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Ética e cidadania
se aprende na escola

Em vez de reclamar dos políticos,
dê exemplos positivos para as crianças

Maria Bernadete Wolf Scachetti

Você sabia que pode colaborar para que tenhamos melhores políticos? Nossos políticos... nossos representantes. Sim, são nossos representantes. Talvez já tenhamos esquecido mas fomos nós que os escolhemos para nos representar. Talvez por isso é que ficamos tão envergonhados quando os vemos agindo de uma maneira tão inaceitável. Mas o tempo passa muito rápido e em breve estará aí ... a eleição novamente. Nós teremos que escolher outra vez “nossos representantes”.

Muita gente diz: vou votar em branco, vou anular meu voto. Será que é esta a saída?

Sou otimista e acho que tem uma saída: nossas crianças, nossos adolescentes. Sinto que esta clientela é crítica, eles são corajosos, discordam, questionam e isso é muito bom. Mas precisamos mais, precisamos de gente com ética. E como preparar nossos futuros representantes para serem éticos? Ética, este valor tão importante está presente em atitudes muito simples.Vamos antes lembrar que um exemplo vale mais que mil palavras.


Cartaz do Movimento
pela Ética na Política, promovido pela
OAB-Indaiatuba

Uma pergunta: o que você faria se estivesse no lugar de um dos nossos políticos e fosse convidado a participar de um superfaturamento muito sigiloso, que ia lhe render alguns milhões? Ou que atitude você toma quando uma autoridade lhe aborda e oferece a possibilidade de permuta da multa por alguns trocados? E se você tiver um amigo que trabalha num banco e lhe permite “furar a fila” ao invés de esperar pela sua vez?

Voltamos a lembrar que nossos adolescentes são críticos. Se formos falar com eles a respeito de ética, com certeza farão algumas destas perguntas.

O melhor caminho é a educação, mas educação de nós mesmos, nós, eleitores. Precisamos dizer não ao modelo de alguns políticos que estão por aí. Mas para isso necessitamos repensar o nosso conceito de valores fundamentais como a ética. E este trabalho só pode ser feito por educadores.

Entendo por educador toda pessoa que exerce uma influência positiva, muito mais com atitudes do que com palavras. Nesse contexto estão os pais, nossos incansáveis e tão mal pagos professores, mas também o tio honesto, a madrinha responsável, o amigo verdadeiramente generoso.

Parece-me também que falta amor ao próximo, este mandamento tão antigo. E religião está um pouco fora de moda. Tirou-se religião da vida dos nossos jovens e foi deixada uma lacuna. Seria importante preencher este espaço de uma forma sadia para que haja o hábito de reflexão, da oração verdadeira.

Mas precisamos ter muito cuidado com esta religião que vamos oferecer aos nossos adolescentes porque eles podem usar seu senso crítico e nos dizer: “tia, ninguém merece. Rezar na igreja e enganar o outro na rua, no trabalho, na Câmara é falta de ética, e das brabas”.

Maria Bernadete Wolf Scachetti é pedagoga, educadora, palestrante e promove workshops motivacionais - Tel: 3875-3030 - E-mail: mabernadete@terra.com.br

 

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