O
que há de verdade nessa afirmativa? Será a fama de agosto,
mês do desgosto? Agosto é a época em que as prefeituras
fazem vacinação em massa contra a raiva em cães
e gatos. Mas de onde vem a fama de cachorro louco no oitavo mês
do ano? Embora o contágio aconteça no ano todo, é
neste período que ocorre grande concentração
de cadelas no cio devido ao clima. A aproximação entre
os animais propicia a transmissão de qualquer vírus.
Tanto no homem como nos animais, quando os sintomas da doença
se manifestam já não há mais cura possível
- a morte é certa. Daí a importância da vacinação
nos animais. Nos humanos, há tratamento com vacinas anti-rábicas
que deve ser iniciado logo após a agressão do animal
contaminado.
O veterinário Odenir Sansão Pivetta, coordenador do
Centro de Zoonoses da Prefeitura recomenda que após a mordedura
ou arranhão, lave-se com água e sabão o local
atingido e se dirigir a um posto de saúde. Procurar identificar
o animal transgressor e verificar se foi vacinado. Nesse caso, o humano
não precisa tomar as vacinas anti-rábicas. Se um cão
ou gato que esteja imunizado contra a raiva for mordido por um animal
com a doença ou por animais silvestres, eles devem ser revacinados
e observados por 90 dias. Os que não foram vacinados devem
ser sacrificados.

O veterinário Ricardo E. Prado Jr., da Animal Center,
vacinando a cadela Pitanga Vitória, amparada
pela pediatra Ianan Heiser Palhares
Em
Indaiatuba, desde 1983 não há registrode cães
com raiva. Depois de um trabalho intenso, desde 1999 não foram
capturados morcegos com o vírus da doença e nos bovinos
a raiva não atinge um animal desde 2001. Estima-se que existam
30 mil cachorros em Indaiatuba. Destes, 22 mil são vacinados
nas campanhas gratuitas. Cinco mil recebem a vacina em clínicas.
O restante não é vacinado. E aí mora o perigo.
Vacine seu bicho, é de graça.
Doenças
evitáveis com vacinas
CINOMOSE De início o animal apresenta vômitos,
diarréia, mucosa sanguinolenta, anorexia, febre. Depois, pneumonia,
e infecções secundárias. Por fim, surgem tiques
nervosos, pois a doença atingiu o cérebro.
HEPATITE Em animais jovens, morte súbita sem
nenhum sinal clínico. Nos outros, febre alta, sede intensa,
falta de apetite, congestão das amídalas, faringe e
mucosas, pálpebras vermelhas, fotofobia, hemorragias bucais,
pontos vermelhos na pele principalmente na barriga, faces internas
da coxa e mucosa peniana. Dificuldade respiratória por edema
pulmonar. Para conseguir respirar os animais adotam posição
de sentar.
LEPTOSPIROSE Vômitos e diarréia às
vezes com sangue, urina com sangue, icterícia.
PARAINFLUENZA Tosse persistente, e às vezes
associada à pneumonia.
PARVOVIROSE Morte súbita quando o primeiro
órgão atingido é o coração. Vômitos,
diarréias e desidratações são os sintomas
do modo gastro-intestinal, apresentando fezes sanguinolentas. A coronavirose
tem quadro semelhante à parvovirose.
RAIVA Apatia, isolamento, dificuldade em beber água,
tiques nervosos, agressividade. A doença é fatal.
CALENDÁRIO
´ 45 dias
vacina para filhotes (usada em canis ou regiões que apresentam
alta incidência de viroses)
´ 60 dias
1a. dose vacina múltipla V 10
1a. dose vacina contra Giárdia
vacina contra a Tosse dos Canis
´ 90 dias
2a. dose vacina múltipla V 10
2a. dose vacina contra Giárdia
´ 120 dias
3a. dose vacina múltipla V 10
´ a partir de 4 meses
anti-rábica