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Traduzindo em miúdos, segundo o dicionário, paquerar que
dizer “ir à caça de pacas”. Se o animal que
deu origem ao verbo paquerar está quase extinto na região,
os paqueradores e paqueradoras, pelo contrário, estão
em todos os lugares. Nesta edição, você vai conhecer
os dez mais paquerado(a)s na cidade, escolhidos por nós.
Uma escolha difícil e até mesmo arbitrária.
Tanto que vários dos “eleitos” discordaram da indicação.
As respostas que deram às perguntas da Redação,
muitas vezes, são picantes, engraçadas, e até mesmo
um pouquinho falsas e moralistas, mas dão dicas legais para os
que querem treinar e participar da seleção do próximo
ano.
E então?
Vamos paquerar e se candidatar ao titulo??
Você
é um(a) do(a)s mais paquerado(a)s do ano?
Rodrigo: Fui escolhido, como vou achar que não?
Alexandre: Vocês é que estão
dizendo.
Marcelo: Acho que sim, mas há pessoas anônimas
também muito paqueradas.
Kleber: Não. Fiquei surpreso por ser
escolhido.
Zé Maria: Evidente que não.
Luana:
Tem meninas mais queridas na cidade.
Luciana: Nunca imaginei ... Mas obrigada.
Dariane: Não, até porque estou
em um relacionamento já há algum tempo.
Monique: Não. Fiquei surpresa com o resultado.
Luiza: Sei que paquero e sou paquerada.
O
que leva as pessoas a te paquerarem?
Rodrigo: Em primeiro lugar, a aparência.
Em seguida, um bom papo ajuda muito.
Alexandre: Talvez por estar sempre na mídia
e ter uma vida social ativa.
Marcelo: Interesse econômico, social ou
o simplesmente a pessoa realmente estar a fim de mim.
Kleber: É preciso perguntar para as pessoas
que me elegeram.
Zé Maria: Se for verdade, não
tenho a menor idéia.
Luana:
Deve
ser pelo meu jeito de ser.
Luciana: Sou muito discreta e simpática,
isso conta muito mais do que ser bonita e gostosa.
Dariane: Não faço a menor idéia
Monique: Talvez por ser simpática e estar
sempre sorrindo.
Luiza: Por estar bem comigo e de bem com a vida.
Você se acha bonito (a)?
Rodrigo: O espelho de casa nunca quebrou.
Alexandre: Às vezes. Depende do dia e
do “estado de espírito”.
Marcelo: Mais bonito por dentro do que por fora.
Kleber: Minha mãe sempre me achou bonito...
Zé Maria: Honestamente, não.
Luana:
Bonitinha.
Luciana: Não.
Dariane: Não. Tenho outras qualidades,
bem mais significativas.
Monique: Às vezes. Sou muito vaidosa
e estou sempre me cobrando.
Luiza: Tem algumas coisinhas que podem melhorar,
mas no geral tá bom!
Que
parte de seu corpo é a mais bonita?
Rodrigo: Todas falam que tenho o sorriso muito
bonito, e eu concordo.
Alexandre: Os olhos. O sorriso.
Marcelo: Minhas costas, peito e meus ombros.
Kleber: Meu rosto.
Zé Maria: Nesta fase da minha vida, isso
não é importante.
Luana:
Cintura
Luciana: O olhar.
Dariane: Meu corpo por inteiro.
Monique: Meus olhos.
Luiza: Minhas pernas.
Fisicamente,
como você se define?
Rodrigo: Acho meu corpo legal, sempre gostei
de academia.
Alexandre: Uma pessoa comum. Para mim, o mais
importante é o caráter.
Marcelo: Gosto muito da minha constituição
física. Tenho altura, peso, corpo, cabelo e rosto que me agradam.
Sou bem resolvido com isso.
Kleber: Uma pessoa normal.
Zé Maria: Pela minha idade, tá
tudo em ordem.
Luana:
Não me acho gorda, mas não sou magra .
Luciana: Normal. Sempre tento melhorar, como
qualquer pessoa.
Dariane: Privilegiada... Faço boxe, corro
e treino. Atividade física é fundamental. O corpo responde
bem a tanto empenho.
Luiza: Uma pessoa vaidosa e que gosta de se
cuidar.
É
bom ser paquerado(a)?
Rodrigo: É ótimo! Você se
sente bem consigo mesmo. Resumindo, é muuuuuito bom!
Alexandre: Massageia o ego.
Marcelo: Lógico! Deixa a gente mais feliz,
o dia mais gostoso, você levanta mais leve, a pele fica mais brilhosa.
Kleber: Quem não gosta ?
Zé Maria: Se isto realmente acontece,
faz bem para o ego.
Luana:
Claro!
Todo mundo quer ser notado de alguma maneira
Luciana: Desde que seja saudável e tenha
respeito, sim.
Dariane: É bom receber um elogio sincero.
Monique: Sim, faz bem pro nosso ego.
Luiza: Claro que sim!
Como começa uma paquera?
Rodrigo: Por aquela olhada meio tímida,
de ladinho, depois uma mais demorada e penetrante, e aí vem o
sorrizinho; se ela retribuir, é meio caminho andado.
Alexandre: Com olhares.
Marcelo: Sempre pelo olhar. Os olhos têm
palavras. Falam por si só.
Kleber: Pelo olhar.
Zé Maria: Por uma atração
física que leva a uma tentativa de aproximação.
Luana:
Acho que deve começar pelos olhares.
Luciana: Quando algo te atrai em outra pessoa.
Dariane: Os solteiros deveriam valorizar mais
o olho no olho. É essa troca de olhares que irá dizer
se a abordagem será bem sucedida ou não.
Monique: Pela troca de olhares.
Luiza: Com um olhar diferente.
Quem
tem mais desenvoltura para a primeira abordagem?
Rodrigo: O homem sempre teve. A mulher, só
se tiver extremamente afim.
Alexandre: Os homens, mas hoje elas estão
mais decididas.
Marcelo: A primeira abordagem sempre tem que
partir do homem, no fundo até as mulheres esperam isso.
Kleber: O homem.
Zé Maria: O homem.
Luana:
O homem.
Luciana: Na minha opinião isso tem que
partir do homem.
Dariane: Sou uma pessoa extremamente moderna.
Acho que as mulheres têm todos os direitos que os homens têm,
mas se tratando de uma abordagem... acho que isso sempre será
uma tarefa masculina... às mulheres é apenas aceitar ou
não.
Monique: O homem. Mesmo que haja interesse da
minha parte, deixo o homem tomar a atitude.
Luiza: Depende da pessoa e do momento.
Quando
é a mulher que toma a iniciativa, você se sente constrangido?
Rodrigo: Não. Eu acho legal. As mulheres
cada dia conseguem mais seus direitos, e querem ser independentes. Se
querem alguém, têm que correr atrás, senão
podem perder.
Alexandre: De jeito nenhum. Facilita. É
um trabalho a menos.
Kleber: Nem um pouco.
Marcelo: Prefiro que ela dê uma olhada,
aí, se houver interesse da minha parte, vou atrás.
Zé Maria: Em hipótese alguma.
Você
gosta de paquerar?
Rodrigo: Gosto, quem não gosta?
Alexandre: Se eu não estiver namorando,
sim. Caso contrário, não acho legal.
Marcelo: É muito gostoso paquerar.
Kleber: No momento não; não sinto
nem falta de paquerar, mas não posso impedir que as pessoas me
paquerem.
Zé Maria: Claro. Isso é normal
nas pessoas.
Luana:
Prefiro ser paquerada. É mais confortável e mais fácil
também.
Luciana: Não. Estou namorando no momento.
Dariane: É válido quando se está
solteira.
Monique: É sempre bom paquerar e ser
paquerada, mesmo que não aconteça nada.
Luiza: Sim.
Quantas
namorado(a)s você já teve na vida?
Rodrigo: Sério mesmo nenhuma.
Alexandre: Cinco. Sendo que uma se destacou
pois foram quase 10 anos.
Marcelo: Cinco
Kleber: Só tenho uma.
Zé Maria: Algumas, não tenho um
número exato.
Luana:
Já namorei seis pessoas.
Luciana: Um.
Monique: Tive dois namorados. Um, de muitos
anos.
Luiza: Um.
E
quantas paqueras?
Rodrigo: Não posso reclamar, foi um ano
farto.
Alexandre: Várias.
Marcelo: Só paquero minha namorada, até
pelo telefone.
Kleber: Não dá pra contar quantas
foram.
Zé Maria: Isso é pessoal.
Luana:
Três.
Luciana: Só meu namorado.
Luiza: Várias
Quantos
beijos você deu?
Rodrigo: Alguns...
Alexandre: Essa informação é
confidencial.
Marcelo: Beijar é muito bom. Quando beijo
alguém que não combina com o meu procuro nem levar adiante.
Kleber: Foram tantos que perdi a conta.
Zé Maria: Que pergunta hein!
Luana:
Não sei
Luiza: Poucos.
Foram
só beijos?
Rodrigo: A maioria deixa eu ver hummmm.. não.
Zé Maria: rsrsrs.....
Luana:
Eu namoro há 8 meses.
Não
fica faltando algo mais?
Rodrigo: Às vezes, fica.
Alexandre: A vida de baladas também cansa.
Existem momentos em que sentimos necessidade de um relacionamento mais
sério.
Marcelo: Quando não dá química
é melhor não aprofundar. Já tentei e tive alguns
dissabores.
Zé Maria: Na verdade a busca da pessoa
ideal é constante, mas pessoa ideal não existe.
Luana:
É relativo, acho que começa a faltar a partir do momento
que acontece um apego emocional.
Luiza: Claro que sim, adoro cumplicidade e companheirismo.
Que
conseqüências tem uma paquera?
Rodrigo: Pode ficar sério, dar namoro,
virar casamento, opa tô fora!
Alexandre: Pode gerar de uma amizade até
um casamento.
Marcelo: Pode durar alguns minutos ou anos.
Kleber: Uma paquera, às vezes, mexe muito
com os sentimentos e podemos não ser correspondidos, ou o paquerador(a)
estar querendo apenas curtir o momento. Em outros casos é o começo
de um namoro, que pode terminar em casamento.
Zé Maria: Depende, se existir alguma
afinidade e for recíproco, pode rolar.
Luana:
Uma
paquera pode acabar apenas nos olhares, pode se tornar um rolo ou até
mesmo um namoro. É normal. É onde tudo começa.
Luciana: Pode gerar relacionamento ou somente
amizade.
Dariane: Depende das pessoas envolvidas na paquera
e de como ela é feita
Monique: Um possível relacionamento.
Luiza: Procuro encontrar o que citei acima.
Hoje
se paquera mais que no passado?
Rodrigo: Cada ano que passa a paquera fica mais
liberal. Meu avô contava que em sua época, pra beijar na
boca, tinha que pedir a mulher em namoro e para o pai! Hoje, duas doses
de vodka e a mulherada fica assanhada.
Alexandre: Sim. A paquera está mais evidente.
Marcelo: A paquera está em baixa. É
comum você ver a moçada pedir a um amigo para fazer a cabeça
da menina, mandar um recado por alguém, ajeitar ou coisa parecida.
Dessa forma, se deixa de sentir aquele friozinho na barriga de ter que
chegar na menina, de ter que criar coragem de ir na raça. As
coisas quando são mais fáceis perdem a graça.
Kleber: Acho que não. A forma de paquerar
muda conforme o tempo e a idade.
Zé Maria: Na minha opinião não
mudou nada.
Luana:
Acho
que há cinco anos as paqueras rolavam mais. Hoje em dia, percebo
que as pessoas estão mais descaradas, principalmente na balada.
Os meninos já chegam querendo beijar pra depois perguntar o nome,
se conhecer mesmo.
Dariane: A paquera está diminuindo. Hoje
as abordagens são mais freqüentes, o que é um erro.
Monique: Não sei, acho que mudou a forma
da paquera. Hoje em dia está tudo mais fácil tanto pro
homem como pra mulher. Acho que existe menos respeito.
Luiza: Depende de como você está
e não do tempo cronológico.
Há
paqueradore(a)s que chegam a ser indiscreto(a)s, ou até mesmo
desagradáveis?
Rodrigo: Hoje tem de tudo, da mais legal a mais
chata que não se toca, sempre levo na esportiva.
Alexandre: Tem gente que é chata por
natureza e não se toca.
Marcelo: Existe pessoas que não tem o
mínimo simancol.
Kleber: Há essa pessoa indiscreta e desagradável
não só na paquera, mas em várias outras ocasiões.
Zé Maria: Isso tem de monte, mas comigo
nunca aconteceu.
Luana:
Sim. Aqueles que passam a mão no cabelo, na cintura e também
não suporto quando sentam na mesa sem serem convidados.
Luciana: Sempre tem..
Dariane: A maioria.
Monique: Muitos. Aliás, a maioria.
Luiza: Sim.
Você
já foi paquerado(a) mesmo estando em companhia de uma namorada(o)?
Rodrigo: Várias vezes. Uma vez grudaram
chiclete no cabelo da minha acompanhante. A mais comum é “ela
é muito feia pra você Rô”.
Alexandre: Quando a gente está acompanhado,
parece que aumentam as paqueras. Mas a gente tem que respeitar a companhia
e ignorar.
Marcelo: Há pessoas que não têm
simancol
Kleber: Sim, tanto eu quanto ela.
Zé Maria: Isso nunca aconteceu comigo.
Luana:
Sim.
Luciana: Sim.
Dariane: Não. Sou extremamente fechada
e não dou acesso a isso.
Monique: Não que eu me lembre.
Luiza: Sim, o que é muito desagradável.
É
só mulheres que te paqueram?
Rodrigo: Quem dera fosse.
Alexandre: Claro! Se tiver homem eu não
presto atenção.
Marcelo: Não. Eu já tomei cantada
de homossexuais também.
Kleber: O pior é que não.
Zé Maria: Rrssrsr. Se alguém me
paquerar espero que seja mulher.
É
só homens que te paqueram?
Luana: Que eu me lembre, nunca fui paquerada
por uma pessoa do mesmo sexo
Luciana: Acho que sim.
Dariane: Se já fui paquerada por alguma
mulher não percebi
Monique: Já fui paquerada por mulheres.
É horrível!
Luiza: Sim.
Vale
a pena ser bonito(a) e gostoso(a)?
Rodrigo: O que mais vale a pena é ter
saúde, mas não posso reclamar nem um pouquinho...
Alexandre: Não é ruim não.
Marcelo:. Eu uso de forma muito consciente tudo
aquilo que Deus me deu. Conheci pessoas lindas que eram feias e também
pessoas feias que eram lindas. O importante é ser bonito por
inteiro.
Kleber: É bom ser tratado assim, como
se fosse, de vez em quando.
Zé Maria: Vale a pena estar de bem com
a vida.
Luciana:
Vale a pena desde que isso não influencie na sua maneira de ser
e pensar.
Dariane: Vale a pena estar satisfeito com você
mesmo, independente da beleza e do corpo.
Luiza: Vale a pena estar bem e se gostar!

Agradecemos
ao Gustavo Lorenzzetti, 28,
namorado de Dariane,
pela colaboração
na produção desta
matéria |