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Festas - Final de Ano

Natal em Indaiatuba

Toda a cidade se apronta para as
festas de fim de ano

Todo ano as pessoas passeiam pelas vitrines para ver não só as novidades, mas conferir a criatividade dos decoradores. As lojas ficam lindas e muitas delas já entraram no clima natalino em outubro, como a SC Casa, e Sandra Credídio explica o porquê: “É uma época linda e resolvi enfeitar a loja com as novidades que recebemos. São diferentes, chiques e rústicas, ao gosto de cada um. Dá para enfeitar cada cômodo da casa ou local de trabalho.” Assim como Sandra, outros comerciantes se esmeram para oferecer um momento de poesia, de mágica natalina. Mágica, sim, já que o nosso Natal é tropical, mas ao vermos tanta neve, gorros e botas, adotamos o inverno do Hemisfério Norte como nosso.

Esse espírito natalino vai aos poucos contagiando não só comerciantes, mas pessoas que, de repente, resolvem soltar a criatividade e fazer seus próprios enfeites ou personalizar pacotes de presentes. Um incentivo a mais para decorar seu espaço é o concurso natalino realizado pela Prefeitura e a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Indaiatuba (Aciai), com premiação aos cinco vencedores. Serão avaliados quesitos como criatividade, harmonia e beleza e uma comissão avaliadora passará nos locais, sem aviso prévio. Quatro rotatórias da cidade recebem enfeites e iluminação com motivos natalinos e o tradicional presépio da Praça Prudente de Morais continua a atrair muita gente, já que os bonecos têm tamanho natural. Bonito de ver também é a gigantesca árvore de Natal feita de luzes em frente a Prefeitura.

Qual o significado do Natal?

Lojas decoradas, comerciais na televisão, e crianças que começam a perguntar todo dia “que dia é hoje,” relembram que algo está para acontecer. Todo ano é a mesma coisa e quase não dá para acreditar: já chegou o Natal! A palavra de ordem parece ser listas de presentes, de compras, de contas a pagar, de amigos para quem mandar cartões, enfim do que for preciso para organizar a vida e aproveitar a festa.

Muitas vezes, nessa correria tentando deixar tudo pronto para o feriado, as pessoas esquecem por que temos esta data. Não importa a idade, orientação política ou religiosa, para cada um o Natal é mais do que um dia para comemorar. “É uma data boa, as pessoas ficam mais colaborativas,” ressalta José Barbosa, de 88 anos. “Tem festa, encontro os parentes, os netos, os filhos.” Para ele esse é um dia especial, no qual um almoço caprichado merece ser feito, mesmo com dificuldades econômicas. O comerciante Leo Nunes, do Ponto Azul, lembra o significado cristão da data: “É o nascimento de Jesus, uma celebração de vida, por isso os presentes são importantes, mesmo que não custem muito e sejam apenas simbólicos”. Ele analisa o sentido prático em seu dia a dia: “Para nós, comerciantes é uma boa época para aumentar as vendas.” Não só para ele, mas para todos – no atacado ou no varejo - a época do Natal é a que atrai maior movimento em todo o ano.

“É tempo de muita festa, alegria, tudo enfeitado, bonito, como deveria ser a vida de todo mundo” ressalta Nanci Aliberti, da Mais Óptica, que procura sempre ajudar alguém necessitado. “Se pudesse colocaria uma grande mesa na rua, bem enfeitada, com uma ceia para os que não podem celebrar assim a data”, acrescentando que seus familiares têm uma tradição antiga: “Nos reunimos e rezamos um Salmo antes da ceia.”

Para muitas pessoas o que faz o Natal diferente de outras datas nas quais damos ou recebemos presentes é a ceia. O que fazemos ou não nesta noite depende desta mesa coberta com toalha bonita, decorada com pinhas, frutas, flores e muita fartura. A ceia como fazemos hoje, teve início por volta do século XVIII, na Europa. Nessa noite, nobres ou ricos comerciantes deixavam a porta de casa aberta para que viajantes e pessoas pobres pudessem participar da ceia. Acreditavam que assim poderiam “redimir” o pecado da avareza

Festas de confraternização

O espírito do Natal está no ar. As lojas estão decoradas, as crianças já sonham com o que ganhar e as empresas preparam confraternizações entre funcionários e patrões. A brincadeira do Amigo Secreto ganhou de uns anos para cá uma divertida variação: o Inimigo Secreto. Mas nada de inimigo mesmo, dá-se à pessoa sorteada justamente algo que ela, em tese, detestaria ganhar (um avental para quem quer distância da cozinha) ou um presente divertido/ridículo (um espelhinho com a foto de um burro). O objetivo é reunir a galera num local gostoso, com bebidinhas, petiscos e descontração geral. Mas atenção, confira algumas dicas para não exagerar ou ficar numa saia-justa.

Dicas

- Festas de confraternizações, principalmente as de empresas, não combinam com sensualidade ou excentricidade. Use roupas descontraídas, transadas, sem desleixos ou apelos.

- Converse com todos. Simpatia sincera é fundamental nesse tipo de festa.

- Evite assuntos muito pessoais ou aqueles que dão polêmica: política, religião e futebol. E nada de falar em doença, em dificuldades financeiras. Deixe para desabafar em outra hora. E também não fale mal de colegas ou chefes.

- Organizadores de festas precisam saber a quantidade de pessoas no evento. Avise se vai ou não e, se for o caso, pergunte se pode levar marido/mulher/namorado/a.

- Chegue sempre no horário, pois esses eventos costumam ter hora para acabar.

- Não vá com fome ao evento. Assim você evita “atacar” a mesa e ser alvo de futuros comentários.

- Cuidado com a bebida. Mesmo informais, as festas de empresas são “de empresas” e sempre algum superior pode observar comportamentos indesejados.

- Se o acordo for presente para amigo secreto, evite dar mais outro: para o chefe. Pega mal.

 

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