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Internet revoluciona hábitos
de comunicação e consumo
Sistema de compra e venda
sofre transformação radical

Luiz Francisco Ribeiro Pinto
Especial para a Revista da Tribuna

A internet é a maior idéia dos últimos 50 anos. Depois dela, nossa vida nunca mais foi a mesma. Apesar de pouco mais de uma década de uso comercial – no Brasil, a partir de 1995 – a eficácia da rede mundial de computadores revolucionou as formas de comunicação e está mudando os hábitos de consumo em todo planeta. Você se lembra da última vez em que enviou uma carta pelo Correio? A praticidade e rapidez no envio e recebimento de mensagens via e-mails e de consultas em sites (como a do seu saldo bancário), faz do uso da internet um hábito cada vez mais popular.

No Brasil, já são mais de 38 milhões de usuários. Há apenas dez anos eles não ultrapassavam 100 mil pessoas – e a adesão cresce cerca de 25% ao ano. Irá aumentar ainda mais com a queda no preço dos computadores. Eles já são vendidos por menos de mil reais e ficarão ainda mais acessíveis à parcelas cada vez maiores da população.
Esse crescimento espantoso – e inevitável – pode ser comparado a revolução provocada nos meios de transporte pela invenção do automóvel (que substituiu o cavalo e a carroça), e nos meios de comunicação, pelo surgimento do telefone, do rádio e da televisão. Da mesma forma que a indústria substituiu a manufatura, ampliando a oferta de produtos, a internet vai substituir a forma como compramos e vendemos.

Hoje, sem sair de casa, podemos ir de uma loja a outra como apenas um clic e com a mesma facilidade conhecer produtos novos e pesquisar preços, com a vantagem de economizar tempo e, sem tirar o carro da garagem e enfrentar problemas de trânsito e segurança, receber o produto na própria residência. Outra forma de estimular as vendas pela internet são as promoções de fretes grátis, que se tornam cada vez mais freqüentes.

Atualmente, 11 milhões de brasileiros já compram (e gostam de comprar) pela internet, o que representou em 2004 um faturamento, no varejo, de R$ 1,8 bilhão e R$ 2,3 bilhões previsto para 2005. O lojista que não despertar para essa realidade – ou que insistir em justificar que seu público não usa internet – dentro de pouco tempo estará em grande desvantagem ou até mesmo fora do mercado.

Compras online saem mais barato
Lojas virtuais eliminam custos e oferecem o mesmo produto com descontos vantajosos

Mariana do Amaral

Tudo o que você compra pela internet tem – ou deveria ter – um preço inferior ao mesmo produto vendido na loja. Em média, eles custam entre 20 a 30% a menos. Mas os descontos podem chegar até a 40 e 50%.

Essas diferenças foram constatadas em pesquisa realizada pela Revista da Tribuna, no portal www.omnibrasilshop.com.br – um dos maiores da América Latina, que congrega milhares de clientes no Brasil, Argentina e Portugal, e recebe cerca de um milhão de visitas por mês.

Segundo Luiz Francisco Ribeiro Pinto, 29, CEO da Omni Internacional, que há 15 anos reside em Indaiatuba, essa diferença de preços está relacionada à eliminação de custos, como o pagamento de funcionários, comissões, encargos trabalhistas, IPTU, energia elétrica, água, mobiliário, manutenção e segurança.

“As vendas pela internet dispararam. A expansão do comércio virtual é a grande revolução do século 21. Em 2003, a omnibrasilshop tinha apenas 200 clientes. Hoje, são milhares. Em três anos, as vendas das lojas do portal saltaram de um para 15 milhões de reais por mês. Em 2006, nossa meta é quintuplicar esse faturamento e triplicar o investimento em publicidade”, informa otimista o empresário.
Se, para o consumidor, as vantagens são muitas – sinalizando uma mudança radical no sistema de compras – para o comerciante representa o acesso a novos mercados, com custos reduzidos e aumento de lucros. “Nosso objetivo é abocanhar uma grande fatia do mercado de vendas pela internet para micro e pequenos empresários, fornecendo suporte para montagem e autogestão de lojas virtuais. Isoladamente, esses custos são muito elevados; unidos, todos podem tem acesso a essa tecnologia”, esclarece Luiz Francisco.

“O cliente Omni recebe um manual operacional e é habilitado a manusear 40 instrumentos que permitem atualizar o conteúdo ou mudar a forma e o layout de sua loja virtual. Todas as lojas da omnibrasilshop.com.br dispõem de sistema de segurança Thatwee SSL de 128 bits; o mesmo utilizado por grandes companhias aéreas.
Além disso, todos os clientes Omni têm créditos no buscapé.com.br – o maior site de busca de produtos da América Latina, que compara preços, e recebe 8 milhões de visitas/mês. Investimos também numa associação com a Dotz, pioneira na fidelização de clientes pela internet. Tudo isso para proporcionar ferramentas de vanguarda a nossos clientes”, enfatiza o empresário.



O futuro está em nossas mãos


Discurso do CEO Luiz Francisco,
na inauguração Omni Log

“Foi em Indaiatuba que tudo começou. Ninguém acreditava que uma loja virtual pudesse vender ou que uma comunidade de empresários como a nossa fosse dar certo. Há quatro anos, com um investimento de R$ 50 mil, e apenas um cliente, iniciamos nossas atividades em um escritório de 40m², em Alphaville. Trabalhamos durante dois anos com prejuízo, acreditando em um sonho: realizar algo diferente, que ninguém antes tivesse feito. Hoje, com milhares de clientes, faturamento de R$ 15 milhões mensais, temos uma sede de 800m², na Avenida República do Líbano, em São Paulo, e escritórios em doze cidades.

Nossa maior satisfação é saber que clientes Omni, com lojas abertas há apenas 90 dias, já faturam R$ 50 mil por mês. Cada cliente é responsável por um tijolo deste galpão. Vamos preenchê-lo de cima abaixo de produtos e implantar em todo o globo terrestre um sistema de entrega de no máximo 48 horas. Estamos construindo o maior shopping virtual deste planeta. E, tenham certeza, este sonho todos vocês ajudaram a construir.”


Relacionamento humano:
a tecnologia do futuro

Para o CEO da Omni, a real tecnologia do futuro é a valorização do relacionamento humano. “Quanto mais os empresários souberem se relacionar, mais dinheiro irão ganhar. Os clientes Omni formam uma grande comunidade de médio e pequenos empresários, com mais de 10 mil participantes, estimulados a comprar e vender entre seus próprios membros, só admitidos através de adesão”, informa Luiz Francisco.

Duas vezes por semana, às quartas-feiras e aos domingos, simultaneamente, em doze cidades, os clientes participam de animadas rodadas de Business two Business (B2B), vivenciando modernas técnicas de estímulo à comunicação e aos negócios. Em São Paulo, as reuniões contam com cerca de 1.200 participantes que colaboram com R$ 2 ou um quilo de alimento, doados às entidades assistenciais. “Novas amizades e parcerias são feitas e muitos negócios fechados”, comemora o CEO.

Além do trabalho realizado pela Ação Social Omni nas reuniões de B2B, a empresa investe em responsabilidade social. Atualmente, patrocina a Campanha de Desarmamento Infantil, promovida pela Secretaria Municipal da Fazenda de Indaiatuba, que arrecada armas de brinquedo, trocadas por revistas em quadrinhos.

Os investimentos da empresa, e sua característica empreendedorista, garantiram medalha de ouro nos dois últimos anos na disputa do prêmio Top Qualidade, concedido pelo CICESP, além de um destaque na Fraterna Integração Brasil-China.

Empresa inaugura Centro
de Distribuição em Indaiatuba

Dia 28 de outubro, com um coquetel para 600 pessoas, a Omni Internacional inaugurou no distrito industrial de Indaiatuba seu primeiro Centro de Distribuição de Produtos – Omni Log, com 740 metros de área construída. “Facilitar a vida de nossos clientes faz parte do nosso negócio”, afirma Luiz Francisco.

“Mas esse centro de logística não funcionará somente como armazém e serviço de entregas dos produtos de nossos clientes. Sob o comando do recém criado departamento de e-commerce, o poder de compra da comunidade Omni será usado para a aquisição de produtos em grandes volumes, proporcionando descontos e, naturalmente, melhores preços nas lojas de nossos clientes. E ainda faremos o serviço de entrega! Todos os novos serviços são integrados ao sistema administrativo da loja virtual. O cliente Omni administra, negocia, combina a entrega e finaliza a venda, sem sair de casa”.

A Omni Internacional é sócia benemérita, com direito a voto, da câmara-e.net (Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico), órgão gestor da internet no Brasil e atua com regime especial da Receita Federal. Uma parceria com o Instituto Brasileiro de Comércio Exterior (IBCE) possibilita aos clientes Omni consultoria para importarem e exportarem com facilidade de entrega e logística. Um número cada vez maior de clientes da empresa no exterior distribuem produtos dos clientes Omni Brasil e vice-versa.

“A Omni mudou minha vida”

Inúmeros clientes da omnibrasilshop consultados pela Revista da Tribuna afirmam estar muito satisfeitos com o retorno de suas lojas virtuais, que têm gerado elevados faturamentos. Luiz Renato, 23 anos, de Elias Fausto, químico de profissão, que vende equipamento de pesca e camping, há dois meses abriu sua loja virtual. “Estou vivendo da Omni e vendendo para o Brasil inteiro”. Com tanto retorno, ele decidiu abrir também uma loja de rua. Com excelente faturamento mensal, em um único final de semana vendeu R$ 3 mil. E vende mais cerca de R$ 1,5 mil nas rodadas de negócios da empresa, realizadas em São Paulo. “Toda quarta-feira estou lá! Fiz várias parcerias com outros clientes que revendem meus produtos em suas lojas”, esclarece.

Recuperou investimento
Marcus Vinicius, 29, vende equipamentos de informática. Em razão da redução de custos, ele migrou para uma loja virtual e também está muito satisfeito, “faturando muito”. Na Omni há quatro meses, elogia a parceira que a empresa fez com o site de busca Buscapé. Garante que, em pouco tempo, recuperou o investimento. Gostou tanto que aconselhou o pai, que trabalha com artesanato em madeira, a também abrir uma loja virtual. “Meu velho já está até exportando”, informa.

Faturando R$ 5 mil por dia
Juan Kotina, 25, da Baixo Preço, no Bairro Bom Retiro, em São Paulo, que vende equipamentos elétricos, brinquedos, entre outros produtos, afirmou a Revista da Tribuna, que está faturando R$ 5 mil por dia. Ele “abençoa” a hora em que aderiu à Omni. Essa também é a reação de Rafael, da loja virtual Beija Flor, em Indaiatuba, que vende cosméticos. “Estou exportando até para Angola”, comemora o lojista indaiatubano.


Site aumenta as vendas
da Croissant em 30%

Há 10 anos no mercado, e desde 2003 em Indaiatuba, a Croissant produz 30 mil salgados por dia: 12 mil (40%) vendidos após consulta dos clientes ao site da empresa, inaugurado há dois anos, que aumentou as vendas em 30%. Pelo site, o cliente vê os produtos, se cadastra, faz os pedidos, telefonando em seguida para efetuar a compra. O retorno obtido, superou a expectativa do proprietário, Antonio Espósito, que inicialmente fez o site para atender melhor os clientes já existentes. “Eu não esperava que minha marca fosse ser tão bem divulgada e que a clientela fosse aumentar tanto”, revela.

Fechou a loja e só
ficou com a virtual

A Solarshop e Radiohaus tem site desde 1965, ano em que surgiu a internet comercial no Brasil, mas os pedidos eram irrisórios. Fabricante de sistemas de alarme, equipamentos de radiocomunicação e de geração de energia solar fotovoltaica, a partir de 1998, com a internet mais fortalecida, os proprietários decidiram fechar a loja de rua e permanecer apenas com a loja virtual, uma vez que a maioria dos clientes não é de Indaiatuba. Hoje, 70% dos pedidos são feitos pela a internet e os outros 30% pelo telemarketing.

Aumentam as vendas
no site da Casa da Esfiha

Desde 2003, a Casa da Esfiha vende pela internet. “É bem mais comodo que pelo telefone; toda a família tem acesso ao cardápio e faz seus pedidos com calma”, informa José Rubens, um dos proprietários. Atualmente, 10% dos pedidos são feitos pelo site, mas estão aumentando muito. De 2004 para 2005, os pedidos online cresceram 70%. Hoje, o número de visitas ao site ainda é três vezes maior do que o número de pedidos online. Os clientes acessam o site para ver o cardápio e depois ligam para fazer os pedidos. Talvez, por desconfiança, quando o cliente faz o pedido pela internet pela primeira vez, sempre liga para confirmar. Depois, quando percebe que funciona, passa a confiar no sistema. Na avaliação José Rubens e seu sócio Hélio Rubens Batista, o site é um sucesso e superou as expectativas. “Tanto que a administração do shopping de Montes Claros (MG) conheceu a Casa da Esfiha pelo site, o que transmitiu muita credibilidade, convidando-nos em seguida, em 2004, para abrirmos uma loja naquela cidade”, esclarece José Rubens.

Site é melhor
que loja na rua

Atuando há cinco anos, a Cicabra Miniaturas, de Indaiatuba, só tem loja virtual, opção considerada a melhor pelo proprietário, por abranger todo o mundo. Com crescimento mensal de 5%, atendendo 400 clientes (90% no Brasil e 10% em Portugal e Espanha), ele afirma que “não compensa abrir uma loja na rua, devido a assaltos, aluguel e outros encargos”.

Escritórios da Omni
Curitiba, Maringá (PR), Uberlândia, Uberaba, Alfenas, Poços de Caldas (MG), Santos, Ribeirão Preto, Campinas e São Paulo (SP), que oferecem suporte online até a meia noite. Em Alfenas, com 1.050m², fica o centro de processamento de dados, com 25 programadores. No exterior, escritórios em Buenos Aires (Argentina) e Lisboa (Portugal). A Omni Internacional ainda fornece suas lojas virtuais para clientes do maior datacenter do Brasil a condominio.com, do Grupo Votorantin e J.P. Morgan, que opera o BigShop.

Em novembro, na etapa internacional do Stock Car, a Omni patrocina um dos carros. Em dezembro, no Credicard Hall, São Paulo, realiza sua festa de confraternização de fim de ano e lança o segundo número da revista Omni Internacional.

O jurídico da Omni Internacional e-Com Ltda., está sob a responsabilidade do dr. Volnei Todt, de Indaiatuba.
 

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