Quero
TRABALHAR !
Estima-se que haja no Brasil 10%
de desempregados;
em Indaiatuba índice é menor
Embora
a Prefeitura não tenha registro de quantas pessoas estariam
desempregadas hoje em Indaiatuba, estimativas dos setores comercial
e industrial mostram que o número fica abaixo da média
nacional (10%). O índice não conta os serviços
informais, ou seja, sem carteira assinada. Segundo o PAT -Programa
de Assistência ao Trabalhador - regional Indaiatuba, de março
até meados de julho 1.144 pessoas se cadastraram em busca de
um emprego. Sueli Simon, supervisora do PAT, ressalva que nem todas
essas pessoas estão desempregadas. Claudia Vechi, da Evolução
Consultoria de RH, revela que em apenas vinte dias surgiram 48 vagas
em empresas comerciais ou industriais.
Uma das áreas em franca expansão é a de telemarketing,
serviço que pode empregar até pessoas que nunca trabalharam.
Segundo Ana Paula Teixeira da Silva, diretora de projetos da Estrateg.Call,
o interessado precisa ter boa dicção, bom português,
saber lidar com computador e internet. O telemarketing tem uma ampla
variedade de atuação, desde venda até pesquisa
de satisfação pós-venda, incluindo levantamento
de dados e clientes para prospecção de lançamento
de produtos. “Os funcionários recebem treinamento básico
de telemarketing e outros mais avançados e específicos
para cada área de atuação”, ressalta Ana
Paula.
A busca por emprego começa por um bom currículo. Tanto
para quem é graduado como para os demais trabalhadores. E aí
é preciso fazer a coisa certa. Cuidado com erros de português.
Antigamente, currículos extensos (e entediantes!) eram comuns.
Lembre-se: currículo, sim; biografia, não. Duas páginas
bastam. E, dependendo da vaga almejada – especificada no currículo
– o relatório deve ter pontos que valorizem a habilidade
do profissional para preencher o cargo.
Cursos
profissionalizantes
Existem em Indaiatuba cursos profissionalizantes que são muito
requisitados e respeitados por grandes empresas. É o caso da
Fiec – Fundação Indaiatubana de Educação
e Cultura, da Aimi – Associação Industrial Municipal
de Indaiatuba, a Aciai – Associação Comercial,
Industrial e Agropecuária de Indaiatuba e colégios como
o Barão de Mauá. Cléa Valtriani Villanova, diretora
da escola, enfatiza a necessidade de novos aprendizados para conseguir
não só agregar valor ao currículo, como também
para os empregados que querem melhorar seus cargos. São cursos
técnicos de longa duração e com certificado do
MEC, como Gestão Empresarial, Logística e Edificação,
este com 1.200 horas e que dá direito ao formado de assinar
construções de até 80 m2.
“Os
cursos técnicos e os profissionalizantes são sempre
um fator positivo para candidatos a qualquer vaga”, ressalta
Cléa. Entre eles, o de metrologia, operação de
máquinas, inclusive para empilhadeiras e gestão empresarial.
“Não basta o candidato à vaga se orgulhar de nunca
ter faltado um dia sequer no emprego anterior. Ele agora tem novas
exigências de qualificação, e vai ter que evoluir,
fazendo cursos – muitos deles gratuitos – para se atualizar
ou se capacitar para o que o mercado exige”, conclui Claudia
Vechi.
Para
os recém-formados, além do currículo, é
fundamental mostrar conhecimento na área pretendida. Empresas
grandes fazem experiências com recém-formados que entram
no mercado de trabalho como trainees – uma espécie de
estágio melhorado. O aproveitamento deles pode alcançar
90% dos casos. Vagas como trainee também são muito disputadas,
pois agregam valor ao currículo.
É importante lembrar que trabalhar, em qualquer função
durante os estudos, inclusive universitários, é de grande
valor, já que a pessoa aprende a lidar com imprevistos no cotidiano
do serviço. Além disso, interage com outros empregados
ou equipe.
Currículo
para empregos em geral:
o que é necessário incluir
Dados
pessoais Escreva no alto da página seu nome, endereço,
telefone, celular, e-mail, nacionalidade, idade, estado civil e número
de filhos. Não é preciso colocar RG, CPF, atestado de
reservista e outras inutilidades.Pode incluir informações
como não-fumante e se possui carteira de habilitação.
Escolaridade
Deixe claro até que grau estudou e, se for relevante, coloque
o nome da escola do ensino médio. Se é graduado, diga
em qual faculdade e o ano de formatura. Se tiver pós-graduação,
inclua e especifique quais.
Idiomas
Especifique seu grau de conhecimento de outra língua. Mas cuidado,
só diga que é fluente se for mesmo. Muitas vezes a entrevista
é feita na língua descrita no currículo. Se não
tiver fluência, diga, por exemplo, que tem inglês ou espanhol
básico. Neste item inclua os cursos relevantes que fez ou está
fazendo.
Cursos Inclua só os que agregam valor ao currículo.
Um curso de artesanato, por exemplo, só servirá para
um cargo que tenha a ver com o assunto. Já informática
e idiomas somam pontos, assim como cursos técnicos e profissionalizantes.
Experiência
profissional Fale de maneira sucinta de todos os lugares
que passou e quais foram as suas experiências em cada empresa
– seu cargo e o que fazia na prática. Ou seja, diga quais
eram suas funções e responsabilidades. Se não
tem experiência, deixe claro que está interessado em
aprender o serviço e que tem habilidade para tal.
Salário
Não mencione no currículo sua pretensão salarial,
nem revele o quanto ganhava no emprego anterior. Esse assunto deve
ser tratado durante a entrevista. Caso seja necessário preenchimento
de ficha com pretensão salarial, pesquise antes no mercado
a remuneração em sua área.