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PAPAI NOEL
de Indaiatuba

Ele tem barba branca de verdade
e se orgulha da 'profissão'

O Papai Noel de Indaiatuba é muito respeitado e querido por amigos, empresários, lojistas e principalmente pelas crianças.

Fato que se deve ao enorme empenho e profissionalismo de Manoel Oliveira de Azevedo, 60 anos “Eu me transformei, há oito anos, em uma das figuras mais queridas do mundo”, exalta Manoel.

Tudo começou quando sua esposa, para alegrar a festa de Natal de sua família, fantasiou-se de Bom Velhinho. Idéia que muito agradou Manoel, que a partir de então, todo Natal, se vestia de Papai Noel para brincar com seus colegas da Mercedes Benz, onde trabalhava. Logo após se aposentar resolveu se dedicar à profissão de Bom Velhinho por inteiro.

É um personagem carismático e ninguém consegue ficar neutro em sua presença. “Muitos adultos param, ficam me olhando sem saber bem o que fazer. Uns, mais ousados, pedem para me abraçar e chegam até a chorar”, diz. Já as crianças não cabem em si de tanta alegria e entusiasmo ao ver o velhinho. “A maioria no início sente medo, mas vou chegando devagarzinho, ofereço algumas balinhas e em alguns minutos já as faço ficar a vontade”, explica.

Outras, desconfiadas de sua veracidade, já chegaram a lhe puxar a barba (que, em seu caso é verdadeira), o que é muito dolorido. A pergunta clássica do Papai Noel sempre é respondida com sinceridade pelos baixinhos. “Quando pergunto sobre o comportamento delas durante o ano, todas confessam e contam suas peripécias, prometendo que no próximo ano se comportarão direitinho”, esclarece. Os pedidos feitos a ele não são muito variados. “As crianças sempre me pedem brinquedos caros, como vídeo game e bonecas, grande parte das que tem os pais separados, dizem que não querem presentes e sim ver os pais juntos novamente.” É nessas horas que o coração de Manoel se parte. “Eu digo a elas que irei conversar com seus pais, então seus olhinhos se enchem de esperança”, conta penalizado o Papai Noel.

Os adultos também não ficam de fora da brincadeira, pedem aumento de salário, empregos melhores, “e algumas moças chegam a pedir namorado, aí eu digo que sou Papai Noel e não Santo Antonio”, brinca.

Mas não pensem que vida de Papai Noel é um mar de rosas. Além de muitas vezes ser cansativo, em pleno verão ele tem que usar roupas quentíssimas, pois sua figura surgiu no Hemisfério Norte, que em dezembro apresenta um inverno rigoroso. “Tenho que ter várias fantasias, pois o calor é muito e ninguém merece Papai Noel fedido”, descontrai. Ele também passa por situações constrangedoras e injuriosas. É quando garotos que ficam passeando pelo shopping mandam cartinhas ofensivas. “Mas eu não me abalo”, garante.

O amor que tem por seu personagem é tão grande que Manoel muitas vezes sonha que é um Papai Noel de verdade. “O sorriso das crianças é muito gratificante, para mim, cada criança é única. Vejo em seus olhos amor e esperança, e isso me torna uma pessoa muito feliz”, finaliza Manoel.

Que o Bom Velhinho entre na casa de todos, trazendo alegria e amor.

 

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