Um
novo mercado
ao alcance de todos
Felipe Mangabeira
Na
última edição da Revista da Tribuna,
mostramos que o mercado virtual, o e-commerce, já faz parte
da nossa vida e está cada vez mais presente no nosso cotidiano.
Certamente você, leitor, já fez alguma compra pela
internet: um CD, um livro, um DVD, até mesmo um equipamento
eletrônico, por preços mais acessíveis que os
praticados no comércio tradicional. Muitas vezes não
nos damos conta que estamos criando um mercado, modificando hábitos
de compra, modificando a economia da nossa cidade, do nosso estado,
do nosso país. Tudos os ventos sopram para o “virtual”.

Imagine
seus filhos e neto fazendo compras pelo celular. Parece absurdo?
Não é. A convergência digital é uma realidade
e em breve, muito breve, vai atacar seu celular, seu computador,
seu handheld, sua televisão. Estamos na era digital, era
da informação. Isso nos direciona para a economia
digital. Vamos falar um pouco sobre essa tal de economia digital...
Desde o advento da internet “comercial”, em meados de
1994/1995, começamos a viver com informação
instantânea de todos os cantos do mundo, e-mails e etc…
Toda empresa procurou se adaptar a este novo canal de comunicação,
afinal de contras a internet não era nada além disso
na época. Todos fizeram seus sites institucionais, liam notícias
no seu portal preferido e tocavam seus negócios como sempre
o fizeram. Até que “descobriram” o lado comercial
da internet, as empresas começaram a oferecer serviços
online, vender produtos pelo mundo, até ficarem extremamente
inchadas e frágeis e, finalmente, quebrarem. A famosa “bolha
da internet” estourou e os grandes da infoeconomia resolveram
voltar à escola e aprender a administrar seus negócios
com os espresários da economia tradicional.
O resultado é o melhor exemplo de sinergia: a internet chegou
às casas das pessoas, o e-commerce começou a crescer
com segurança e “responsabilidade”, tudo ficou
no seu devido lugar. Os número são extremamente sinceros,
não mentem. O e-commerce movimentou em 1999 aproximadamente
US$ 130 bilhões no mundo todo, sendo que 45% disso representa
a fatia dos EUA.
A progressão destes números é impressionante.
Entre 1999 e 2005 o volume movimentado por este mercado aumentou
38 vezes…
Dados Globais
E-Commerce (US$ bln)
1999 2000 2001 2002 2003
2004 2005
130 282 516
1167 1845 3365 5030
E o Brasil? Qual é o nosso
espaço neste gigantesco
universo da infoeconomia?
O e-commerce no Brasil começou através de grandes
investimentos, grandes empresas do varejo que entraram no virtual.
Pelo fato de não termos fácil acesso a crédito,
os primeiros players do mercado, em sua maioria, contam com grandes
bancos em seu quadro de acionistas. Este fato foi decisivo para
que nosso e-commerce chegasse à sua maturidade. Hoje, temos
um mercado muito bem definido, poderoso, competitivo e responsável
por uma boa fatia do comércio, principalmente junto às
classes A e B.
Devemos sempre lembrar que o crescimento do e-commerce está
intimamente ligado a infra-estrutura disponível no país.
Além dos grandes investidores, a privatização
das empresas estatais de telecomunicações foi condição
sine qua non para o nascimento do e-commerce no Brasil. Hoje contamos
com condições de fazer inveja a outros países
em desenvolvimento. Veja os números da internet no Brasil:
- 22 milhões de usuários em 2002, 40 milhões
em 2006
- 900 mil domínios registrados no país; 85% são
.br
- 25% dos lares brasileiros possuem computador; 64,7% dos lares
com telefone têm Internet no Sudeste/Sul do país
- Brasileiros navegam cerca de 11h46/mês; EUA – 11h36;
Japão – 11h35; Alemanha – 9h39; França
– 8h31
- Crianças brasileiras são 2º lugar em uso da
Web em domicílio, depois da Austrália
- Banda larga já atinge cerca de 10 milhões de usuários
- 65% dos compradores de automóveis acima de R$ 60 mil utilizaram
a Internet no processo de compra
Definitivamente, o mercado está aí. Crescendo de maneira
saudável e sólida, mas qual é o próximo
passo? Depois dos primeiros, os grandes investidores que bancaram
o desenvolvimento do mercado, chegamos ao cidadão “comum”,
aquele pequeno comerciante que não tem condições
de abrir filiais, luta contra os impostos, os aluguéis, os
custos de funcionários registrados na CLT e milhares de outras
dificuldades… Como estar incluso neste próspero mercado?
Existem hoje milhares de empresas que podem desenvolver um site
comercial para este público, mas mesmo assim o investimento
ainda é alto, levando em consideração a necessidade
de constantes atualizações e ausência de informação,
treinamento e suporte ao empreendedor.
Este nicho está sendo muito bem trabalhado por uma empresa
genuinamente brasileira, composta por profissionais de comunicação,
RH e Tecnologia da Informação que vêm dividindo
seu know how e experiência com seus clientes. A Omni International
vende soluções de e-commerce, lojas virtuais e sites
institucionais auto-administráveis, onde o próprio
lojista cadastra seus produtos, controla seus estoques, administra
seus recebimentos e logística. Além disso, a Omni
realiza reuniões de B2B onde estes empresários podem
trocar experiências, produtos e serviços, além
de receber treinamento em excelência humana, empreendedorismo
e e-commerce. Sob o velho ditado “A união faz a força”,
a Omni International tem modificado a vida de micros, pequenos e
médios empresários, oferecendo ferramentas modernas
de inclusão digital, treinamento e suporte logístico
para quem não quer ficar de fora, assistindo a nova onda
do mercado: o e-commerce.
Felipe
Mangabeira é diretor de Marketing Omni International