busca sempre eliminar ou reduzir os gastos de sua planilha no menor patamar possível, e nunca despreza as possibilidades de ganho. Para isso, algumas dicas são conferir os extratos e cancelar ou negociar tarifas bancárias, cadastrar-se em programas de bônus ou benefícios em compras efetuadas, usar o mínimo de cheques para não pagar taxas, entre outros. “A administração de finanças pessoais é se reeducar para os detalhes”, enfatiza. “Por exemplo, a maioria das pessoas não tem a preocupação de conferir os extratos, porque é uma coisa chata, mas muitas vezes são colocadas taxas a mais como, por exemplo, de renovação de cadastro de cheque especial, e se reclamarmos o banco estorna. Assim como as tarifas de manutenção de cartão, que em 100% dos casos, se você disser que vai cancelar o uso, eles excluem a cobrança.”

Pagamento à vista ou à prazo.
O que é melhor?

É comum ouvir as afirmações: “se não parcelar não consigo comprar” ou “não consigo juntar o dinheiro para pagar à vista”. Mas será que realmente comprar à vista é sempre o melhor negócio? É um “pecado mortal” das finanças fazer aquisições e quitar o valor à prazo? Segundo o economista Aroldo Luiz dos Santos, o que determina como a compra deve ser paga é o que se pode ganhar na operação.

Ele explica as diferentes situações. Por exemplo, se uma pessoa pesquisou o preço do produto que deseja adquirir, e o menor preço é R$ 1 mil, sem possibilidades de desconto para pagamento à vista. “Neste caso, se o consumidor tiver o dinheiro, é vantajoso aplicar o valor em uma poupança, que terá rendimentos, e sacar mensalmente o valor das parcelas”, esclarece. Mas, é preferível comprar à vista, caso o valor de desconto para esta modalidade seja maior do que o juros que a pessoa vai ganhar, aplicando o dinheiro. “Se à vista o comércio der 5% de desconto nesta mesma compra, a pessoa lucrará R$ 50. Se ela aplicasse o dinheiro ganharia no máximo 1% ao mês, que corresponde a R$ 10”, analisa.

Também é preferível poupar para pagar à vista, nos casos em que as compras envolvem altas taxas de juros. Santos exemplifica com um anúncio que pegou nos classificados de um jornal regional, no dia 20 de maio. O produto é um Fiat Pálio, ano 1997, quatro portas. À vista ele custa R$ 13.765, e à prazo é necessário uma entrada mais 48 vezes de R$ 435, com juros de 1,85% ao mês. “Se o comprador aplicar o mesmo valor da parcela em uma poupança simples, com rendimento de 0,6% ao mês, ele obtém o valor necessário para a aquisição à vista em 30 meses, ou seja, quita o carro 18 meses antes”, informa.

Uso do cartão
Para o educador em economia, o uso dos cartões de crédito pode ser sim interessante, desde que a pessoa tenha controle sobre sua situação financeira. Isso porque, o cartão possibilita as compras à prazo, com pagamento de preço à vista. “É vantagem quando o cartão não tem anuidade e o usuário paga a fatura na data correta de vencimento. A pessoa pode comprar em 10 vezes com o mesmo valor de pagamento à vista desde que jogue isso no orçamento para controlar”, enfatiza. “Se o cliente paga anuidade e utiliza o crédito rotativo, ou seja, não quita a fatura na data certa, é muita desvantagem, já que os juros cobrados são na faixa de 13% ao mês, chegando a 330% ao ano.”

Ele considera que os pagamentos à prazo no cheque também podem ser úteis, assim como os carnês, também desde que quitados na data correta. “O único problema dos boletos é que geralmente os estabelecimentos cobram taxa de emissão, o que não deveriam fazer”, lembra. “E se colocarmos tudo isso na ponta do lápis gastamos R$ 20 a R$ 30 por mês com bobeira. E se aplicássemos este valor na poupança no final do ano teríamos de R$ 400 a R$ 500.”

Cheque especial
Se o cartão de crédito é um dos maiores “vilões” na formação de dívidas, o cheque especial é o segundo pior. “Fuja do cheque especial. Se não tiver como pagar cancele e renegocie a dívida, porque o uso abusivo deste benefício é um caminho sem volta, uma bola de neve. Se a pessoa entra, não consegue mais sair” alega. “Se a pessoa não tem controle é melhor não usar nem cartão nem cheque especial, sendo que este está cobrando juros anuais de até 163%. Muitos oferecem seu uso por dez dias sem juros após a data, mas se a pessoa não paga neste prazo, paga depois o acúmulo desde o primeiro dia.”



Os 10 erros mais comuns
1 Aceitar todos os cartões de créditos oferecidos pelas operadoras
2 Usar o limite de cheque especial com freqüência
3 Esquecer de pagar a fatura dos cartões de crédito ou parcelar a dívida (crédito rotativo)
4 Não conferir os extratos bancários e não questionar as tarifas cobradas e as anuidades dos cartões de crédito
5 Entrar nas lojas apenas porque há aglomeração de pessoas atraídas por cartazes de “ofertas imperdíveis”
6 Atrasar as contas e não dar importância ao “pequeno” valor de encargos cobrados pelo atraso
7 Nas compras à prazo, olhar apenas o valor das prestações, não se importando com os juros e o montante final da dívida
8 Não se preocupar em saber o quanto ganha e como gasta sua renda (orçamento pessoal)
9 Não dar importância às notas e moedas de pequeno valor
10 Não se preocupar em poupar um pouco do salário mensal




Como sair das dívidas?
Se você já contraiu dívidas e não sabe o que fazer para sair desta situação, não se desespere. E principalmente: não pegue empréstimos para quitar os débitos em atraso. Esta é a recomendação do delegado de Indaiatuba do Conselho Regional de Economia (Corecon), Aroldo Luiz dos Santos “A não ser que a pessoa pegue um empréstimo sem juros, como com um parente, para pagar uma dívida com juros”, explica. “Há consumidores que recorrem a bancos para financiar seus gastos descontrolados, pagando juros anuais de 110% em empréstimos pessoais. Essa armadilha leva ao descontrole e torna a pessoa inadimplente, gerando mais dor de cabeça e perda de dinheiro.”

Outra opção é o refinanciamento de veículos. “Se a pessoa puder vender o carro é melhor, pois temos que tomar bastante cuidado nesse assunto”, comenta. “Mas dá para, por exemplo, refinanciar o carro a uma taxa de 2% ao mês, para pagar uma divida de cheque especial, cujos juros são maiores, girando em torno de 7,5% ao mês, para mais.” Mas Santos afirma: problemas financeiros não se resolvem com dinheiro, e sim com mudanças de atitudes. “É importante a conscientização do problema e a busca de alternativas para resolvê-lo, sem recorrer aos bancos e agiotas para novos empréstimos.” Confira as dez dicas do economista para sair das dívidas:

1 Cancele todos os cartões de crédito e o cheque especial
2 Faça uma lista de todos os débitos e apure o montante
3 Renegocie as dívidas
4 Priorize as dívidas com juros mais altos
5 Elabore ou reveja o orçamento pessoal
6 Corte gastos desnecessários
7 Procure reduzir as despesas fixas do mês. Ex.: telefone, contas de água e energia
8 Tente comprar sempre à vista
9 Antecipe os pagamentos quando há desconto
10 Faça uma poupança de pelo menos 10% dos
seus rendimentos




Opções de investimento
Quando se trata de investimento, um mito comum é que a melhor opção ainda é a aquisição de imóveis.
O segmento imobiliário é rentável para quem está no mercado e conhece as transações. Mas há riscos, pois, além da dificuldade para vender no momento necessário, há custos de manutenção, que podem chegar a anular os ganhos com a valorização.

Em um geral, as melhores opções são de aplicar o dinheiro na caderneta de poupança ou em fundos que sejam liberados quando a pessoa precisar.
Confira alguns tipos de investimento:

- Caderneta de Poupança - é um investimento de baixo risco, porém com a menor rentabilidade, pois atualmente está em torno de 0,6% ao mês. A grande vantagem desta modalidade é o fato do dinheiro estar disponível quando a pessoa necessita, além de não ter nenhuma tributação. Também possui a garantia do Governo de não perder o dinheiro, caso a instituição venha quebrar, para poupanças com no valor de até R$ 20 mil.

- Fundos de renda fixa - modalidade de investimento para quem sabe que não vai precisar do dinheiro por um determinado período. Na hora em que aplica seu dinheiro o investidor já sabe quanto vai render e quando poderá ser resgatado. Os juros são um pouco maiores que os da poupança - em torno de 0,8% ao mês - porém, é descontado o Imposto de Renda (IR) sobre o rendimento da aplicação.

- Fundos de investimento – o rendimento é variável, porém maior. Para minimizar as perdas, em caso de desvalorização das ações que compõem a cesta de investimentos, o gestor do fundo aplica metade em títulos renda fixa. Mesmo assim, o aplicador pode ganhar ou perder nessa modalidade. Para atrair clientes, alguns bancos garantem, no mínimo, o rendimento da renda fixa.

- Clube de investimentos – aplicação financeira em ações ou para sociedade empresarial, registrada e fiscalizada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em conjunto com a Comissão de Valores Imobiliários (CVM). Permite que um grupo de até 150 pessoas, com baixo rendimento financeiro e objetivos em comum, formem um clube para aplicar em ações com um montante maior. Nenhum dos participantes pode ter mais de 40% das cotas. Possui estatuto e regras legais, é administrado por um banco ou uma corretora de valores.

- Mercado de ações – Ao comprar uma ação a pessoa torna-se acionista, ou seja, dona de um pedaço da empresa. Ela pode vender suas ações a qualquer momento, pelo preço de mercado, cotado na Bovespa. Como a não há valor fixo, a valorização depende do cenário econômico e do desempenho da empresa. Isso significa que há riscos de mercado, pois caso precise o acionista vendê-las em períodos de baixa na bolsa, pode perder dinheiro. O interessado deve abrir uma conta numa corretora de valores.

* Para conferir mais dicas o contato do economista Aroldo Luiz dos Santos é através dos telefones (19) 9222-8293 ou 3816-5417.

 

Planeje seu futuro desde já
Pensar no futuro é investir no presente. Você já parou para pensar como manterá seu padrão de vida quando se aposentar? Ou é daqueles que deixam esse assunto para depois, pois nunca sobra dinheiro? Pois a dica é não esperar sobrar, mas começar a reservar, ao menos um pouco por mês, para a aposentadoria. Não é exagero. “Não podemos ter a ilusão de depender do INSS”, alerta o consultor da MB Seguros, Neuro Miranda. “Muitos reclamam que a a- posentadoria não dá para nada. Por isso, é necessário dar importância ao planejamento. E se for esperar sobrar, ninguém investe.”

A previdência privada é uma espécie de “aposentadoria” complementar e facultativa, ou seja, a pessoa faz se quiser, mas que pode ser resgatada a partir de 12 meses, com aplicação mensal mínima de R$ 50. É também um investimento já, que rende em média 10 a 12% ao ano, enquanto a poupança rende em média 7,2%. “Idéia da previdência privada é só sacar o dinheiro na ocasião da aposentadoria, mas todos os planos permitem a retirada após um ano. Só que aí ela não renderá muito”, explica. “Ela começa a ser bem interessante enquanto investimento após o 5º ano, pois as taxas de IOF (Imposto sobre Operação Financeira) zeram, assim como algumas tarifas administrativas.”

Sim, as taxas administrativas normalmente são cobradas até o quinto ano, indo de 1,5 a 4% sobre o valor do depósito, de acordo com a operadora do plano. Por isso, o foco do investimento é a longo prazo. “Existem varias opções de aplicações na previdência privada. O investidor tem que escolher um fundo de confiança e saber o que está comprando”, alerta. Outro benefício, é que os planos privados entram como despesa para abater no Imposto de Renda (IR) com o limite de 12% da renda bruta da pessoa, beneficiando na restituição. “Claro que quando a pessoa for sacar o dinheiro, ela paga o IR, mas a vantagem é abater agora”, ressalta. “Também pode-se colocar coberturas adicionais e facultativas, como por morte e invalidez, assim como um seguro de vida.”

Tendência
Miranda esclarece que é difícil comparar a previdência privada, com a do INSS, já que neste segundo o dinheiro não é aplicado, mas fica parado. Mas é importante lembrar que a idéia não é substituir a aposentadoria comum, mas complementar. “Na Europa e Estados Unidos da América todos fazem. Esta é uma tendência mundial, que creio que se fortificará no Brasil nos próximos dez anos”, analisa.“No último ano vendi 100 planos, sendo que há cinco anos não vendia nenhum. Esta é uma nova modalidade de investimento, as pessoas estão começando a ouvir falar agora. E há empresas de grande porte que já ajudam pagando parte do depósito.”

Para ele, o ideal é começar com um plano aos 18 anos. Mas não é regra, muitos começam mais tarde, outros sacam o dinheiro antes do tempo para a aquisição de imóveis e iniciam novos investimentos, e há ainda aqueles que fazem para os filhos, como reserva universitária.

Seja qual for seu caso, vale a pena fazer uma análise gratuita. Confira algumas simulações para saque a partir dos 60 anos (quadro abaixo). O telefone para mais informações é 3894-2662.

Início      Aplicação mensal         Benefício mensal              Reserva
18 anos        R$  50,00                   R$ 1.936,51          R$     615.574,66
30 anos        R$  50,00                   R$    484,60          R$    154.084,66
18 anos        R$ 100,00                  R$ 3.873,00           R$ 1.231.000,49
30 anos        R$ 100,00                  R$    969,33           R$    308.097,00

 

T e s t e :
Descubra se você tem perfil de consumidor
ou investidor

Elaborado por Aroldo Luiz dos Santos

1 - Como está sua situação financeira?
a) péssima
b) ruim
c) regular
d) boa
e) ótima

2 - O que você ganha é suficiente para suprir seus gastos?
a) sim
b) não

3 - Quanto de aumento na sua renda seria suficiente para melhorar sua situação financeira?
a) nada
b) 10%
c) 20%
d) 40%
e) de 50% a 80%
f) mais 80%

4 - Você tem dívida atualmente?
a) sim
b) não

5 - Quanto da sua renda está comprometido com dívidas?
a) nada
b) de 10% a 20%
c) de 20% a 40%
d) de 50% a 80%
e) mais de 80%

6 - Atualmente você tem dívidas? Se sim, qual delas mais pesa no seu orçamento?
a) não tenho dívidas
b) a prestação da casa própria
c) a prestação do carro
d) o empréstimo pessoal
e) o cheque especial e o parcelamento (crédito rotativo) das dívidas do cartão de crédito

7 - Como costuma fazer suas compras?
a) não perco tempo pesquisando, pois os preços não variam muito de uma loja pra outra
b) nunca compro nada sem pesquisar antes, não importa o valor do bem
c) procuro verificar se o valor do produto compensa o tempo e locomoção gastos para pesquisar

8 - Em que situação você prefere pagar à vista?
a) nunca compro à vista, pois os juros caíram e não faz muita diferença no preço final
b) sempre procuro pagar à vista, independente dos juros cobrados ou descontos oferecidos
c) procuro pagar à vista sempre que o desconto oferecido for maior que os juros recebidos com a aplicação do dinheiro

9 - Quando você costuma pedir desconto nas compras à vista?
a) nunca, pois mesmo a loja parcelando prefiro pagar à vista, pois assim não gasto o dinheiro
b) sempre que percebo que o preço à vista também pode ser parcelado sem juros
c) peço desconto em toda compra à vista, pois nela existe a possibilidade de redução de preço.

10 - Com que freqüência você utiliza o limite do seu cheque especial?
a) nunca utilizo o limite

b) utilizo poucas vezes, somente quando é necessário
c) Já adquiri o hábito de utilizar o limite do cheque especial

11 - Você analisa as tarifas cobradas pelo seu banco para manutenção da sua conta corrente?
a) sim
b) de vez em quando
c) não

12 - Você negocia os valores das tarifas cobradas pelo seu banco?
a) sim
b) de vez em quando
c) não

13 - Você sabe quanto paga de juros no cheque especial e financiamento do cartão de crédito?
a) Não utilizo cheque especial ou crédito rotativo
b) sim
c) não

14 - Por que você aceita pagar esses valores?
a) não utilizo cheque especial ou crédito rotativo
b) por necessidade e falta de conhecimento para analisá-los
c) por necessidade e falta de tempo para analisá-los
d) por necessidade e falta de paciência para analisá-los

15- Você costuma separar uma parte da sua renda para poupança?
a) não, pois não sobra nada (nesse caso, as alternativas das questões 16 e 18 também são “a”)
b) de vez em quando, quando sobra alguma coisa
c) independente dos gastos, procuro separar um pouquinho todo mês

16 - Quanto da sua renda você costuma poupar?
a) não faço poupança
b) até 10%
c) de 10% a 25%
d) mais de 25%

17 - Qualquer pessoa pode poupar 10% da sua renda mensal. Você acredita nessa afirmação?
a) sim
b) não

18 - Em qual das modalidades a- baixo você investe sua poupança?
a) não poupo
b) caderneta de Poupança
c) poupança, fundos de investimento e renda fixa
d) fundo de ações
e) procuro diversificar para minimizar os riscos

19 - Você já ouviu falar em “Clube de Investimento”?
a) sim
b) não

20 - Você administra suas finanças pessoais, elaborando um “Orçamento Pessoal” mensal?
a) sim, sempre
b) de vez em quando
c) não, por falta de conhecimento;
d) não, por falta de tempo e paciência

21 - Em que situação você contrataria um profissional para administrar suas finanças pessoais?
a) não contrataria de forma alguma
b) contraria, pagando honorário fixo
c) contraria, pagando um honorário fixo mais comissões sobre o aumento do patrimônio gerado pelo resultado da administração
d) sem honorário fixo, porém pagando uma maior participação no aumento do patrimônio

- Valores das respostas
Questão 1:
a) 0; b) 1; c) 2;
d) 3; e) 4
Questão 2:
a) 1; b) 0
Questão 3:
a) 1; b) 0; c) -1;
d) -2; e) -4; f) -5
Questão 4:
a) -1; b) 0
Questão 5:
a) 0; b) -1; c) -2;
d) -3; e) -5
Questão 6:
a) 0; b) -1; c) -2;
d) -4; e) -5
Questão 7:
a) 0; b) 1; c) 5
Questão 8:
a) -2; b) 1; c) 4
Questão 9:
a) 0; b) 1; c) 2
Questão 10:
a) 0; b) -3; c) -5
Questão 11:
a) 0; b) -1; c) -3
Questão 12:
a) 1; b) -2; c) -3
Questão 13:
a) 0; b) -3; c) -5
Questão 14:
a) 0; b) -5; c) -5; d) -5
Questão 15:
a) 0; b) 2; c) 5
Questão 16:
a) 0; b) 2; c) 3; d) 5
Questão 17:
a) 1; b) B 0
Questão 18:
a) 0; b) 3; c) 4;
d) 4; e) 5
Questão 19:
a) 1; b) 0
Questão 20:
a) 2; b) 1; c) -1; d) -1
Questão 21
a) 0; b) 1; c) 2; d) 3:


AVALIANDO SEU PERFIL
- Se o resultado do seu teste ficou entre 25 e 40 pontos mesmo sem perceber você é um investidor;

- Se ficou entre 13 e 24 pontos está administrando bem seus recursos financeiros, mas, precisa melhorar seu perfil de investidor;

- Se o resultado do teste foi menos de 13 pontos você está perdendo dinheiro e é um autêntico consumidor.

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