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Diário de Viagem

Destino: Budapeste

Por Deborah Sousa

Resolvemos meio que emcima da hora ir até Budapeste em apenas um fim de semana. Já tínhamos comprado um guia de lá, bem fininho, na esperença de sobrar um tempinho. Deixei o guia sobre a mesa da sala, o que toda hora nos fazia pensar que precisávamos ir para lá para não desperdiçar essa “compra” tão importante.


Budapeste – Buda a noite

A viagem dura cerca de cinco horas e foi bem tranquila.Como só saímos de Zagreb e entramos na Hungria passamos apenas por uma fronteira. O guarda da Croácia foi bem bacana, na hora de devolver o passaporte arriscou um “obrigado”. O pessoal da Hungria também achou bem diferente sermos do Brasil mas não criou caso (estava achando que iam nos mandar de volta, vi num site do consulado da Hungria que os brasileiros precisavam de visto antes de entrar no País, mas o site devia estar desatualizado).

Chegamos lá a noite, e descemos numa estação que não era a principal, mas era mais perto do hotel, melhor, pensão familiar. Como não tinha onde trocar dinheiro, não tinhamos como comprar passagens para o ônibus ou bonde e fomos a pé mesmo até o hotel. Não era nada perto, mais de meia hora quase correndo pelas ruas desertas. Chegamos no que parecia uma casa, por Deus vi uma placa bem discreta dourada na porta que tinha o nome “Ábel Panzio”. Um senhor muito educado, que falava bem inglês, estava nos esperando. O quarto era bem limpo e confortável,mas sem televisão (acho que não teria utilidade).
Passeios - Dia seguinte, acordar cedo para as atividades.


Budapeste – Basilica por dentro

Resolvemos fazer um CityTour em um ônibus aberto, o mais cedo possível. Deu tudo certo, em menos de uma hora entendemos quais eram os ônibus, bondes, metrô. Compramos passagens, trocamos dinheiro, achamos o ponto de partida do CityTour, pagamos e entramos.

Ao entrar você coloca um fone de ouvido que nesse caso tinha 16 opções de línguas, com português de Portugal, o sotaque é engraçado mas dava para entender bem. Quando o tempo é curto, o Tour é uma ótima opção, explica e mostra um monte de lugares, a tarde voltamos aos mais interessantes por nossa conta e risco (como diz o Silvio).


Budapeste – Deborah na Basilica

Bem vamos a um pouco de informação: Buda era uma cidade e Peste outra. No meio passa o Danúbio. Elas são ligadas por nove pontes. Budapeste passou a existir oficialmente como uma só cidade em 1873.

As duas cidades são muito antigas, pelo que entendi Buda é um pouco mais. Os Celtas também já praticavam seus sabás por essas terras, foram um dos primeiros a ocupá-las. Na Idade Média as bruxas também apareceram e tomaram conta do morro que hoje é conhecido como Citadela, dizem até que elas jogaram um padre lá de cima.


Budapeste – Castelos

Os turcos ocuparam Buda (e metade da Europa) nos anos de 1600 e tantos. Destruíram muita coisa e contruíram outras.Uma das principais marcas que eles deixaram em Budapeste são os banhos termais. As águas de lá são muito boas, brotam da terra quentes e com propriedades medicinais.Muitas pessoas vão até a cidade para se tratar,hotéis antigos guardam características da época e mantém as pscinas. Infelizmente não tivemos tempo ( e dinheiro) para um banho nas famosas psicinas....esse será o principal motivo para um dia voltarmos a essa cidade.

A Hungria tenta se auto afirmar como um país da Europa Central, não aceita ser chamada de leste Europeu. O País sofreu muito durante toda a história, como em Viena, nada é muito antigo, o que era realmente muito antigo foi se perdendo nas guerras.
Budapeste em especial, foi invadida, foi dividida e foi bombardeada. O que não se perdeu com os turcos, se perdeu com o império de Hamburgo, o que não se destruiu com a primeira guerra mundial, foi abaixo na segunda guerra.Todas as pontes da cidade foram bombardeadas na 2a. Guerra Mundial.


Budapeste – Feira de Artesanato

O Parlamento, que é a maior e mais famosa contrução da Hungria foi bombardeado na 2 guerra e por sorte, uma das bombas na cúpula não explodiu. Todos os hotéis antigos e bonitos a beira do Danúbio do lado de Peste foram bombardeados. Hoje o que se vê é uma cidade muito bonita, mas a maioria dos hotéis são recentes, as contruções não são originais, tudo precisou ser recontruído, o que gastaram dava para fazer outra cidade. Mas era preciso se reeguer....


Budapeste – Parlamento

Esse problemas não deixaram a cidade menos bonita, apenas mais sofrida. As pontes são lindas, todas diferentes, cada uma feita por um arquiteto. Nosso guia era com o “Top 10” de Budapeste porque já sabíamos que não teríamos muito tempo mesmo.

No domingo fizemos um “River Tour”é um passeio dentro de um grande barco também com tradução em português nos fones. Muito engraçado o sotaque, mas a estória que eles inventaram era bem interessante para os turistas irem escutando. Buda era contada pela voz de um homem e Pest de uma mulher.

Eles nos contavam como se fossem um casal, os anos de namoro (que Buda e Peste eram cidades separadas) até finalmente se “casarem” com a construção das pontes. Contam também sobre a “separação” forçada na época das guerras com a destruição das pontes.


Budapeste – Ponte e ao fundo Termas

Os detalhes não se perdiam com essa essa forma romântica de explicar uma cidade. A noite quem narra o passeio é o Rio Danúbio ,mas não tivemos tempo $$$$$$.

Pest é mais noturna, mais animada, com os restaurantes, cafés, lojas etc. Buda é mais cultural, tem os museus, a Citadela, os castelos, a parte mais antiga, os banhos, muito bonito. Dizem que Pest vai dormir em Buda, ou seja, Buda é mais calmo, mas na verdade são tantas pontes, é tão fácil ir de um lado ao outro, porque as cidades estão muito bem interligadas.


Budapeste – Placa com igreja medieval de fundo

O artesanato é muito bonito, de enlouquecer, mas tudo em Euro, apesar deles terem o próprio dinheiro-HUF, super desvalorizado, estão precisando de uma visitinha da equipe de economia do FHC. Precisam cortar uns zeros, tudo é trezentos, quinhentos, mil, um exagero. Porém, na verdade, tudo é cotado em Euro...
No sábado a noite resolvi seguir a dica do nosso “super guia “e fomos jantar em um restaurante ao lado da Opera House em que os garçons também cantam ópera .Achei que não íriamos entrar porque o lugar era chique e nossas roupas de turistas cansados não combinavam com o local, mas os garçons liberaram.

Tinha uma moça cantando ópera, tinha um pessoal tocando piano, violino e a cada meia hora todos os garçons paravam e cantavam um pouquinho, muito bonito e animado.E a comida: nota 10!!!!!

História
O prédio do Parlamento, inaugurado em 1902, após 17 anos de contrução tornou-se o maior parlamento do mundo, logo depois a Hungria se separou do império Austríaco e o parlamento automaticamente se tornou grande demais para o País.
Tem também uma pequena ilha no meio do Danúbio, chamada Margareth, em homenagem a filha do Rei em 1200 e poucos. Ela foi para ilha e entrou para um convento contruído lá. Na época dos turcos tudo foi destruído dando lugar a um harém dentro da ilha. Hoje é um “Parque Ibirapuera”.


Budapeste – Ponte com leão


Tivemos a oportunidade de ir a um museu onde estava acontecendo uma exposição de Salvador Dalí, bem interessante....
Existem também muitos grandes barcos (não chegam a ser verdadeiros navios) que navegam pelo Danúbio, as pessoas fazem cruzeiros pelas cidades que ele cruza, como em Viena, por exemplo.

Infelizmente a volta do trêm era cedo, 15 horas de domingo e na base do pinga pinga. Foram mais de sete horas de viagem para voltar. Viemos com uns estudantes de Filosofia de Zagreb. Após de várias horas em silêncio começamos a conversar sobre o Brasil, Zagreb, filmes viagens...foi animado.
Enfim, quando puderem, não percam a oportunidade de conhecer esta linda cidade da Hungria.



Budapeste – Geral


Budapeste – Praça


Budapeste – Souvenier

Um abraço,
Deborah

 

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