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Com
a internet fazendo cada vez mais parte do cotidiano
de muita gente, notícias e boatos chegam em instantes em várias
partes do mundo. Textos “assinados” por Arnaldo Jabor, por
exemplo, que ele nunca viu. Ou notícias aterrorizadoras, como
o “roubo” de rim humano. Lendas urbanas circulam como se
fossem verdades e, muitas vezes, deixam algumas dúvidas.
Nesta
edição analisamos dois temas interessantes: a reutilização
de leite vencido e impotência masculina causada por uso de bicicleta.
Este tema, por sinal, é delicado, já que em Indaiatuba
a bicicleta é muito usada como meio de transporte.
BICICLETA
CAUSA IMPOTÊNCIA?
Verdade
– Estudos em importantes universidades mundiais e recente
pesquisa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa
do Estado de São Paulo) revelam que ficar sentado por muito tempo
num selim de bicicleta causa forte pressão sobre o períneo
– região do corpo situada entre o ânus e o escroto
-, fazendo com que uma importante artéria e um nervo sejam comprimidos,
reduzindo o fluxo sanguíneo para a região. Muitas vezes
o dano (impotência) pode ser permanente.
Segundo o médico Archimedes Nardozza Filho, da Fapesp, andar
de bicicleta mais de sete horas por semana pode prejudicar a saúde
sexual do homem. O mesmo estudo avalia que na maioria dos casos o dano
é reversível, desde que não se ande mais de bicicleta.
Se for preciso mesmo usar sempre a bike, uma dica é se levantar
do assento de vez em quando, ficando em pé nos pedais.
O ciclista indaiatubano Armando Camargo, pai do campeão Piá,
afirma que os profissionais brasileiros usam selins importados, que
custam, no mínimo quatrocentos reais. Ele revela um caso curioso:
ciclistas antigos recorriam a um absorvente feminino para amortecer
o impacto com o selim. Isso, muito antes das pesquisas serem reveladas.
Não é preciso aposentar sua bike, já que segundo
os pesquisadores, assim como muitos fumantes não desenvolvem
câncer de pulmão, nem todos os ciclistas apresentarão
disfunção erétil. Segundo o urologista José
Carlos Motta, ciclistas atletas que precisam manter o corpo curvado
podem ter problemas mesmo. Já quem usa a bicicleta para lazer
ou se locomover e que fica em postura ereta, está menos exposto
a esse risco. Aos atletas ele recomenda o uso de um selim maior e mais
macio.
(Fontes:
Fapesp, Universidade de Boston, Universidade de Milão, Revista
Saúde!, Journal of Sexual Medicine, Revista Time)
DICAS
para aliviar
a pressão da próstata
Suba a base do guidão alguns milímetros.
Isto propicia uma postura mais ereta na bike.
Empurre o nariz do selim pouca coisa para baixo.
Mude para um selim maior. Enchimentos de gel ou espuma
também ajudam. Ou então passe pelo preconceito e encare
um selim feminino da Terry ou Miyata. Estes selins são maiores
que os modelos masculinos e tanto têm buraco no meio (Miyata)
como um nariz macio e flexível.
A solução mais drástica, seria
só pedalar uma mountain bike ou uma híbrida. Elas oferecem
maior proteção contra impacto e seu guidão reto
ajuda a criar uma postura mais ereta, o que não sobrecarrega
tanto a próstata.
LEITE
REUTILIZADO?
Mito
- É mais uma lenda urbana que circula na internet há
mais ou menos um ano. Segundo a denúncia as caixas de leite longa
vida trariam no fundo da caixa um número – de 1 a 5 –
que indicaria quantas vezes aquele leite foi repasteurizado após
a data de seu vencimento. É uma bobagem. O custo operacional
do recolhimento, descarte de embalagem, repasteurização
e nova embalagem seria impraticável. Leites vencidos são
destinados a indústrias de ração animal.
Segundo Wagner Mosca, gerente de compras do Supermercado Pistoni, quando
surgiu o boato houve certa curiosidade. “Vi algumas olhando o
fundo das caixas, mas não houve redução do consumo
porque logo depois saiu outra nota na internet afirmando que era tudo
mentira”, afirma.
De fato, em todas as caixas da Tetrapak (e não só nas
de leite) existe numeração de 1 a 5 nos fundos. Refere-se
ao posicionamento da bobina de papel laminado na máquina que
vai fatiar as caixas antes de dobrá-las. Fatias externas e laterais
recebem os números 1 e 5. Vizinha à faixa 1, fica a 2;
e a vizinha ao 5 é a faixa 4. A fatia central recebe o número
3. Repare quando for ao supermercado que produtos embalados em caixas
longa vida (sucos, extrato de tomate, leite condensado, etc.) contêm
mesmo numeração de 1 a 5.
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