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CIGARRO: não deixe
que ele apague você


Fumar está fora de moda e o número de
adeptos às baforadas cai quase 4%
nos últimos cinco anos no Brasil


:: Por Cynthia Santos

O Ministério da Saúde adverte: fumar faz mal à saúde. Este aviso é velho conhecido dos brasileiros, mas, nos últimos anos, parece ter surtido efeito e a preocupação com a saúde tem provocado mudanças de comportamento nos indivíduos. Neste quesito, o cigarro aparece como um dos principais vilões causadores de doenças (veja quadro nesta página) e, por isso, é legítima a tendência de bani-lo do maior número de locais possível. Tanto que, para declarar guerra àqueles que ainda são adeptos às baforadas, foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado no dia 29 de agosto.

Dados do Ministério da Saúde comprovam que fumar, definitivamente, es-tá fora de moda. Nos últimos cinco anos, a população brasileira de fumantes caiu de 20% para 16,4%, umas das menores do mundo. Os números são dignos de comemoração, já que, no início da década de 1990, 35% dos brasileiros eram fumantes.

Pelo fato de o cigarro ter perdido o “glamour” de tempos atrás, parar de fumar vem se tornando “contagioso”, segundo pesquisadores norte-americanos. Levantamento divulgado em maio pelo New England Journal of Medicine aponta que quando um cônjuge pá-ra de fumar, as chances do outro continuar fumando despencam 67%. No caso de um amigo, a chance de outro continuar cai 36%. Se for um colega de trabalho, passa para 34%, e se for um irmão as chances diminuem 25%.

A segregação aos fumantes cresce a olhos vistos, principalmente em países europeus, onde a legislação impõe restrições ao fumo inclusive em locais públicos. A Alemanha e a Dinamarca são os dois únicos países da União Européia que não têm proibição geral ao fumo - nestes dois países ainda é possível fumar em repartições públicas.

No Brasil, a lei federal 9.294, em vigor desde 1996, proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, ou qualquer outro produto derivado do tabaco em recinto coletivo privado ou público, tais como, repartições públicas, hospitais, salas de aula, bibliotecas, ambientes de trabalho, teatros e cinemas, mas permite o tabagismo em fumódromos, ou seja, áreas destinadas exclusivamente ao fumo, devidamente isoladas e com arejamento conveniente. Porém, o cerco está se fechando e alguns municípios, para a alegria dos não fumantes, já adotam medidas restritivas até mesmo em locais onde o fumódromo era permitido.

Adolescência
Circulando por locais onde é grande a concentração de adolescentes é possível constatar que o cigarro aparece como um agente que inegavelmente promove o entrosamento entre jovens. Esta, aliás, é uma das maiores preocupações dos órgãos de saúde, já que pesquisas apontam que o vício vem se instalando mais cedo.

Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde, por intermédio do Centro de Referência em Álcool Tabaco e Outras Drogas (Cratod), revela que metade dos fumantes paulistas iniciou o vício entre 6 e 14 anos de idade. A pesquisa ouviu cerca de 500 pessoas entre 2006 e 2007. “Os jovens são mais suscetíveis ao fumo, pois não sentem os efeitos de imediato”, explica a diretora do Cratod, Luizemir Lago. “Quase 80% das pessoas começam a fumar antes dos 20 anos.”
Os dados do Cratod também revelam que o exemplo familiar é fator preponderante no estímulo ao fumo. Do total de pessoas pesquisadas, 67% possuem um fumante na família.



ALGUNS DOS MALES
CAUSADOS PELO CIGARRO

• O fumo acelera o ritmo de perda óssea, o que aumenta a probabilidade de desenvolvimento da osteoporose, principalmente em mulheres após a menopausa. É necessária uma alimentação rica em cálcio.

• A necessidade diária de vitamina C de indivíduos fumantes é 20% maior do que de indivíduos não-fumantes.

• Fumar antecipa a menopausa, diminui a ação dos hormônios femininos favorecendo o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

• O tabagismo causa o aumento do colesterol total, LDL-colesterol (“colesterol-ruim”), triglicerídios e queda do HDL-colesterol (“colesterol-bom”). Acelera e agrava a aterosclerose da parede das artérias coronarianas. Em relação ao HDL-colesterol, a própria exposição passiva a fumaça diminui seus índices até em crianças de pais fumantes.

• Há envelhecimento precoce de todas as células do organismo pela diminuição do aporte de oxigênio no sangue e conseqüente aumento de radicais livres, bem como, diminuição do tempo de vida.

Fonte: Associação Americana de Pulmão



Restaurantes e clubes
procuram fazer sua parte


Área para
fumantes com
teto retrátil,
na Casa da Esfiha

 

A tendência mundial é que o tabaco seja eliminado de locais fechados, principalmente a fim de proteger a saúde dos não fumantes. No Brasil a legislação ainda é branda neste sentido, mas em Indaiatuba ela é cumprida em clubes sociais e alguns restaurantes, que reservam uma área para o fumódromo.

Os freqüentadores do Clube 9 de Julho e do Indaiatuba Clube podem notar a marcação cerrada aos fumantes há alguns anos. Nos dois clubes é proibido acender cigarros nos salões de eventos. Embora alguns sócios teimem em reclamar e por vezes desrespeitar a regra, em geral ela é bem aceita, de acordo com os presidentes. “Noventa e cinco por cento aceita a determinação”, revela o presidente do 9 de Julho, Roberto Appolinário Alonso. “Já tive problemas com sócio que não aceitava de jeito nenhum e queria fumar dentro do salão social.” No entanto, o respeito aos demais sócios e à legislação federal falam mais alto. “A maioria dos sócios não fuma, então temos que respeitá-los”, observa. “Somente no caso dos eventos para os mais jovens que não somos rígidos, porque aí não tem como controlar.”

No Indaiatuba Clube a proibição de cigarros em salões fechados é válida, inclusive, para o caso de eventos externos. “Há uma cláusula no contrato prevendo a proibição”, avisa o presidente do clube, Cláudio Albrecht. No Indaiá a regra vigora há aproximadamente sete anos, de acordo com o presidente. “Temos que respeitar aqueles que não são fumantes”, considera.

Um dos restaurantes da cidade que tem área específica para o fumante é a Casa da Esfiha. De acordo com o sócio-proprietário, Hélio Rubens, 40% da clientela é adepta ao cigarro. “Por isso, temos dois ambientes para fumantes, áreas independentes que não perturbam aqueles que não fumam”, argumenta. “Já fizemos o restaurante pensando nisso.”

Para dissipar a fumaça, o restaurante árabe conta com um teto retrátil na área de fumantes. O dispositivo é aberto com freqüência para eliminar as nuvens que se formam. “Acho que em Indaiatuba a Casa da Esfiha é o único restaurante que tem esse espaço diferenciado reservado para fumantes”, aponta.



É possível parar sem sofrer

O vendedor Alcides Claudinei Denny, 44 anos, está sem fumar desde o dia 10 de maio. Ele abandonou o fumo após começar a participar de um programa de emagrecimento promovido pela Tribuna em parceria com a Associação Brasileira de Assistência à Saúde (Abas), o Desafio de Peso.

Alcides começou a fumar aos 16 anos, por influência de amigos. “Eu estudava na Escola de Comércio e ia todo dia com um amigo que fumava”, lembra. “Ele começou a me oferecer no caminho e eu pegava.”

Quando foi servir o Exército, Alcides imaginava que ficaria um tempo sem fumar. “Nos primeiros trinta dias tinha que ficar por lá direto”, explica. “Eu achava que meus pais não sabiam que eu fumava, porque nunca fumei na frente deles.” Ledo engano: a mãe de Alcides não só sabia do vício como teve pena do período de reclusão do filho. “Minha mãe arrumou minha mala e quando cheguei no quartel tinha dois pacotes de cigarro dentro”, conta.

Por ironia do destino, Alcides trabalhou nove anos na indústria do cigarro, como vendedor da Philip Morris. No começo, Alcides fumava os cigarros mais “fracos”, de filtro branco, mas ao longo dos anos começou a consumir os de filtro vermelho, chegando a mais de dois maços por dia. “Vi que não dava mais para continuar”, reconhece. A primeira tragada era dada por volta das 6h30, todos os dias. “Eu acordava e já fumava”, conta.

Há aproximadamente 15 anos, Alcides havia tentado abandonar o vício, mas o esforço de quatro dias foi em vão. “Fiquei nervoso, irritado, descontando em todo mundo”, revela. “Então pensei: ‘Se alguém tem que se ferrar por causa do meu vício, que seja eu’ e voltei a fumar.”

Enquanto era adepto ao cigarro, Alcides confessa que não percebia e nem se importava com os males que poderiam ser causados. Embora a “segregação” fosse grande – além de sua mulher “pegar no pé”, no trabalho era o único que fumava – ele insistia no vício. “Minha sorte foi o pessoal da Abas”, reconhece.
A guinada na vida de Alcides começou na primeira semana de março, quando ele começou a participar do projeto Desafio de Peso, competindo com mais duas pessoas dentro de um programa de emagrecimento e melhora da qualidade de vida.

Mudança
Com o programa, Alcides emagreceu 15,4 quilos, reduziu os índices de colesterol e conseguiu controlar o problema de hipertensão arterial. Tudo isso com acompanhamento de nutróloga, psicóloga, fisioterapeuta e profissionais de educação física. A partir do momento em que deixou de ser sedentário, o vendedor percebeu que faltava o “tiro de misericórdia” para abandonar de vez os antigos hábitos.

“Tanto a Letícia (Cristina Fernandes – nutróloga) quanto a Maria Luiza (Rennó Matsuoka – psicóloga) sempre perguntavam o que eu achava de parar de fumar”, comenta. “Só força de vontade não é suficiente, é preciso ajuda de um profissional, porque tomei antidepressivo e moderador de apetite.” Letícia também receitou, além do antidepressivo, uma goma de mascar para reposição de nicotina, que ele nem chegou a usar. “Não senti necessidade”, explica.
Além da ajuda profissional, Alcides conta que “tudo ajuda”, desde promessa até aposta com os amigos. “O pessoal fala que é fácil parar de fumar, mas não é, não”, enfatiza. “Nessa hora você tem que apostar que não vai mais fumar para ter um incentivo.” Normalmente, o cigarro é associado à bebida alcoólica. Hoje, Alcides diz que mesmo bebendo um pouco aos finais de semana consegue administrar bem a falta da nicotina. “Não vou falar que não tenho vontade, mas consigo me controlar”, argumenta. O vendedor garante que não é um ex-fumante “chato”, que tenta controlar aqueles que ainda não conseguiram largar o vício. “Eu aconselho a parar de fumar, mas sei o quanto é gostoso também”, justifica. “Meus amigos fumam perto de mim e eu nem ligo.”

A recompensa por Alcides ter parado de fumar é revertida em qualidade de vida, segundo ele. “O condicionamento físico, o fôlego e a disposição que eu ganhei não têm preço”, comemora. “Para quem quer qualidade de vida é essencial parar de fumar, mas sempre com ajuda médica, que é muito importante, porque às vezes a pessoa consegue parar sozinha e depois acaba voltando.”

Vontade de parar
é fundamental


Outro caso de sucesso envolvendo o tabagismo é o do diretor-superintendente da Tribuna, José Luís da Silva Miranda, 60, que está sem fumar há três anos. Sua história também envolve problemas de saúde, mas o fator principal para abandonar o vício, segundo ele, foi “vergonha na cara”.

Miranda começou a fumar aos 14 anos, um ano após a morte do pai, por influência dos amigos. “Meu pai jamais permitiu, então pelo fato de ser algo proibido se tornava mais gostoso”, lembra. “Fumava escondido da minha mãe. Achava bonito, era moda.”

A princípio, Miranda fumava somente aos finais de semana, quando se reunia com os amigos para beber. Pouco antes de parar de fumar, aos 57 anos, consumia de dois a três maços por dia. “Eu acordava e já fumava, às vezes até antes do café”, revela. “Para mim, qualquer hora era hora de fumar. Quando tinha insônia, ia para a sala com uma garrafa de café e ficava fumando a madrugada inteira.”

O diretor do jornal explica que criou a tal da “vergonha na cara” aos poucos. “Sempre assistia programas educativos e documentários falando dos males do cigarro”, conta. “Cinco anos atrás descobri que era hipertenso e meu médico sempre me pedia para largar o cigarro ou, pelo menos, diminuir.”

Além da pressão do médico, Miranda também era colocado contra a parede em casa, pelas filhas, mas administrava os conflitos e seguia com o vício. “Eu sempre falava que uma hora eu ia parar”, comenta. Um amigo de Miranda parou de fumar usando um medicamento e sugeriu que ele fizesse o mesmo. “Ele me deu o remédio, joguei no fundo da gaveta e continuei fumando”, diz. “Um dia comentei com meu médico se podia usar o remédio e ele me deu uns adesivos para colar no corpo. Também joguei dentro da gaveta e fui adiando.”

Há quase três anos, no dia 19 de setembro de 2005, uma discussão familiar finalmente levou Miranda a decidir parar de fumar. “Estava em casa, minha filha começou, mais uma vez, reclamar que eu precisava parar de fumar”, recorda. “Fiquei tão chateado que decidi parar. Até eu já estava incomodado, porque eu exalava cigarro”, reconhece.

A partir daquele dia, nunca mais deu uma tragada. “Coloquei o adesivo, mas depois de uma semana tive reação, comecei a sentir enjôo e tontura. O médico mandou cortar o adesivo pela metade. Usei mais duas semanas e parei”, esclarece. As caixas de remédio que sobraram foram dadas a outra pessoa, que também abandonou o cigarro.

Diabetes
Um ano depois de parar de fumar, Miranda sentiu-se mal e fez alguns exames, descobrindo que é diabético. “O médico cortou tudo, mudou totalmente meu cardápio e receitou alguns remédios, e por conta própria, comecei a caminhar no Parque Ecológico”, lembra. Depois de 30 dias, ao retornar para uma nova consulta, os exames estavam todos bons. Atualmente, Miranda caminha religiosamente entre quatro e cinco quilômetros, todos os dias. “Meu médico me avisou que se eu não tivesse parado de fumar um ano antes, poderia ter morrido quando tive o mal súbito”, conta. Ele revela que, quando parou de fumar, ainda guardou os maços de cigarro por um mês. “Era para eu ter força de vontade”, argumenta. “Eu dizia que queria vencer o cigarro e não deixar que ele me vencesse.”

O diretor da Tribuna se diz satisfeito com a nova vida e que consegue administrar a vontade de fumar. “Sei que é gostoso, mas me lembro dos riscos, do mal que o cigarro causa e perco a vontade”, explica. Os benefícios trazidos pelos novos hábitos são inúmeros. “Hoje eu tenho fôlego, disposição, me alimento melhor, durmo melhor”, cita. “Parar de fumar foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida nos últimos cinco anos.”
Para aqueles que também desejam uma vida livre de nicotina, Miranda ensina: “Não adianta só tomar remédio. Tem que ter vergonha na cara, ter o desejo de parar, senão acaba voltando depois de algum tempo”.



Tratamentos
podem auxiliar


Nem sempre a força de vontade é suficiente para aqueles que têm há anos o cigarro como companheiro. Tratamentos à base de reposição de nicotina e uso de antidepressivos são algumas das alternativas para auxiliar fumantes a abandonarem o vício sem muito sofrimento. A médica Letícia Cristina Fernandes explica que umas das opções contra o tabagismo é o tratamento farmacológico. “As modalidades de tratamento são a terapia de reposição de nicotina e os antidepressivos”, informa. A profissional revela que a reposição de nicotina mantém o organismo com doses cada vez menores da droga, reduzindo os sintomas físicos de abstinência sem expor o fumante aos efeitos nocivos dos outros componentes do tabaco. “As modalidades de reposição de nicotina mais usadas são os adesivos e a goma”, explica.

Os adesivos fornecem uma quantidade fixa de nicotina através da pele. Conforme o tratamento progride, são usadas doses decrescentes a cada dia. O adesivo deve ser aplicado em uma área de pele limpa e sem pêlos no período da manhã. Sua duração é de 24 horas.

As gomas têm um início de ação rápido, liberando nicotina, que é absorvida pela mucosa oral. Deve ser mascada até se sentir um gosto apimentado. Então é colocada entre a gengiva e a bochecha por um período de dois minutos até ser mascada de novo. Esse processo deve ser repetido de 20 a 30 minutos. A goma pode ser usada a cada hora como única terapia, ou combinada com o adesivo, para ajudar nos momentos de fissura, ou seja, vontade intensa de fumar. “Nos momentos de fissura, o organismo está pedindo por uma dose de nicotina. Aparecem os sintomas de abstinência. É comum o fumante então racionalizar, isto é, inventar desculpas para si mesmo, procurando motivos para fumar”, observa.

Saber se desvencilhar das desculpas para retomar o vício é um dos pontos mais difíceis durante o tratamento. Letícia lembra que as desculpas mais comuns são: “Vou fumar até passar esse momento ruim”, “Sem fumar não vou resolver esse problema”, “Hoje não é um bom dia. Amanhã eu paro”. A médica enfatiza que esses pensamentos podem colocar tudo a perder e levar o paciente de volta ao vício. “O cigarro é mais um problema, não um amigo”, destaca.

Pesquisa
Levantamento do Centro de Referência em Álcool Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão da Secretaria Estadual da Saúde, mostra que para 95% dos 500 entrevistados o cigarro está diretamente associado ao fim de cada refeição. O café foi ligado ao fumo por 71% do total, e a ansiedade, por 73%. Segundo 68%, o cigarro está vinculado a tristeza, e a alegria para 55%. Falar ao telefone foi apontado por 42% dos pacientes ouvidos. Outros 34% vincularam o ato de fumar ao maior consumo de bebidas alcoólicas.

A diretora do Cratod, Luizemir Lago, enfatiza que associar o cigarro a sentimentos, hábitos do dia-a-dia ou problemas é perigoso. “Isso só tende a estimular o fumo”, considera. “Para quem deseja largar o vício o primeiro passo é tentar substituir o tabaco nessas ocasiões ou evitar substâncias que incentivem o desejo de acender um cigarro.” A orientação para quem quer largar o vício é, por exemplo, beber chá ou suco em vez de café, escovar os dentes e chupar uma bala após as refeições, ter caneta ou lápis à mão quando falar ao telefone e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Também é importante não portar maços ou carteiras de cigarros e retirar os cinzeiros e isqueiros da casa ou escritório.

Para combater a “fissura” (forte vontade de fumar) é recomendável que a pessoa beba muita água, respire fundo para relaxar, masque chicletes, cristais de gengibre, cravo, canela ou legumes crus, coma frutas e barras de cereal. Também é importante praticar exercícios físicos.



TESTE
Qual é seu grau de dependência?

O teste a seguir foi elaborado pelo médico dinamarquês Karl Fagerström, em 1974. Batizado de método de avaliação de Fagerström, hoje ele é empregado por especialistas para ajudar a definir se uma pessoa está seriamente viciada na nicotina e qual é a melhor estratégia para quem quer parar de fumar. Pegue a caneta, anote o número de pontos que está ao lado da resposta que você escolher e verifique seu grau de dependência. Caso necessário, procure um profissional da saúde.

Resultado:
0 a 2 pontos: grau de dependência baixo. Com um pouco de força de vontade você consegue ficar livre do cigarro.

3 e 4 pontos: seu grau de dependência não é alto, mas é preciso um pouco mais de convicção para deixar de fumar.

5 pontos: grau de dependência moderado. Você precisa de mais determinação para parar de fumar.

6 a 10 pontos: enquanto você não criar motivação para enfrentar o vício, pelo menos procure reduzir o número de cigarros fumados ao longo do dia e tente melhorar sua pontuação nos próximos dias.

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