ADEUS
ANO VELHO
Por Irmão Anézio
avendrame@itelefonica.com.br
Vemos
com tristeza como o tempo depressa passa, ainda ontem fazíamos
planos para o amanhã que se transformou também num ontem.
Assim lá se foi o ano de 2005, e para nossa surpresa 2006 surge
com muitas promessas, pois é um ano eleitoral.

Falam-se muito, nesse ano em metas a serem atingidas, as obras no
Rio de Janeiro para os jogos Pan – Americanos de 2007, a Copa
do Mundo na Alemanha em Junho próximo, e para terminar, sim
para terminar, o tapa buraco das nossas rodovias.
Lia num jornal de turismo, uma entrevista de uma leitora, que iria
receber amigos da Alemanha em sua cidade, eles a indagaram sobre como
viajar para outras cidades, se de trem, automóvel ou de ônibus,
e ela tristemente respondeu o melhor é de avião, sem
dizer o porque, disse ao repórter que devido ao estado deplorável
que estão nossas estradas de rodagem é temeroso sair
de automóvel para visitar cidades vizinhas.
Uma das incoerências que existe na esfera governamental é
que, por estatística se são fabricados, vendidos e colocados
em circulação mais de 1000 carros por dias, é
elementar que eles necessitam circular em rodovias feitas, mantidas
e sinalizadas, porém o que se lê é que, a grana
que o governo federal, envia aos estados para tal finalidade, foi
gasto com o 13o dos funcionários.
Daí vem a emergência e o poder jurídico interdita
a estrada, quem leva a pior é o cidadão que paga seus
impostos, o IPVA, o licenciamento, o pedágio, e não
pode circular. Quando vai a um teatro, Estádio de Futebol,
tem que pagar para estacionar, se vai ao banco tem que pagar para
usar o estacionamento do mesmo, e no Shopping é a mesma coisa.
Isso sem falar no combustível, que quando barato arruína
o motor.
Mas, vamos falar de coisas boas, que esse ano vai bater recordes em
venda de televisores por causa da Copa do Mundo, vai ter aumento substancial
ao aposentados por causa da eleição para presidente.
Cada um deve se conter dentro de suas possibilidade econômicas,
cultural, e física a fim de passar mais um ano dentro da normalidade.
Queixa lamuria, raiva não leva a lugar nenhum, o importante
é se amar, buscar boas leituras, bons programas na TV, e principalmente
ajudar a quem precisa, daí virá, tenho certeza um ano
inesquecível.