www.revistadatribuna.com.br

Capa
Corpo
Crônica do Penna
Cultura
Decoração
Educação
Elegantes do Mês
Gastronomia
Moda
Revisteen
Saúde
Superinteressante
Turismo
Reciclados

Decore sua casa

Criatividade é a principal condição para que "lixo" vire arte

Por consciência ecológica ou por querer inovar, muitos estão buscando nos materiais que antes eram jogados fora uma solução correta e criativa. É o artesanato feito com qualquer rejeito industrial que se possa imaginar. Uma boa sacada é a ampla variedade de chapéus e bonés feitos com lona de caminhão pela Reuters Chapéus, uma das principais fábricas no Brasil. O resultado é tão diferente que está sendo exportado para Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa.

“O material é lavado diversas vezes para que fique livre de qualquer cheiro ou impureza. Depois vai para a linha de corte, para a prensa e por fim, para o acabamento. Já testamos e aprovamos o uso de cor em alguns modelos”, explica o empresário Reuter Miranda, completando “assim a lona não vai para o lixo”.

Também interessante é a mesa criada por funcionários da Aliberti Pneus. “Foram usados dois modelos de stock car, que já tem o lado externo liso. Usamos parafusos e porcas para juntar as duas peças e colocamos um vidro na parte central”, explica o comerciante Wader Aliberti. As peças são muito funcionais e decorativas, já que fornecem um visual inusitado e servem até como mesa de apoio em churrascos.

Conscientização
A artista plástica Sandra Candello (Catucha) adora criar peças com materiais inusitados, como coadores de café recortados e colados a tiras de garrafas PET. Unidos por fios de alumínio, viram uma cortina diferente, rústica, que cai bem em qualquer ambiente.

“Tenho até um projeto para que alunos de escolas públicas ou privadas sejam incentivados a fazer arte com esse material. É uma forma de ajudarmos o meio ambiente, retirando do lixo material que pode virar luxo”, brinca. De fato, algumas criações de Sandra são o toque final numa decoração, como o porta-retrato feito com vidro de carro ou o incensário com garrafas PET. Também diferente é a bandeja com mosaicos feitos com embalagens plásticas.

“A idéia é reaproveitar tudo, seja em roupas, acessórios ou decoração”, enfatiza Sandra, que dá aulas em seu ateliê Indart, aberto há dez anos.

 
© 2005 - Revista da Tribuna - Tribuna de Indaiá
Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização.
   
Anuncie

3834-2926
Expediente
Redação
Anuncie
Opinião