Cerâmica Shanadu

www.revistadatribuna.com.br

CONFIRA
ESPECIAIS
NOTÍCIAS
Capa

Esqueça a balança: use a fita métrica

BARRIGUDOS DEVEM TOMAR CUIDADO!


O terror para quem quer estar em forma era a famosa balança. Meio quilo a mais, o alarme: é hora de fechar a boca. Em termos de estética, tudo bem, vale a balança, vale a dieta, vale tudo. Mas médicos e pesquisadores alertam para os riscos à saúde que os quilos a mais provocam – são cerca de 50 doenças que podem acometer quem está com sobrepeso.

Entretanto, em vez da balança, usa-se agora a fita métrica para medir a circunferência da cintura. Barriga, mesmo em magros, não é bom. Pode ser a temida gordura visceral. Recente estudo científico publicado na revista inglesa The Lancet revelou que o Índice de Massa Corporal (IMC) - usado como tabela para saber se a pessoa está com peso correto (veja box) - não é confiável do ponto de vista preventivo. Mais importante do que a quantidade de gordura é o modo como ela se distribui no organismo.

A gordura visceral é diferente da subcutânea, ela se espalha pelas entranhas, ficando próxima a órgãos vitais como fígado, intestino, rins e pâncreas. O que é um risco a mais, já que afeta não só o comprometimento desses órgãos, mas principalmente o sistema cardiovascular. A gordura visceral aumenta a quantidade de açúcar no sangue, o que pode deflagrar diabetes. Aumenta o colesterol ruim, triplica o risco de infartos ou derrames e favorece o surgimento de certos tipos de câncer. De acordo com esse estudo, os riscos estão presentes quando a circunferência da cintura está acima de 80 cm nas mulheres e 94 cm, nos homens.


Faça as contas

Existem duas formas de avaliar se sua barriga representa perigo. Uma delas é medir a circunferência da cintura. Quanto menor, melhor. Outra faz a relação entre cintura e quadris. É uma conta matemática usada para quem não se enquadra no biótipo médio da população (por exemplo, uma mulher com 1,80m de altura ou pessoas com tórax muito largo). Pegue fita métrica e calculadora e confira suas medidas:

1) circunferência da cintura
Tire a roupa da região da cintura. A cintura fica exatamente entre a última costela e o topo do osso lateral do quadril, quase na altura do umbigo. Relaxe o abdome e expire no momento de medir. Registre a medida. Se tiver mais de 94 cm (para homens) ou mais de 80 cm (para mulheres), você já pode ser considerado sob risco. Se as medidas forem de 102 cm para o sexo masculino e 88 cm para o feminino, o perigo é infinitamente maior.

2) relação cintura-quadril
Meça a cintura conforme explicado acima. Meça a circunferência dos quadris passando a fita métrica na altura da metade do bumbum. Com as duas medidas, faça a seguinte conta:
medida da cintura dividido por medida dos quadris = relação cintura-quadris

Resultado
- Nas mulheres os valores obtidos devem ter até 0,85
- Nos homens os valores obtidos devem ter até 0,90
Acima disso, é sinal que a gordura visceral ameaça a saúde


‘Epidemia’ de obesidade

Os quilos a mais não são preocupação estética para a Organização Mundial de Saúde (OMS). O alarme ante ao crescimento do número de pessoas com excesso de peso deve-se ao fato de que quase todas apresentarão problemas médicos no futuro. Nos últimos dez anos a população piorou a qualidade de sua alimentação e engordou. No Brasil, existem 40% de pessoas com sobrepeso.

E o problema não é só estético. Ao contrário, morre-se por complicações advindas da obesidade. Coração, hipertensão, articulações, capacidade respiratória diminuída e diabetes são algumas doenças que poderiam ser evitadas se a alimentação e atividades físicas estivessem corretas. Com a pressa (ou preguiça), muitos recorrem aos fast-foods, também chamados de trash ou junk-food (lixo, em resumo) pelo desequilíbrio nutricional das guloseimas. Alie-se a isso o sedentarismo que a modernidade trouxe (controle remoto para tudo), e pronto. A obesidade pode dar as caras. No Brasil, a obesidade infantil preocupa os pediatras e educadores. Nos últimos 25 anos, a taxa de crianças acima do peso subiu de 3 para 19%. Um espanto.

Pêra ou maçã?
Repare nas pessoas, as que têm acúmulo de gordura na barriga se enquadram no perfil maçã (estão mais sujeitas a riscos). As que parecem pêra, têm acúmulo de gordura nos quadris e culotes. Esse tecido adiposo não é tão nocivo, principalmente se não há (ou tem pouca) gordura visceral. É importante ressaltar que vários fatores vão-se somando para indicar o grau de risco.

Se a pessoa tiver dois ou mais desses fatores, é preciso ficar atento: gordo, gordo e barrigudo, magro (mas com barriga), quem tem histórico familiar de doenças cardiovasculares, sedentário, mulher na menopausa e homens acima de 45 anos.

Gordura Trans
População com sobrepeso não significa que esteja bem alimentada. Ao contrário, os salgadinhos “de isopor” que as mães compram para os filhos estão encharcados de gorduras perigosas, como as trans. Gordura o quê? Trans. Ela não é tão conhecida como seu primo vilão, o colesterol, mas é tão ou mais nociva que ele.

E está presente em quase tudo o que é gostoso: chocolate, biscoitos, sorvetes, pipoca de microondas, produtos de confeitaria, entre outros. Essa gordura é produzida no processamento dos alimentos, não existe na natureza. Começou a ser usada em larga escala na indústria alimentícia nos anos 80, por trazer vantagens como aumento de cremosidade ou crocância nos alimentos, além de estender o prazo de validade. Mas na saúde não há qualquer vantagem, ela só faz mal.

Há pouco mais de uma década descobriu-se que a trans aumenta as taxas do colesterol ruim, diminui as do colesterol bom e aumenta a gordura visceral. Confira nas embalagens a quantidade de gordura trans. É lei, todos os comestíveis devem trazer os valores nutricionais sob pena de multa. O consumo de gordura trans não deve ultrapassar 1% do total de calorias diárias. Em média, consome-se 2.000 calorias/dia; portanto, a ingestão de gordura trans diária deve ser de até 2 g.

Para se ter idéia: duas unidades de biscoito recheado (tipo Bono) tem 55% mais trans do que o indicado por dia; 100 gramas de pipoca de microondas tem 60% a mais que o limite diário. Um pacote de batatas fritas de lanchonete tem o triplo do permitido.

Malhar, malhar, malhar...
Se é por estética ou para prevenção de saúde, não faz mal: ninguém deve ficar parado. Ande, corra, pedale, dance. Mas jamais deixe o sedentarismo se instalar. Quanto menos exercícios fazemos, mais difícil é voltar a praticar atividades. Dá uma preguiça...

Por isso, não pare ou, se já parou, procure voltar a se exercitar. Se você não quer ou não tem tempo para freqüentar academias de ginástica, natação ou de dança-de-salão, então pelo menos, caminhe. Dê cinco voltas no quarteirão. Prefira escadas em vez de elevador. Não tenha vergonha. No trabalho, ande para lá ou para cá, isso se não incomodar os outros. Movimente-se. Mesmo sentado, mexa as pernas ou os braços (deixem que pensem que está louco... maluco pior é quem não se mexe). Enfim, queime calorias e diminua os riscos do sedentarismo.

Como calcular o IMC 
Divida a altura pela multiplicação
do dobro do SEU peso

Tabela para maiores de 18 anos
Classificação       Significado
Menos de 18,5      Abaixo do peso
18,5 a 24,9          Peso ideal
25 a 29,9             Sobrepeso
30 a 34,9             Obesidade de grau I
35 a 39,9             Obesidade de grau II
Acima de 40         Obesidade severa

 

© 2005 - Revista da Tribuna - Tribuna de Indaiá - Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização.
   
Anuncie

3834-2926
Expediente
Redação
Anuncie
Opinião