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Faça as contas
Existem
duas formas de avaliar se sua barriga representa perigo. Uma delas é
medir a circunferência da cintura. Quanto menor, melhor. Outra
faz a relação entre cintura e quadris. É uma conta
matemática usada para quem não se enquadra no biótipo
médio da população (por exemplo, uma mulher com
1,80m de altura ou pessoas com tórax muito largo). Pegue fita
métrica e calculadora e confira suas medidas:
1)
circunferência da cintura
Tire a roupa da região da cintura. A cintura fica exatamente
entre a última costela e o topo do osso lateral do quadril, quase
na altura do umbigo. Relaxe o abdome e expire no momento de medir. Registre
a medida. Se tiver mais de 94 cm (para homens) ou mais de 80 cm (para
mulheres), você já pode ser considerado sob risco. Se as
medidas forem de 102 cm para o sexo masculino e 88 cm para o feminino,
o perigo é infinitamente maior.
2)
relação cintura-quadril
Meça a cintura conforme explicado acima. Meça a circunferência
dos quadris passando a fita métrica na altura da metade do bumbum.
Com as duas medidas, faça a seguinte conta:
medida da cintura dividido por medida dos quadris = relação
cintura-quadris
Resultado
- Nas mulheres os valores obtidos devem ter até 0,85
- Nos homens os valores obtidos devem ter até
0,90
Acima disso, é sinal que a gordura visceral ameaça a saúde |
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‘Epidemia’ de obesidade
Os quilos a mais não são preocupação estética
para a Organização Mundial de Saúde (OMS). O alarme
ante ao crescimento do número de pessoas com excesso de peso
deve-se ao fato de que quase todas apresentarão problemas médicos
no futuro. Nos últimos dez anos a população piorou
a qualidade de sua alimentação e engordou. No Brasil,
existem 40% de pessoas com sobrepeso.
E o problema não é só estético. Ao contrário,
morre-se por complicações advindas da obesidade. Coração,
hipertensão, articulações, capacidade respiratória
diminuída e diabetes são algumas doenças que poderiam
ser evitadas se a alimentação e atividades físicas
estivessem corretas. Com a pressa (ou preguiça), muitos recorrem
aos fast-foods, também chamados de trash ou junk-food (lixo,
em resumo) pelo desequilíbrio nutricional das guloseimas. Alie-se
a isso o sedentarismo que a modernidade trouxe (controle remoto para
tudo), e pronto. A obesidade pode dar as caras. No Brasil, a obesidade
infantil preocupa os pediatras e educadores. Nos últimos 25 anos,
a taxa de crianças acima do peso subiu de 3 para 19%. Um espanto.
Pêra
ou maçã?
Repare
nas pessoas, as que têm acúmulo de gordura na barriga se
enquadram no perfil maçã (estão mais sujeitas a
riscos). As que parecem pêra, têm acúmulo de gordura
nos quadris e culotes. Esse tecido adiposo não é tão
nocivo, principalmente se não há (ou tem pouca) gordura
visceral. É importante ressaltar que vários fatores vão-se
somando para indicar o grau de risco.
Se a pessoa tiver dois ou mais desses fatores, é preciso ficar
atento: gordo, gordo e barrigudo, magro (mas com barriga), quem tem
histórico familiar de doenças cardiovasculares, sedentário,
mulher na menopausa e homens acima de 45 anos.
Gordura
Trans
População com sobrepeso não significa que esteja
bem alimentada. Ao contrário, os salgadinhos “de isopor”
que as mães compram para os filhos estão encharcados de
gorduras perigosas, como as trans. Gordura o quê? Trans. Ela não
é tão conhecida como seu primo vilão, o colesterol,
mas é tão ou mais nociva que ele.
E
está presente em quase tudo o que é gostoso: chocolate,
biscoitos, sorvetes, pipoca de microondas, produtos de confeitaria,
entre outros. Essa gordura é produzida no processamento dos alimentos,
não existe na natureza. Começou a ser usada em larga escala
na indústria alimentícia nos anos 80, por trazer vantagens
como aumento de cremosidade ou crocância nos alimentos, além
de estender o prazo de validade. Mas na saúde não há
qualquer vantagem, ela só faz mal.
Há pouco mais de uma década descobriu-se que a trans aumenta
as taxas do colesterol ruim, diminui as do colesterol bom e aumenta
a gordura visceral. Confira nas embalagens a quantidade de gordura trans.
É lei, todos os comestíveis devem trazer os valores nutricionais
sob pena de multa. O consumo de gordura trans não deve ultrapassar
1% do total de calorias diárias. Em média, consome-se
2.000 calorias/dia; portanto, a ingestão de gordura trans diária
deve ser de até 2 g.
Para se ter idéia: duas unidades de biscoito recheado (tipo Bono)
tem 55% mais trans do que o indicado por dia; 100 gramas de pipoca de
microondas tem 60% a mais que o limite diário. Um pacote de batatas
fritas de lanchonete tem o triplo do permitido.
Malhar,
malhar, malhar...
Se é por estética ou para prevenção de saúde,
não faz mal: ninguém deve ficar parado. Ande, corra, pedale,
dance. Mas jamais deixe o sedentarismo se instalar. Quanto menos exercícios
fazemos, mais difícil é voltar a praticar atividades.
Dá uma preguiça...
Por isso, não pare ou, se já parou, procure voltar a se
exercitar. Se você não quer ou não tem tempo para
freqüentar academias de ginástica, natação
ou de dança-de-salão, então pelo menos, caminhe.
Dê cinco voltas no quarteirão. Prefira escadas em vez de
elevador. Não tenha vergonha. No trabalho, ande para lá
ou para cá, isso se não incomodar os outros. Movimente-se.
Mesmo sentado, mexa as pernas ou os braços (deixem que pensem
que está louco... maluco pior é quem não se mexe).
Enfim, queime calorias e diminua os riscos do sedentarismo.
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