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Prepare
seu bicho para as festas
Fricotes de todos os tipos enfeitam
e agradam animais – e seus donos!
O
Natal e o fim do ano estão aí. Todo mundo se programando
para confraternizações, passeios, reuniões ou ceias.
E seu bicho, será esquecido? Não, de jeito nenhum, asseguram
os mimadores inveterados e assumidos. E esse grupo tem aumentado a cada
ano, não importa a classe social. Quem gosta de animal quer dar
ou fazer algum tipo de mimo. As pet shops, como são chamadas
as lojas que vendem esses artigos, tiveram aumento de 20% em um ano
no Brasil. No Estado de São Paulo já são mais de
cinco mil lojas.
Indaiatuba,
é claro, está incluída, embora não tenha
hipermercados animais como São Paulo ou Rio. Recente feira latino-americana,
a 4ªPet South América, realizada no Anhembi, teve 270 expositores
e 25 mil visitantes (todos profissionais da área).
O que era encarado como fricote ou exagero movimenta hoje um significativo
mercado econômico, em manufaturas, fabriquetas, profissionais
especializados. São casinhas, colchões, roupinhas, enfeites
tipo laçarotes (para as meninas) e gravatinhas (para os machos)
e um tratamento de beleza que nada fica a dever a madames. Isso inclui
hidratação do pêlo, massagem com silicone, clareamento
dentário, tintura, manicure e, pasme!, chapinha! Sim, tudo para
ficar mais bonito e cheirosinho.
“Os
cosméticos para os animais não fazem mal porque são
desenvolvidos especialmente para eles”, assegura a veterinária
Elaine Molinari. Embora não agrade a muitos, há quem goste
de brincar com as cores dos pêlos de seu poodle, por exemplo,
usando um verde bandeira em homenagem ao Brasil (em jogos da seleção
ou no 7 de Setembro) ou um pink cheguei em determinadas ocasiões.
Ah, as unhas também são tratadas e manicuradas, recebendo
camada de esmalte colorido.
Sem
exageros
Há quem veja o excesso de mimos como algo psicologicamente errado.
Mas para a psicóloga Márcia Minioli não é
bem assim, “Gostar de animais e receber o amor deles em retorno
é salutar, faz bem aos dois lados. É claro que os exageros
podem estar inseridos em algum desvio ou baixa auto-estima”, afirma,
acrescentando que o zelo e o cuidado com os animais tem sido usados
como terapia em casos de transtornos, como depressão ou crianças
com déficit de atenção.
Em Indaiatuba não existe uma padaria (!!!) especializada em pets,
mas Cristina, Marisa e Lúcia Kaneko, da Big House, costumam receber
pedidos de bolos com fotos de cães ou gatos de estimação,
“Fizemos uma festa cujo tema era ‘dálmatas’,
e o bolo, é claro, seguiu o estilo”, lembra Cristina.
Natal
As
roupinhas para o inverno já fazem parte do guarda-roupa de muitos
cães. A cada estação, um modelito novo entra em
moda. É divertido entrar numa casa e ser recebido por um boxer
usando colete com a inscrição “segurança”
nas costas. Mas o must dos paparicos acontece no Natal. Além
de roupinhas de Papai Noel a festa oferece aos cães (ou a seus
donos?) gorro, guirlanda e bandana com motivos natalinos.
Tem mais: a onda agora é fazer Amigo Secreto para os pets (entram
na lista furões, papagaios, tartarugas e, claro, cães
e gatos). Na ceia de Natal, um prato caprichado para o bicho de estimação
também é preparado. Um churrasco temperado ou um peixe
defumado para os gatos são extravagâncias permitidas na
festa, mas atenção: nada de doces, nem um pedacinho. De
pouquinho em pouquinho você pode acabar criando um futuro diabético.
Brinquedinhos
também são presenteados para os pet. Bolas e ossinhos
já são comuns e no Natal, algo especial pode virar um
mimo curioso (embora de gosto – literalmente – duvidoso):
são “frangos” ou “leitõezinhos”
de borracha. Cachorros adoram, e seus donos se divertem. |