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Imigração Alemã

Alemães Indaiatuba

Sociedade Escolar
do Bairro Friburgo
comemora 126 anos

Silvia Bolívar

Em outubro a Sociedade Escolar do Bairro Friburgo (SEBF) estará em festa. É que no dia 13 de outubro de 1879 os imigrantes alemães fundaram a Escola Alemã de Friburgo com o objetivo de alfabetizar e dar continuidade aos estudos das famílias que emigraram para a região de Indaiatuba para trabalhar como colonos em fazendas de café.

A saga dos alemães é semelhante à dos suíços. Todos chegaram ao Brasil a partir de 1845 para substituir a mão-de-obra na lavoura. Os fazendeiros sabiam que a escravidão estava com os dias contados e resolveram “contratar” europeus para o serviço, no sistema de parceria. Na verdade, os contratos eram engodos – havia-se que pagar a viagem, a estadia, os alimentos e até as enxadas. Entretanto, muitos dos descendentes conseguiram se firmar e até adquirir terras.


O Grupo de Dança dos descendentes de alemães tem gente
de todas as idades – e etnias – e muita alegria para oferecer

A Europa passava por crise colossal - com peste, fome, cidades dizimadas por guerras napoleônicas - e as terras brasileiras eram propagandeadas como de fácil manejo, possibilitando enriquecimento rápido. Em 1850 um núcleo de nove famílias (65 pessoas) provenientes de Holstein, norte da Alemanha, foi contratado para cultivo na fazenda Sete Quedas, em Campinas. O proprietário era José Bonifácio do Amaral, o visconde de Indaiatuba, que pôde trazer o grupo através de financiamento de Dom Pedro II, seu grande amigo.

Em 1864, uma pequena colônia agrícola se formou a alguns quilômetros a oeste de onde hoje fica o Aeroporto de Viracopos. Fundam escola, uma igreja e, mais tarde, um cemitério. O local recebeu o nome de Friedburg (que significa castelo da paz) e mais tarde, Friburgo. Com o núcleo, famílias alemãs vão se mudando para o local, adquirindo terras de fazendeiros brasileiros.

Parte dessa região passou a pertencer ao município de Campinas após a Segunda Guerra Mundial, perdendo Indaiatuba cerca de 50 km² de seu território. Mesmo assim, famílias alemãs se desenvolveram, como Gübell, Fahl, Büll, Steffen, Quitzau, Krähenbull, Schaeffer e Wulf, entre outras. Indaiatuba conta entre sua população com significativo contingente de descendentes de alemães, que continuaram chegando à região nas primeiras décadas do século 20, principalmente após a Primeira Guerra Mundial.

A igreja luterana
de Friburgo, construída
pelos imigrantes, diz o
seguinte “Terra, Terra,
Terra ouvi a palavra
do Senhor”


A força germânica se faz presente através das festividades organizadas pela Sociedade Escolar do Bairro Friburgo, a associação da etnia alemã de Indaiatuba. Na SEBF são realizados almoços e outros eventos com culinária típica e dança folclórica, nos quais a alegria e os trajes típicos encantam os visitantes.


Alemanha parceira do Brasil

Empresas como a Mann+Hummel
ajudaram no desenvolvimento de Indaiatuba

Não foi exatamente a presença de descendentes de alemães que fez a então Filtros MANN construir sua fábrica em Indaiatuba. O principal atrativo foi uma cidade cujo sol brilha na maioria dos dias e pessoas com muita vontade de aprender um ofício novo. A vinda da Mann para a cidade aconteceu em 1979, depois de atuar por 25 anos na sede em Santo Amaro, na Grande São Paulo.

A empresa alemã iniciou suas atividades em 1941, em Ludwisburg. Em 1954 abriu filiais na Argentina e no Brasil. A MANN+HUMMEL atua na linha de Filtros Automotivos, e Coletores e Galerias e atende 95% das marcas automobilísticas no Brasil. Atualmente emprega 910 funcionários e contrata 177 prestadores de serviços, num total de 1087 trabalhadores diretos e indiretos. São produzidas 25 milhões de peças, entre sistemas completos, elementos filtrantes e coletores. O faturamento anual, em 2004, alcançou R$ 318,9 milhões.

Na comemoração dos 50 anos de atividade no Brasil, em 2004, o presidente mundial do Grupo, Dieter Seipler, fez um discurso emocionado em Indaiatuba, ressaltando que trabalhou em muitas empresas (20 anos na Bosch, por exemplo), mas nunca havia visto (e sentido) funcionários tão próximos e amigos em toda a cadeia produtiva.









A mudança da capital para o interior teve grande impacto nos funcionários, porque vinham de uma metrópole agitada e estressada para uma cidade tranqüila do interior. Hoje, com a cidade planejada e através de um gerenciamento pessoal afetivo, a fábrica prosperou e vem crescendo.

Pela qualidade de seus produtos e serviços a MANN+ HUMMEL conseguiu certificados importantes como o ISO 9001, o QS 9000 e o VDA 6.1, o ambiental ISO 14001 em 2001 e ISO – TS 16949 em 2004.

Os investimentos em Ações Sociais crescem também a cada dia junto com a vontade dos funcionários em ajudar a cidade. Em 2004 foi realizada a 1ª Gincana Social que sensibilizou toda a comunidade e promoveu melhorias em escolas infantis, creches e praças.
A MANN+HUMMEL Brasil elegeu 2005 o Ano do Voluntariado e planejou campanhas solidárias por datas comemorativas, tais como “Seja o coelhinho da Páscoa de uma criança”, “Faça uma mamãe feliz!”, Vamos alegrar um Papai?” e agora, em outubro, “Brincadeira de Criança, como é bom!”. Segundo funcionários, executivos e presidentes, a MANN+HUMMEL Brasil pode ser resumida em uma só palavra: AFETO.

A empresa também investe em aperfeiçoamento dos trabalhadores, incentivando-os a estudar. Preocupa-se com o bem-estar dos seus colaboradores investindo em áreas de lazer, descanso e biblioteca. Presenteia a todos nos aniversários, entrega kits para papais e mamães, kits escolares para os filhos de colaboradores todo início de ano, entre outras ações.

Por esses motivos foi eleita em 2005, pelo segundo ano consecutivo, como uma das 150 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil pelo Guia Exame da Editora Abril.

A MANN+HUMMEL Brasil acredita e comprova que, através de uma política de valorização de seus funcionários, os resultados são cada mais mais surpreendentes.

 

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