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Asas à imaginação

Coleção tem mais de 200 itens e muitas curiosidades


Silvia Bolívar

Foi por pura pirraça que Nilse Albertini começou a colecionar xícaras, hábito que herdou da mãe e da avó.

É que Nilse sempre pediu à mãe que não se desfizesse de sua coleção, que já ocupava muito espaço. Entretanto, num desses atos impensados que a gente tem de repente, Augusta Quitzau acabou trocando a maioria das xícaras por um belo relógio suíço antigo. Nessa época, há 25 anos, o Shopping Iguatemi de Campinas iniciava suas atividades e Vânia, filha de Nilse que fazia faculdade de enfermagem na cidade, resolveu presentear a mãe com uma xícara comemorativa. “Foi quando que resolvi iniciar minha própria coleção”, conta Nilse, uma das mais importantes comerciantes de Indaiatuba, fundadora de A Nova Loja.

Por onde passou, foi comprando mais um item para a coleção, que inclui peças raríssimas que a mãe “esqueceu” de vender, como uma xícara com aparador de bigode. A peça é alemã e, de fato, muito prática para bigodudos, já que o bigode não “entra” na xícara. “Essa era do meu bisavô”, conta orgulhosa a colecionadora.

Nilse nem sabe mais quantas xícaras tem, mas num rápido cálculo, nas duas cristaleiras certamente são mais de duzentas. “Como moro atualmente em apartamento, tive que encaixotar outras que não couberam no local.” Na coleção, xícaras de países pelos quais Nilse passou. Mas não são peças simples. Ao contrário, na cidade de Friburgo, na Alemanha, os turistas podem comprar xícaras decoradas com ouro de 45 quilates. E Nilse não pôde se furtar a ter um exemplar da cidade.

Outra preciosidade da coleção é a peça inglesa comemorativa ao casamento da princesa Diana com o futuro rei da Inglaterra. Do Japão, uma porcelana finíssima – em todos os sentidos – chamada de casca-de-ovo, revela a imagem de uma princesa quando o fundo da xícara é colocado contra a luz.

Zelosa de sua coleção de coloridíssimas xícaras, Nilse não permite que a empregada tire pó das peças. “Elas são únicas, exclusivas, não posso deixar que se quebrem”. De fato, são obras de arte que mostram um pouco de cada povo, de cada região.

 

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