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Mulheres mais sensuais

Customização, leveza e cor
marcam a chegada da estação

O verão é a estação preferida pela maioria das mulheres já que as cores são mais alegres e valorizam a feminilidade. E este verão promete lindas e criativas novidades. Segundo Eva Maria Ferreira, da Eva Maria Bijoux, os estilistas estão apostando em tendências já aclamadas na Europa: romantismo e toques africanos, indianos e havaianos. “Há a valorização dos tecidos naturais, seguindo a linha do ecologicamente correto. Também importante é a customização, que faz de cada roupa, literalmente a única”, explica a empresária, acrescentando que a técnica gera trabalho para uma série de pessoas. Customizar é transformar uma roupa, usando miçangas, lantejoulas, patchwork, rendas, sianinhas ou qualquer item colocado à mão.


Tendências

Os tecidos “amassados” também estão em alta. As saias e vestidos longos e médios voltaram com tudo. São peças femininas, que exploram a sensualidade natural da mulher. “Aliás, anote aí: os homens preferem as mulheres de saias ou vestidos em vez de calças compridas”, avisa Eva Maria. As batas permanecem na moda, embora estejam mais estreitas. As blusinhas vêm com acessórios que integram o design – tem uma que vem com o colar junto, na própria roupa. As cores que imperam são o fúcsia, turquesa, variações dos marrons-terra e o verde. O objetivo é sempre levantar o astral. Na verdade, a profusão de cores alegres é a porta para as festas de fim de ano. “As novidades para o Réveillon são o laranja, o dourado e os tecidos crus – estes, com acessórios variados e combinantes”, explica.

Outra tendência forte é a calça francesinha – quase uma bermuda, ela termina logo abaixo do joelho. “O grande segredo é o calçado. Essa calça é muito versátil. Com uma sandália de salto fica muito chique em coquetéis e jantares. Com outro salto pode-se usar para as tardes”, ressalta a empresária. “Tenho terninhos com calça francesinha que permitem à mulher estar bem vestida em qualquer ocasião”, completa.

“Modaterapia”
No início dos anos 80 ainda se via gente de Indaiatuba fazendo compras em butiques de São Paulo, Rio ou Campinas. Esse quadro se inverteu e é comum ver clientes de outras cidades virem para Indaiatuba em busca de novidades. “Algumas das minhas principais clientes têm chácara em Indaiatuba e moram em São Paulo”, confirma a empresária.

A visita a uma butique é uma espécie de terapia. Mesmo que a pessoa não compre nada, faz bem ver como ficaria aquele modelito no corpo. “Escolher a roupa que vai usar, saber combinar peças, eleva o bem-estar. Quem não gosta de receber elogios ao usar um modelo novo? Tem roupas que ficam bem numa pessoa e noutras não. Eu sou sincera, se não cair bem eu aviso”, confessa Eva Maria. Por isso, aproveite as festas (e o 13º...) para se dar um banho de loja. Certamente fará um bem enorme à sua auto-estima.

Calçados
As saias longas, rodadas, ficam muito bem com sandálias rasteiras que, assim como as roupas, também vêm customizadas. Aliás, as com salto alto (altíssimo) também estão com detalhes supercharmosos.

São borboletas, lacinhos, metais trabalhados – tudo colocado em pontos estratégicos. Fica lindo! Na moda também mesclas antes impensáveis como a cor bronze combinada com cortiça e a mistura de cetim e couro.

As bolsas podem desagradar às que costumam andar com “malas”. É que elas estão pequeninas, em couro trabalhado e com detalhes diferentes. “A dica é para que as mulheres separem o que realmente precisam levar numa bolsa. Verão que muitas coisas realmente não são necessárias”, ensina Eva Maria.


Moda quebra tabus
para o verão 2005


Tendências que antes eram de exclusividade delas, hoje inundam as vitrines de lojas especializadas em moda para eles

As cores da estação são rosa, lilás, azul, verde e salmão. Os cortes são mais justos, acompanhando a inovação dos tecidos, agora mais elásticos e confortáveis. Essas orientações podem até parecer simplórias para a maior parte das mulheres. Mas isso se estivéssemos falando de moda feminina. E não estamos.

De fato a “revolução” promovida pelo chamado “homem metrossexual” veio mesmo para ficar. E na carona trouxe uma série de apetrechos que antes pertenciam exclusivamente ao universo feminino. Pertenciam, porque hoje já não pertencem mais. Atualmente é muito mais comum ver homens (heterossexuais) investindo tempo e dinheiro em clínicas de estética e em roupas que valorizem o corpo.

Mas enquanto o movimento feminista da década de 70 queimava sutiãs e disputava o mercado de trabalho, o que os homens querem é brigar pelo mercado de consumo. O que deixa muito felizes os empresários de moda masculina, como Eide Camacho, proprietário da Rafael Magazine.

“As microfibras ainda têm público por causa da praticidade, e agora vêm com uma fibra que mistura um pouco de viscose”, destaca o empresário. É a chamada poliviscose, que hoje divide o mercado com o algodão nobre, como os fios 50 a 120, outra forte tendência do mercado masculino.

Até mesmo as calças jeans e calças sociais com lycra, antes exclusivas para mulheres, hoje estão disponíveis em cortes masculinos. Não tão justos, é claro, mas com o mesmo conforto.
Entre as camisas a onda é a Slim Fit, com um corte mais justo e acinturado. O mesmo se repete nos ternos, onde impera o “corte italiano”, com a cintura mais bem definida e duas aberturas na parte de trás do blazer.

As cores são alegres, vibrantes, apesar de permanecerem na moda os tons sóbrios de cinza e os básicos preto e branco. “Há algum tempo era simplesmente impensável um homem vestir uma camisa cor-de-rosa ou uma gravata lilás com terno. A moda masculina evoluiu muito na tecnologia e na criatividade”, explica a consultora de moda Ângela Smanioto, da Rafael Magazine.

As listras também estão em alta. Nas camisas, nas gravatas, camisetas e pólo, todas trazem listras, verticais ou horizontais, em qualquer espessura. Até mesmo o terno risca de giz permanece intocável. É de longe o campeão de vendas.

Na moda mais descontraída as cores seguem a mesma tendência. As camisetas com gola careca são a coqueluche e as do tipo baby look agora trazem estampas emborrachadas com números, seguindo outra vertente antes exclusivamente feminina. As bermudas também estão com força total, na maior parte mais compridas (abaixo do joelho), mas mantendo o mesmo conceito de caimento e tecido mais sedoso.

“Os homens antes malhavam o corpo, mas era só para eles. Hoje já fazem questão de mostrar a silhueta com roupas mais acinturadas. Essa é uma tendência que veio para ficar”, sentencia a consultora. Pelo menos é o que esperam os empresários do setor.

 

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