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Festa
15 anos
Festas voltam a ser moda

Mesmo mais modernos,
bailes não dispensam tradições


A Festa de 15 Anos, ou Baile de Debutante, voltou à moda depois de décadas de ostracismo. E essa volta triunfal é unanimidade entre as garotas, seja qual classe social pertença. No início do século XX a festa marcava a passagem de menina para mulher, quando era, então, apresentada à sociedade e dali para frente convidada para cerimônias formais.

 

Déborah Takeuti

Hoje, muita coisa mudou, mas o essencial permanece. Há quem contrate um ator ou celebridade para ser seu par na famosa “valsa”. Mas a maioria prefere seguir as tradições. Déborah Takeuti, cuja festa para 250 convidados agitou o Indaiatuba Clube no dia 26 de agosto, tinha outros planos no início. “Havia pensado em fazer um churrasco ao ar livre, mas fui me empolgando com a idéia e quando vi estava contando os dias para a chegada da festa”, lembra. A mãe, Nilda, psicóloga, não teve seu baile de debutante em 1975. Por isso, ela e o marido não titubearam em realizar o grande sonho das filhas Déborah e Bruna (hoje com 17 anos), com duas festas inesquecíveis.

Por serem produções quase cinematográficas, há empresas especializadas em organizar tudo, desde as roupas (em geral, três vestidos diferentes para a aniversariante), à decoração, convites e bufês. É uma grande facilidade, já que é impossível dar conta de tantos detalhes. No caso de Déborah, a empresa colocou 80 profissionais no evento, que começou a ser planejado com seis meses de antecedência.

Em geral, as pessoas preferem realizar a festa em locais mais amplos, como clubes, hotéis, restaurantes ou bufês com salões. Outra opção diferente é alugar uma chácara e dispor tendas em locais estratégicos. Embaixo delas ficarão a pista de dança, o serviço de comes e bebes, cadeiras e mesas para os convidados. Isso permite um tom mais leve e bucólico à festa. É que era tradição realizar a festa em horário noturno, mas a opção em chácara permite inovações na decoração e atrações (mágicos ou “videntes”, por exemplo) diferentes e criativas.

No caso de um salão formal, é importante caprichar na decoração. E isso vai depender do gosto – e do bolso, é claro – de cada um. O organizador de eventos Kleber Patricio, colunista da Revista da Tribuna foi contratado para fazer a festa de 15 anos de uma moça campineira. O local escolhido foi o hotel The Royal Palm Plaza e os pais vão desembolsaram algo em torno de 50 mil reais para oferecer o melhor para seus 250 convidados.

Segundo a tradição, a hora máxima da festa é a valsa, que é dançada inicialmente com o pai da aniversariante e depois acompanhada por outras 15 amigas e seus respectivos pares. O vestido longo não é mais tão exigido, mas a debutante deve se destacar entre suas amigas nesse momento. Em muitos casos, aniversariante troca de roupa e penteado só para a valsa. As amigas estarão com roupas iguais e os rapazes, de smoking. Entre as tradições está a de cada garota segurar uma flor diferente durante a valsa. Outras, menos econômicas, prevêem uma pedra preciosa nas mãos das quinze eleitas. Entretanto, nem sempre segue-se esse ritual. Na de Déborah, por exemplo, os pares seguraram velas enquanto valsavam.

Após a valsa, serve-se o jantar. Por fim, canta-se os parabéns à frente de um bolo diferente (parecido com o de casamentos) e é feito um brinde com champanhe para a aniversariante e sua família. A partir daí, o DJ toma conta do som e a moçada se esbalda na pista.

 

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