O
fim do mito
de nascer no
lugar errado
Por Irmão Anézio
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Elizabeth Anderson Garret uma mulher inglesa nascida em 1836 veio
para provar isso.
Quando ela nasceu estava destinada como a maioria das mulheres daquela
época a ficar em casa aprendendo musica, cozinhar, bordar pois
se demonstrasse uma inteligência que a possibilitasse a ingressar
numa profissão masculina, provocaria ciúmes e estranheza
no homens da época.
Elizabeth foi uma das primeiras mulheres a não concordar com
esse tipo de coisa. Quando ela fez 23 anos se encontrou com uma mulher
medica Emily Davies, que havia estudado na América, isto quando
ela estava pensando também ser medica.
Essa
amiga, que mais tarde fundou o Colégio Girton para mulheres
na cidade de Cambridge, a encorajou para tentar medicina. Conversando
com seus pais convencendo-os a consentir tal intento. Nenhuma escola
de medicina a aceitou para fazer o curso de medicina em Londres ,
foi para a cidade de Middlesex para trabalhar num hospital escola
como enfermeira.
Ela estava determinada a estudar, e convenceu alguns professores da
faculdade a ajudá-la privadamente, porque a totalidade dos
alunos era de homens, que não a aceitaram como aluna em suas
classes, assim, estudando particularmente, depois de cinco anos se
submeteu a um exame, foi aprovada e recebeu o diploma da Sociedade
dos Apothecaries. Foi a primeira mulher formada em medicina na Inglaterra.
Sua primeira atividade como doutora foi no hospital Sta. Maria um
dispensário em Londres que havia apenas começado a funcionar
a fim de ajudar as mulheres pobres. Ali havia uma filosofia de só
ter medicas. Rapidamente se transformou num hospital para todas mulheres.
Em 1871, Elizabeth se casou, mas não abandonou o hospital,
dedicando a se aprimorar ainda mais no ramo da medicina.
Depois de sua morte em 1917, o nome do hospital foi trocado para Elizabeth
Garreth Anderson em sua homenagem, tal hospital está situado
em Euston Road, Londres, Inglaterra.