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Empresário de Sucesso

Das plantações de banana
e dendê no interior da Bahia
à delegacia do Creci
em lndaiatuba

Elisio dos Santos Café é uma figura ímpar. Daqueles que não se intimidam em botar a boca no mundo e dizer o que pensa. Por isso, ao longo dos 33 anos que reside em Indaiatuba, o corretor de imóveis ganhou admiradores e algozes.

A personalidade forte e a fama de durão acabam por render-lhe a direção da delegacia do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci). Para Café, uma casa é mais do que um investimento. “Uma casa é a realização de um sonho”, define.
Para ele, a maior dificuldade no ramo imobiliário é a presença de “oportunistas”, que resolvem investir na área sem a expectativa de continuar no ramo dentro de dois ou três anos. No caso dos loteamentos, principalmente, é preciso ter cautela. “Na compra de um lote a pessoa deve se certificar junto ao órgão competente se o mesmo está com sua documentação em ordem”, adverte o delegado do Creci.

Mas ao contrário do que se pregou durante algum tempo, Café não considera os loteamentos o vilões da falta d’água na cidade. Até porque a maior parte desses empreendimentos é comprada por investidores, e sequer está habitada.

Política
Além de construtor e corretor imobiliário, Café é o presidente do PFL. Mas seu ingresso na política se deu mesmo no PT ultra-radical, por indicação de Carlos Olímpio. Isso foi em meados de 1981, e o “namoro” com o partido do presidente Lula durou cerca de quatro anos. Logo ele estava no PFL, onde conheceu expoentes da política municipal como o ex-prefeito Clain Ferrari, e o atual deputado federal Neuton Lima (hoje no PTB). Apesar de ser amigo de Lima há mais de 20 anos, Café mergulhou de cabeça na campanha de José Onério (PDT) nas últimas eleições municipais, quando o petebista foi seu maior rival. “Eu estou como presidente do partido, e não quero que ele se torne uma mera moeda de troca. Temos muitos planos, mas só o tempo dirá se vamos ou não concretizá-los”, diz.

História
Aos 17 anos Elisio Café mudou-se da cidadezinha de Mutuípe, no interior da Bahia, para Indaiatuba. O trabalhador rural que caminhava 12 km com fardos nas costas para vender banana e dendê na feira livre daquela cidade jamais imaginaria que algum dia seria um empresário de sucesso como é hoje. Proprietário da Imobiliária Cidade Nova, recentemente ele foi escolhido como delegado do Creci em Indaiatuba.

Café conta que viajou em busca do sonho – como tantos outros nordestinos – e que veio parar em Indaiatuba meio que por acaso. “‘Tive a sorte de conhecer imediatamente a família Lui, e eles me deram o meu primeiro emprego na fábrica de brinquedos da família. Sou muito grato”, recorda o corretor. Ao contrário do que costumam afirmar os mais saudosistas, Café garante que as coisas já eram bem difíceis naquele tempo. Não demorou muito para o jovem almejar um emprego melhor. Deixou a estabilidade da fábrica para se aventurar no ramo da construção civil. Começou como servente, e depois de três meses já havia sido promovido para “meia colher”. Logo era um pedreiro de “mão cheia”. Mas aquilo ainda era pouco.

A experiência de pedreiro deu credibilidade e conhecimento suficientes para Café se tornar um construtor, adquirindo terrenos, construindo e vendendo casas. Só então ele fez o exame para corretor de imóveis junto ao Creci, abriu sua própria imobiliária, e acabou se tomando delegado da entidade em Indaiatuba. “Não dá para citar todos os nomes das pessoas que me ajudaram, mas eu agradeço a todos aqueles os clientes, amigos, colegas e a esta cidade por me acolher”, conclui.

 
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