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Dia do Médico

Salvando vidas
e esperanças

Transplante de órgãos ajudam médicos a dar (nova) vida a pacientes



Hospital
Augusto
de Oliveira
Camargo,
o Haoc,
fundado
em 1933











Muitos já sentiram que os médicos tinham literalmente suas vidas
nas mãos. É quando passaram por graves cirurgias, enfermidades ou foram vítimas de acidentes ou violência. Não importa se rico ou pobre, se bandido ou vítima, o médico vai lutar com a mesma tenacidade para salvar aquela vida. Muitas vezes, resistindo ao próprio cansaço.

Essa é uma das profissões que não conhece hora e lugar. Em qual cidade ou país esteja, se chamado a agir numa emergência, ele não hesitará. Ainda é um dos cursos mais concorridos em vestibulares e seus estudantes precisam dedicação integral durante muitos anos até se formar e se especializar.

Em Indaiatuba, temos visto aparecer a terceira geração de médicos, como Emerson Maschietto, cujo pai é ortopedista e seu tio-avô foi um dos pioneiros a atuar na cidade. Outro ortopedista, José Inácio Travizanuto, tem seu filho Rodrigo trabalhando em Campinas. O anestesista Orlando Annicchino tem três filhos médicos – Orlando Jr., Flávio e Guilherme. A lista se prolongaria com outros bons exemplos. Essa vocação não mira exatamente a riqueza, embora médicos tenham situação financeira mais privilegiada. Hoje, os formados (e até os antigos) precisam se dividir em hospitais e clínicas para receber o mesmo que médicos nos anos 60 e 70 recebiam.

Novos tempos
A tecnologia de ponta está presente em Indaiatuba, ajudando os profissionais em diagnósticos e procedimentos com resultados rápidos. A cidade conta com especialistas em todas as áreas e muitos profissionais são referências nacionais e internacionais. É o caso do cirurgião plástico Jalma Jurado que integra a primeira equipe brasileira do SUS para cirurgia de troca de sexo – sua técnica inovadora e foi mostrada em duas reportagens da Revista da Tribuna; e também do reumatologista José Roberto Provenza e o gastroenterologista Waldemar Prandi.

Os médicos locais, liderados pela eficiente Associação Paulista de Medicina (APM) Regional Indaiatuba, estão trabalhando na conscientização da importância da doação de órgãos para salvar vidas. Um simples transplante de córnea permite visão a um cego. Um pedaço de fígado pode salvar uma criança.

A questão vai além de conceitos religiosos. Quando, realmente, cessa a vida? Os médicos intensivistas – que atuam em UTIs – têm critérios para avaliar se não há mais chance para um paciente. A morte cerebral é confirmada através de uma série de exames, que são refeitos mais algumas vezes. Não pense que o médico é alguém já sem emoções (de tantas vezes que viu a morte nas suas mais negras faces).

Muitos se abalam, mas sabem que o órgão daquele paciente que está indo embora vai salvar não só uma, mas algumas vidas. Essa campanha é abraçada também pela Prefeitura, Câmara e Organizações Não-Governamentais (ONG). É importante lembrar que a doação inter-vivos (medula, rim, parte de fígado, sangue) é outro recurso de amor (e vida) para quem não resta mais esperança.

APM
A APM, hoje presidida pelo psiquiatra Francisco Carlos Ruiz, tem prestado bons serviços à população de Indaiatuba. Na gestão anterior, a ginecologista Karine Schlüter lutou bravamente para equiparar salários dos médicos da rede pública aos praticados em cidades vizinhas. A APM também promove palestras de assuntos específicos e outras, de amplo interesse, como a que mostrou que o mau-humor pode, sim, ser uma doença, a distimia.

Hospitais
A homenagem aos médicos de Indaiatuba inclui a relevância do Hospital Augusto de Oliveira Camargo, o Haoc. Fundado em 1933, hoje ampliado e modernizado, é procurado até por pacientes de cidades. O Haoc passou a atuar também como um convênio médico e odontológico em conformidade com as regras do Ministério da Saúde.
No fim década de 90 o Hospital Santa Ignês também foi ampliado e reestruturado e conta hoje com três salas cirúrgicas, 78 leitos, UTI adulto e atendimento especial ao neonatal.

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