Do
ensino infantil
ao superior
A
cada ano o número de escolas de ensino infantil,
fundamental e médio aumenta. Opções de ensino
superior para adultos em Indaiatuba se qualificarem
para o mercado de trabalho também estão aumentando.
Evidências
do crescimento de Indaiatuba estão por todo lugar, e esse também
é o caso com a educação

Para
as crianças o melhor para seu desenvolvimento é ficar
em uma mesma escola até a conclusão do ensino (não
só do ano), pois nela fazem parte de um grupo, estão acostumadas
com o espaço e possuem vínculos afetivos”, explica
a pedagoga Marisa Pino. Porém, nem sempre isso é possível
já que a família pode mudar, os pais discordarem com novas
propostas da escola, ou a situação financeira passe a
ser um fator preponderante.
Para o aluno essa mudança de escola “sempre é difícil,
é um mundo novo, ele deixou os amigos e não conhece os
professores”, explica Marisa. Quando possível, transferir
o aluno para uma escola na qual terá alguém conhecido
poderá facilitar o entrosamento.
A nova escola também deve ajudar a criança a passar pela
fase de adaptação. Uma conversa aberta entre os pais,
alunos e a coordenadora pedagógica estabelece esse canal de comunicação
entre eles. Algumas escolas possuem uma equipe preparada para receber
o aluno e acompanhá-lo no primeiro mês.
“O desafio para pais e alunos é reconhecer que a educação
é um processo, e não um investimento ou representação
de status,” Marisa alerta. Poucas pessoas têm consciência
do resultado que esta pressão na maneira de encarar a educação
pode resultar. Ter que passar de ano, estudar em certa escola ou entrar
em determinada faculdade pode ser estressante.
Marisa explica que a educação é continuada, e por
isso a pessoa tem que ser feliz naquilo que faz. Escolher a carreira
que quiser e onde quiser estudar, especialmente quando já tem
idade para fazê-lo. O processo dessa escolha pode ser aflitiva
para adolescentes de 17, 18 anos. E se o curso escolhido não
for o que se pensava? Seguir nele mesmo assim ou fazer novo vestibular?
É melhor o desafio, já que se formar em algo que realmente
goste é muito mais compensador, nem tanto no campo financeiro,
mas sim na realização pessoal.
A Fatec é a única faculdade pública em Indaiatuba
e é famosa pela qualidade de seus cursos em tecnologia. A Max
Planck e a Unopec estão na cidade desde 2002 e 1996 respectivamente.
Ambas atuando intensamente em prestação de serviços
gratuitos à população, como fazem os alunos de
Direito da Max Plank ou a Universidade Cidadã, da Unopec. A novidade
para 2007 é a chegada de mais duas instituições
de ensino superior: a Faculdade Comunitária de Indaiatuba, parte
do grupo Anhanguera Educacional, e a Universidade São Marcos,
em parceria com o Colégio Renovação.
A Anhanguera Educacional é a entidade mantenedora de 14 unidades
de ensino superior em São Paulo e atende a cerca de 23 mil alunos.
A unidade de Indaiatuba foi inaugurada no dia 17 de outubro. O prédio
tem 24 salas de aula, 11 laboratórios e uma biblioteca e vai
receber alunos para os cursos de Administração, Ciência
da Computação, Ciências Contábeis, Enfermagem,
Fisioterapia e Letras.
“Se Indaiatuba não vai à universidade, a universidade
vem a Indaiatuba,” diz José Augusto Guilhon Albuquerque,
pró-reitor em pós-graduação da Universidade
São Marcos. Isso acontecerá literalmente a partir de fevereiro
de 2007, quando professores da São Marcos de São Paulo
darão aulas de pós-graduação no período
noturno e aos sábados, usando as salas do ensino médio
no Renovação. O diretor do colégio, Marcos Conte,
afirma que as salas estarão totalmente equipadas e terão
no máximo 35 alunos, facilitando a interação com
os professores. Os cursos oferecidos de pós-graduação
são: Capacitação Gerencial, Gestão Bancária
e Negócios, Gestão da Educação Básica,
Língua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa, Psicopedagogia,
e Relações Internacionais. Guilhon enfatiza a importância
da pós-graduação. “Pós-graduação
tem um compromisso com a competência específica, e é
a especialização que faz a diferença.” Ele
acrescenta também que “o mais importante não é
acumular conhecimento, mas criar competências.”
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