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| Rotary
Club Indaiatuba |
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Paulo
Sérgio de Moraes Sarmento
A atuação das Câmaras foi intensa. Com mais de 100 colaboradores em cerca de 50 reuniões simultâneas, considerando todo o período de março a junho, garantiu um alto nível de participação, de pesquisas, de diversas palestras, de intercâmbio de conhecimento, de ideais e, principalmente de civismo e cidadania. As Câmaras Setoriais tiveram suas reuniões em endereços diferentes. Saúde, na Casa da Amizade, sede do Rotary; Educação, na Igreja Presbiteriana Unida; Segurança, na Casa do Advogado na OAB _ Ordem dos Advogados do Brasil - Indaiatuba; Desenvolvimento Econômico, no Indaiatuba Clube; Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, na sede da AIMI _ Associação das Indústrias do Município de Indaiatuba. Na semana de 13 a 17 de junho, o Fórum encerrou suas atividades realizando no anfiteatro da Prefeitura cinco noites de importantes palestras, sendo a primeira, na segunda feira, com o idealizador do Parque Ecológico, o renomado arquiteto Ruy Ohtake, e nos dias seguintes as palestras do presidente da Ciesp, o engenheiro Cláudio Vaz, do administrador Rogério Amato, a do superintendente de Viracopos, José Clóvis Moreira e, encerrando a semana, a palestra da deputada Rosemary Corrêa - Delegada Rose, por coincidência, também rotariana. Tornar público os trabalhos do Fórum Indaiatuba _ O Futuro em Debate vem de encontro com a própria natureza dessa iniciativa que foi, antes de tudo, a de incentivar a sociedade a discutir e buscar soluções para os seus próprios problemas. Fazê-la interagir com os poderes públicos de forma construtiva, torná-la cada vez mais participativa e interessada nas questões que interferem na vida da cidade e que acabam dizendo respeito a cada cidadão e suas famílias. O Rotary Club de Indaiatuba encontrou na Tribuna de Indaiá _ através da Revista da Tribuna, um bom parceiro para essa publicação. Tanto um como outro estão comemorando os seus 50 anos de existência e tiveram suas histórias correndo em paralelo com algumas ações em parceria como agora, sempre somando as suas histórias à própria história e a vida de Indaiatuba. Idealizamos essa publicação para marcar esse momento da história da cidade, com dados estatísticos, registros fotográficos, depoimentos, um pouco de futurologia e o desenvolvimento das discussões que levaram às propostas, fruto do trabalho de todos os que participaram do Fórum. Uma participação movida pelo civismo de mais de uma centena de pessoas, para que pudesse assegurar, daqui a 10/20 ou mais anos, um lugar ainda melhor para se viver. CRESCENDO
ACIMA DA MÉDIA
De 1996 a 2.000, a população local aumentou 4,76% ao ano _ taxa bem maior que a atual, o que foi surpreendente. Mais que o dobro da taxa de crescimento anual da população brasileira. Nos anos seguintes decresceu para 3,88%, mesmo assim, ultrapassando em muito a taxa de crescimento da população do Estado de São Paulo. Esse aumento populacional acima da média pode ser atribuído a vários fatores. Dentre eles se destacam a localização estratégica da cidade, vizinha de uma metrópole (Campinas) e do Aeroporto Internacional de Viracopos, a proximidade com São Paulo e o fácil acesso às grandes rodovias que intercomunicam o município com grandes cidades paulistas. Influenciou positivamente esse crescimento, também a boa infra-estrutura de fornecimento de água e afastamento de esgotos, a rede pública de saúde e educação da cidade, a diversidade de seu parque industrial, comercial e setor de serviços e a grande disponibilidade de terras no perímetro urbano e rural para atender a alta demanda imobiliária. Indaiatuba, nas últimas décadas, se tornou um símbolo do crescimento nacional, atraindo a instalação de grandes indústrias nacionais e multinacionais, e inúmeras empresas a elas coligadas, o que gerou sempre um nível razoável de empregos e uma taxa de desemprego abaixo da média nacional. Esse ciclo desenvolvimentista registrado no município, principalmente a partir de 1980, e acelerado nos anos seguintes, foi tão intenso que a cidade foi considerada uma das "emergentes" do país, merecedora de reportagem de capa da prestigiosa revista, Exame, em meados da década de 90. MEGAS-LOTEAMENTOS
Inicialmente, a grande expansão industrial do município, nos últimos 25 anos, atraiu muitos trabalhadores do sul de Minas Gerais e norte do Paraná, que supriram a demanda de mão de obra não especializada. A fixação dessa nova população foi favorecida, no início da década de 1980, pela realização de dois mega-loteamentos que totalizaram 9.308 lotes de 250m2: o Jardim Morada do Sol (7.908 lotes) e o Jardim São Conrado (1.400 lotes). Alguns anos depois, a permissão para o desdobramento desse lotes, praticamente duplicou a quantidade de imóveis no local. Na mesma época, o mesmo ciclo expansionista atraiu também funcionários e executivos de firmas de grande porte (vindos principalmente de São Paulo) que, com seus familiares, criaram na cidade uma classe média de elevado poder aquisitivo, que adquiriu imóveis em loteamentos fechados, abertos em área até então considerada rural da cidade, principalmente na região do Bairro Itaici, onde mais de cinco mil imóveis, com área mínima de 1.000 m2, foram ofertados. De 1997 a 2004, o lançamento de quase sete mil novos imóveis em loteamentos fechados comprovam que o crescimento desse setor imobiliário persistiu, registrando também um alto índice de ocupação. Essa performance expressa o interesse da classe média de residir em imóveis de melhor padrão, em uma cidade com boa qualidade de vida. Para muitos que residiam na grande São Paulo, Indaiatuba, a partir de meados da década de 70, foi a alternativa de trocar uma vida violenta e estressante por outra mais confortável, sem deixar de ter acesso, com relativa facilidade, aos atrativos culturais, gastronômicos ou mesmo profissionais, só disponíveis na capital. De 1997 a 2004, o número de edificações, em Indaiatuba cresceu 30,5%, saltando de 61.926 para 80.784. Um saldo de 18.858 unidades: média anual de 4,36% de crescimento. Em termos residências esse crescimento foi elevado. O aumento no valor da arrecadação do Imposto Sobre Serviço (ISS) pago pela construção civil também traduz o crescimento da cidade. Em 1997, esse item arrecadou R$ 507 mil. Até agosto de 2004, R$ 2,4 milhões. DÉFICIT
HABITACIONAL É, portanto, evidente a necessidade de se ampliar a infra-estrutura urbana atual, para suportar a futura demanda dos próximos dez anos, nos mais variados setores da vida comunitária. Consta-se, que o vertiginoso crescimento do município tem se mantido constante nas mais diferentes áreas, com taxas elevadas que não dão sinais de arrefecer. AEROPORTO
INTERNACIONAL A ampliação do aeroporto, embora não represente aumento direto de arrecadação para Indaiatuba, deve resultar em procura, na cidade, por locais para instalação de portos secos, entrepostos, depósitos e empresas de logística. O Conselho da Região Metropolitana de Campinas (RMC) criou uma câmara temática sobre Viracopos da qual a Prefeitura de Indaiatuba faz parte. Nesse sentido, a municipalidade, adotando medidas de incentivo ao setor de serviços, como logística e infra-estrutura, estará instrumentalizando a economia local, visando suprir as necessidade desse novo mercado. Em 2003, 637 mil passageiros, embarcaram ou desembarcaram em Viracopos. Com a inauguração das novas obras, a previsão é que, em breve, esse trânsito será elevado para dois milhões por ano. DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO Necessário também seria criar loteamentos com áreas específicas para abrigar serralherias, sucateiros, metalúrgicas e demais empresas deste segmento e fortalecer o Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na cidade. No que se refere ao ensino técnico, fundamental para a capacitação da mão de obra local, importante seria a mobilização da sociedade, através de suas entidades representativas, para fortalecer o município em seus pleitos junto ao governo estadual, visando a adequação dos cursos da Faculdade de Tecnologia (Fatec) à realidade sócio-econômica de Indaiatuba. Outra medida de grande importância seria a de adequar os cursos da Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (Fiec), e demais instituições municipais de ensino profissionalizante, às necessidades do mercado que será criado com a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos. Importante também estimular a permanente valorização da Fiec, da unidade local do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e mobilizar a sociedade e entidades representativas visando instalar no município uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). ESTÍMULO
À COLETA Desde agosto de 2004, com a implantação do projeto Lixo Que Não É Lixo, a Corpus coleta por mês apenas seis toneladas de lixo reciclável, em indústrias, comércios e condomínios da cidade, o que é pouco. Para entrar na segunda fase, com a coleta em residências, a companhia alega ser necessária a adesão ao projeto que perfaça pelo menos 30 toneladas/mês. Para reciclar esse lixo seletivo, a Corpus já montou no aterro sanitário um centro de triagem, usina, e depósito, e pretende contratar funcionários especificamente para esse serviço. O objetivo é ter 400 toneladas/mês destinadas à reciclagem. PLANO
MUNICIPAL DE TRÂNSITO
A construção de calçadões na área Central é uma iniciativa a ser encarada cada vez com maior seriedade. Além de diminuir o trânsito de veículos, serviria para revitalizar o Centro, estimular o comércio e proporcionar maior lazer e condições de circulação aos pedestres. Para facilitar a rolagem de veículos, principalmente nas áreas de concentração comercial, e onde ocorrem congestionamentos, é necessário aperfeiçoar o sistema de sinalização e estacionamento, bem como incentivar a construção de estacionamento vertical. Para que o trânsito flua com maior rapidez e segurança, importante também é abrir novas avenidas, deixar áreas reservadas para outras, reservar espaço para um futuro anel viário, e construir um novo terminal rodoviário, retirando da área Central o embarque e desembarque de passageiros dos ônibus intermunicipais. Promover a construção de uma rotatória na Rodovia SP-75, em frente da Toyota, ligando as marginais do Parque Ecológico ao Distrito Industrial, também seria de grande utilidade para desafogar o único acesso hoje existente. A instalação de ciclovias, nas avenidas do Distrito Industrial, como as hoje existentes no Parque Ecológico e Avenida Francisco de Paula Leite, também proporcionaria além de melhor circulação para os veículos de quatro rodas, mais segurança aos operários que locomovem de bicicleta.
Pedágio Outra medida importante seria a instalação de um pedágio de bloqueio na alça da SP-75, que dá acesso ao Bairro Helvetia, com o mesmo preço praticado no pedágio principal (25% do valor atual), para os carros com placa de Indaiatuba e preço normal para os veículos de outras cidades. A medida reduziria o tráfego de veículos, principalmente caminhões, que se utilizam dessa via para fugir ao pedágio, causando dano às estradas municipais e transtornos aos moradores. Outra iniciativa necessária na área de trânsito é a instalação de um pedágio intermunicipal de bloqueio na Rodovia José Boldrini, que liga Indaiatuba a Itupeva, com passagem livre para os veículos emplacados nos dois municípios e cobrança normal para os de outras cidades. Tal medida evitaria a atual depredação daquela estrada pelo intenso tráfego, principalmente de caminhões. CIDADE
PRECISA DE MAIS ÁGUA
Atualmente, o Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) do município mantém cerca de 50 mil instalações ativas e trata, por mês, em média, 1 bilhão e 600 milhões de litros de água (aproximadamente 20 bilhões de litros por ano). Em 8 de agosto de 2005, a autarquia, depois de vários anos de trabalho, conseguiu legalizar todas as outorgas do município, porém os principais mananciais dos quais atualmente se serve _ Rios Piraí, na divisa com o município de Salto, Capivari-Mirim, na divisa com o Município de Campinas, e a represa do Cupini, no próprio município estão no limite de suas capacidades de fornecimento, com a agravante da permanente diminuição da vazão de todos eles, em razão do acelerado desmatamento, assoreamento, captação indiscriminada por parte de agricultores e novos loteamentos em suas cabeceiras. No caso do Piraí e Capivari-Mirim está sendo estudada a implantação de grandes barragens, para dar origem à mega-represas que teriam a função de regularizar a vazão de ambos e criar condições para um maior fornecimento de água em épocas de estiagem. Mesmo assim, o potencial de captação desses rios não será elevado o suficiente para atender o aumento populacional previsto para os próximos 20 anos. A iniciativa de aproveitar a água do Córrego Barnabé, que percorre todo o Parque Ecológico, com a construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA-5), inaugurada no final de 2004, e que hoje abastece aproximadamente 20 mil pessoas, é louvável. Com o aprofundamento das lagoas existentes no Parque Ecológico, a ETA-5 poderá abastecer um número ainda maior de pessoas, porém, em épocas de estiagem o volume do córrego também se reduz bastante. Com uma vazão bem superior aos demais mananciais que abastecem a cidade, o Rio Jundiaí, que atravessa Indaiatuba, se apresenta como a alternativa natural que a cidade dispõe não só para satisfazer a demanda de água em épocas de estiagem, quando os Rios Piraí e Capivari-Mirim sofrem um drástico refluxo, mas, principalmente a demanda futura do município. Contribui para a política de preservação dos recursos hídricos, atenção especial que deve ser dada ao se autorizar loteamentos. Recomenda-se tomar o cuidado com o declive das áreas a serem "urbanizadas", para que estas não contribuam para o aumento da degradação dos mananciais, nascentes, córregos, lagoas e represas. Controlar a perfuração de poços artesianos que hoje contribuem para a diminuição do volume de água das nascentes, córregos e rios, também é necessário, bem como tratar o esgoto em estação própria ou afastá-los até os emissários públicos que levam o mesmo até a Estação de Tratamento de Esgotos do Bairro Caldeira (ETE-Barnabé), dimensionada para tratar os restantes 90% do esgoto da cidade. DIVERSIFICAR
CULTURAS AGRÍCOLAS
Incentivar a diversificação das culturas, com apoio do poder público para implantação de infra-estrutura e fornecimento de assistência técnica, seria uma boa medida para preservar a atividade agrícola na cidade, bem como a vitalidade da área rural. Apoiar as iniciativas da Associação dos Agricultores de Indaiatuba (Agroin) também contribuiria para fortalecer essa perspectiva. Reter a mão de obra na área rural, contribuí para que as pessoas que não têm outra qualificação profissional ai se mantenham, evitando o venham a morar em situação precária na periferia da cidade. Nesse sentido, auxiliam a fixação do homem no campo, iniciativas para aumentar a renda dos moradores dessa área. Entre elas, facilitar a instalação de pequenas indústrias caseiras rurais, como a produção de compotas, vinhos, legumes, verduras e frutas, a isenção fiscal, a criação de um SIM, para incrementar o turismo rural através do Circuito das Frutas. Outra iniciativa positiva seria a criação de uma patrulha policial exclusiva para a área rural, uma vez que multiplicidade de rotas de fuga de Indaiatuba torna cada vez mais crítica a segurança nas áreas rurais. O estado das estradas vicinais também é crítico e a forma atual de conservação das mesmas é inadequada, uma vez que é baseada no aprofundamento da calha, o que causa erosão e acúmulo de terra nos mananciais A criação de uma patrulha rodoviária rural, com uma equipe que mapeasse regularmente os pontos com potencial de estrangulamento e providenciasse os reparos in loco seria providencial. O
importante é trabalhar O
objetivo é elevar a qualidade
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2004/05 Presidente
Executivo 2004/05 Presidente
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