Dr. Ernesto Garzon Novoa
Cirurgião Plástico


Membro da SBCP
Rua Humaitá, 594 – F. 3875-6384

www.revistadatribuna.com.br

Capa
Corpo
Crônica do Penna
Cultura
Decoração
Educação
Elegantes do Mês
Gastronomia
Moda
Revisteen
Saúde
Superinteressante
Turismo
Saúde

Mariana Amaral

Alguém que você estima não se lembra do nome do neto favorito? Esquece como voltar para casa? Fica repetindo sempre a mesma pergunta? Se a pessoa que você ama está sofrendo com o Mal de Alzheimer, estas situações lhe parecerão familiares. A doença acomete de oito a 15% da população com mais de 65 anos. Existem atualmente em todo o mundo entre 17 e 25 milhões de pessoas com a doença, o que representa 70% do conjunto dos males que afetam a população geriátrica.

Alzheimer é a forma mais comum de demência, sendo responsável por mais da metade dos casos, conhecida muitas vezes por “esclerose”. Está inserida num grupo de doenças que afetam o cérebro, principalmente as áreas da linguagem e da memória, levando prejuízo progressivo das funções. Os sintomas aparecem lentamente, e podem ser confundidos com distração ou esquecimento comum. O período entre o primeiro e o último estágio da doença varia de pessoa a pessoa, mas em geral é de oito anos.

O Mal de Alzheimer continua sendo uma síndrome de causa desconhecida e sem cura. Mas, nos últimos anos, as perspectivas em relação à doença têm sido abordadas com certo otimismo, tendo em vista as possibilidades da ciência em retardar os sintomas da enfermidade. A medicina está começando a detectar os sinais da doença décadas antes dela surgir. Pesquisas genéticas mostram que se a pessoa possui determinados genes defeituosos aos 20 anos, poderá ter a doença no futuro.


CUIDADOS
Como ainda não há cura, o único meio de amenizar os sintomas é através de cuidados especiais, ajudando o paciente a viver com mais conforto, pois ele terá muitas dificuldades e não poderá mais ficar sozinho. O primeiro passo a ser dado na luta contra o Alzheimer é aprendendo tudo o que puder sobre a doença.

Os sintomas como esquecimento e confusão podem causar situações de risco. Por esse motivo certas regras devem ser seguidas para manter a segurança do doente e de todos à sua volta. O primeiro passo é avaliar os perigos da casa onde vive o paciente. Degraus, maçaneta, quinas, cantos de móveis, iluminação de corredores e cômodos (manter luzes acesas à noite), enfim, deve ser realizada uma verdadeira perícia de segurança. Ter uma programação diária e regular para as atividades do paciente é de grande ajuda, pois ele se sente muito mais seguro e orientado com uma rotina familiar. Exercícios, como caminhadas, tranqüilizam e os fazem dormir melhor. Controlar os medicamentos, separando os que serão consumidos ao longo do dia pode facilitar as coisas, assim será mais fácil verificar se estão sendo tomados nas horas e quantidades certas.

As pessoas com Alzheimer têm dificuldade para entender o significado do que é dito, por isso às vezes familiares ou amigos poderão ficar aborrecidos. Lembre-se, os problemas são causados pela doença. Insistir na sua versão da realidade só causará mais confusão e tensão. Por exemplo, em vez de dizer “Você não pode ligar para seu irmão. Ele está morto há muito tempo”, diga “Acho que ele não está em casa, vamos ligar mais tarde”. Apesar de às vezes não entenderem o que você diz, vítimas do Alzheimer são muito sensíveis. Um tom ríspido ou agressivo pode perturbá-las. Mantenha um tom suave e positivo sempre que possível para dar-lhes segurança e tranqüilidade.
Talvez chegue o momento em que você não poderá mais cuidar do doente com segurança, ou em que você perceberá que não consegue mais arcar com esta responsabilidade. Quando isso acontecer, não significa que você falhou. Uma mudança na situação poderá ser melhor para todos.

Sua próxima opção poderá ser uma casa de repouso. Estas instituições geralmente estão equipadas para cuidar das pessoas com o Mal de Alzheimer e podem garantir segurança e cuidados especiais para a pessoa doente. Outra opção é a contratação de enfermeira ou acompanhante. Questões legais e financeiras devem ser levadas em consideração. Chegará o momento em que o paciente não estará mais apto a tomar decisões. Converse a respeito destas questões o mais cedo possível, enquanto ele ainda pode entender seus objetivos e concordar em fazer mudanças.

SEMANA DO ALZHEIMER
DE 19 A 24 DE SETEMBRO

segunda-feira 19/09/2005
DIA DO CUIDADOR

– Medida de pressão arterial
– Dextro
– Mini-palestra sobre alimentação saudável
– Conversas sobre saúde
– Dinâmica de expressão corporal

quinta-feira 22/09/2005
PALESTRA PARA MÉDICOS

– Apresentação Dr. Paulo Canineu
Título:
“Alzheimer e outras demências. Diagnóstico e tratamento”.
– Jantar

sábado 24/09/2005
DIA DO ALZHEIMER

– Abertura com hino nacional
– Palestra sobre Alzheimer para população
– Teatro com o grupo do CIAEI
– Teste MEEM
– Show de mágica (durante o teste)

© 2005 - Revista da Tribuna - Tribuna de Indaiá
Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização.
   
Expediente
Redação
Anuncie
Opinião