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De pai para filhos
Sucesso
da empresa
deve-se à harmonia da família

1945
– Laercio, Orderico, Mildes, o pai Primo José Mattione
com Wilson,
a mãe Adelia F. P. Mattione carregando João, José
Eurides (circulo), Zéfiro e Ester – nasceram depois Verena,
Antonio Almir e Helvio
Nem
sempre filhos conseguem manter o mesmo sucesso que
seus pais obtiveram nos negócios. Às vezes, porque têm
outros projetos; em muitos casos, por falta de aptidão mesmo.
Retratamos aqui um dos mais bem-sucedidos casos de continuidade empresarial.
A Funerária Mattioni e o Sesoma (Serviço Social Mattioni),
bem como seu proprietário, José Eurides Mattioni renderiam
um bom livro, desses que mostram como perseverar e ter garra são
uns dos principais passos para o sucesso.
Mas o orgulho maior do empresário é ter seus três
filhos – Adriana, Vinícius e Rosimara – trabalhando
com ele, os três excelentes profissionais. Eles assumiram o controle
da empresa, mas José nem pensa em se aposentar, mantém
sua rotina inalterada, embora se permita mais tempo para lazer e viajar
sem preocupações. Já na terceira geração,
temos seu neto, filho da Rosimara (Rennan), que é estudante do
3º ano de Engenharia Civil, e que também colabora na empresa
em seu período de férias.
Começo
difícil
“Além do amor normal de filhos para os pais, no nosso caso
há uma profunda admiração por esse homem que sofreu,
venceu obstáculos e fez com que os filhos entendessem a importância
da boa administração financeira, sem jamais esquecer de
ver o lado humano em cada situação”, fala emocionada
Adriana, que administra o setor de contas a pagar e atendimento ao público
da empresa. “No dia 25 de outubro meu pai completa 64 anos, e
sua história de vida é importante para jovens que estão
entrando agora no mercado de trabalho”, completa Rosimara.
José
Eurides Mattioni,
na Polícia Militar
José
começou a trabalhar aos 13 anos na Funerária Milanesi.
Depois, seu pai chamou o filho para ajudar na padaria da família.
“O antigo patrão falou que cobriria a oferta de salário
daquele funcionário exemplar, mas não teve jeito, ele
optou em ajudar o pai, além de trabalhar no que seria dele futuramente.
Foi uma decisão difícil, pois ele tinha grande admiração
e gratidão por Milanesi”, explica Adriana. Em 1962 entrou
para a Polícia Militar, deixando a agremiação nove
anos depois. Foi quando decidiu aventurar-se em vendas, no sistema caixeiro-viajante.
“Não foram tempos fáceis”, revela a esposa,
Maria Helena, acrescentando: “Muitas vezes não vendia nada
em uma cidade e precisava dormir no próprio fusquinha, já
que não tinha como pagar hospedagem.”
A família sofreu um baque muito forte: a morte de um filho, aos
dois anos de idade. Sem condições financeiras para um
tratamento adequado, recorreram a um médico que diagnosticou
bronquite, quando na verdade o menino estava com grave pneumonia, causa
de sua morte. “Entendemos quando vemos pais desesperados com a
morte dos filhos, também passamos por isso” solidariza-se
Maria Helena.
Avanço
José passou a se dedicar aos filhos e esposa para que a harmonia
familiar fosse sempre constante. Num lance inusitado recebeu a proposta
de José Milanesi para que comprasse sua funerária. “Mas
como, se não tenho dinheiro?”, lamentou Mattioni. Mas ele
tinha terras improdutivas próximas ao Mosteiro de Itaici e Milanesi
propôs uma troca, satisfazendo as duas partes. Alguns anos depois,
comprou também de Milanesi uma papelaria, que por anos e anos
foi referência em Indaiatuba.
Após alguns investimentos que não deram certo, houve um
período de crise financeira, época em que precisou tirar
seus filhos de colégio particular para estudar no Estado. Mattioni
ressalta que o fato de compartilhar suas idéias com a esposa
e os filhos foi essencial para o sucesso de um pai de família.
Foi nessa época que José colocou seus três filhos
para trabalhar, dando-lhes responsabilidades, fazendo-os assumir alguns
compromissos financeiros, e mostrando a importância da ética
e dos valores morais.
“Meu irmão e eu trabalhávamos meio período
porque estudávamos no outro, e por isso dividíamos ao
meio um salário. E se pedíssemos vales, meu pai descontava
tudo no outro mês”, lembra Adriana. Empreendedor, mais tarde
Mattioni manteve sociedade na padaria Torre de Belém e foi sócio
de farmácia e supermercado. Acabou vendendo tudo para se concentrar
na Funerária e Sesoma.
Fé
A
funerária ficava na Rua Candelária e precisava se expandir.
A casa era alugada “Lutamos para conseguir nosso prédio
próprio, pagamos aluguel por 27 anos!”, comenta Vinícius,
e o terreno onde a família pensou em construir a nova sede era
muito caro.
“Meu
pai sempre teve muita fé, ele andava no terreno, orando, pedindo
para que Deus indicasse o local adequado”, lembra Adriana. Um
tempo depois, num único dia foram feitas negociações
e aquele terreno almejado saiu pela metade do preço. A família
decidiu construir uma sede moderna, ampla e com ambiente aconchegante
para seus clientes. Um elevador serve para quem não pode subir
escadas e as urnas funerárias ficam num espaço discreto.
“Buscamos algo inovador nesta área porque acreditamos que
Indaiatuba mereça.”
A moderna e atual sede, na Rua Pedro Gonçalves
Não
foi só na sede que a família resolveu inovar, hoje, seus
agentes funerários são de alta qualidade, treinados com
o que há de mais moderno na área e os que trabalham com
o público têm constantemente treinamento e assessoria para
orientação no atendimento às pessoas em geral.
Há anos a Funerária Mattioni já trabalha com o
método de Tanatopraxia que proporciona o prolongamento da permanência
de um corpo em velório por vários dias sem alteração
alguma em seu estado.
A família é unida também na fé, juntos freqüentam
os cultos da Igreja do Nazareno. Essa harmonia é sentida por
clientes que entram no local, mesmo que seja para buscar apenas uma
informação. Há um clima aconchegante que envolve
cada visitante.
Jardim
Memorial de Indaiatuba - projeto inovador

Indaiatuba
cresce a cada ano, tornando-se uma das cidades preferenciais para quem
não quer morar mais na agitação das grandes metrópoles.
Com o aumento da população, alguns problemas começaram
a surgir. Um deles é o cemitério. As vagas não
comportariam o crescimento.
Foi aí que a Mattioni Empreendimentos recebeu uma proposta de
parceria com a Fundação Leonor de Camargo Barros, proprietária
da terra, que solucionou o problema com a construção do
Cemitério Jardim Memorial de Indaiatuba, com 62.700 metros quadrados.
José Eurides, esposa, filhas, e o neto, futuro engenheiro viajaram
para outros países a fim de conhecer novos projetos para cemitérios
e velórios. Com isso, criaram um padrão inovador, um novo
conceito em cemitério, que com suas amplas salas de velório,
salas de estar, estacionamento privativo, e um lindo projeto paisagístico
agregam conforto aos enlutados e tranqüilidade para os visitantes.
“Sempre
nos perguntam o sucesso desta harmonia, dessa tranqüila passagem
de pai para filhos, e nós sempre respondemos: Foi com nossos
pais que aprendemos o que é amor e respeito, e principalmente
aprendemos a aplicá-los no que fazemos, sempre nos preocupando
com a aprovação de Deus em tudo que fazemos. Essa é
a maior herança que nossos pais poderiam nos deixar...”,
concluem emocionados os filhos de José Eurides.
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