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O grande dia

Casamento conteceu
após 34 anos de união

No dia 25 de novembro a Paróquia de Santo Antônio se enfeitou para o casamento de Toninha e Osmar. Bem, o que poderia ser um fato corriqueiro revelou-se uma bela história de amor. Antonia Maria Marchiori, 53, e Osmar Abreu, 62, tinham o sonho de oficializar a união de 34 anos. Não podiam, pois Osmar era casado. Mas Toninha, como é conhecida, não era uma “namorada” do rapaz, já que o casamento de Osmar, em 1969, durou apenas 88 dias.

“Eu tinha 17 anos quando o conheci, e ele já estava separado há muito tempo”, revela Toninha. No início, o pai de Osmar foi contra a união por achar que Toninha não teria o mesmo padrão a que estava acostumada. “Logo ficou claro que era bobagem, porque nosso amor era o mais importante. Tanto, que construímos juntos tudo o que temos”, completa. Osmar brinca que como eram contra a união, os dois decidiram “fugir”, em 1972. “Saímos de Carapicuíba (SP) e viemos para Indaiatuba. Foi ótimo porque adoramos a cidade e criamos com carinho nossos dois filhos, Patrícia, 30 [mas parece ter 20] e Rogério, 31, músico profissional”, ressalta Osmar.

Toninha, trabalhando no Posto de Saúde da Prefeitura e Osmar, metalúrgico hoje aposentado, foram levando a vida. A ex-mulher sumiu, nunca mais se teve notícias dela. Assim, a união foi selada e consagrada com o amor dos dois, dos filhos, pais, irmãos e amigos. “Mas eu tinha um sonho: o de casar oficialmente com o grande amor de minha vida, meu marido”, explica Toninha.

Enquanto isso, passaram por momentos difíceis. Osmar ficou muito doente e quase morreu. “Tive uma micose no pulmão e um dia fiquei muito mal, achei que ia morrer”, conta, e Toninha acrescenta: “nessa ocasião, lembrei do que os noivos dizem no altar, de ajudar um ao outro inclusive na doença. Foi o que fiz. Fiquei ao lado de Osmar tratando-o com todo carinho. Foram dois anos de muitos cuidados e juntos conseguimos superar esse momento difícil.”



O sonho pôde ser realizado após a expedição do documento oficial de separação de Osmar. Tudo dentro da lei, com procura de paradeiro da ex-mulher através do Diário Oficial da União. Procedimento padrão. Por não ter se casado na igreja, Toninha e Osmar puderam receber a bênção de um padre. Casaram-se “as 10h25” no civil e às 14h30 na igreja. A noiva, de véu e grinalda, linda, irradiando felicidade, foi levada ao altar por seu irmão gêmeo, Antônio José Marchiori. Para o casamento civil a noiva foi arrumada por sua filha, Patrícia. “Ela ficou linda, mas estava nervosa”, entrega a moça. Já para a produção na igreja, nada melhor do que um salão de beleza. “E cheguei pontualmente no horário. Não fui ‘noiva atrasada’ de jeito nenhum. Como me atrasar no meu próprio sonho?”, emociona-se Toninha. Mas ela chorou, sim. Qual mulher não chora em um casamento? Bem, a filha Patrícia não. “Eu estava preocupada para que eles estivessem bem. Meu pai estava muito emocionado. Tanta preocupação que na hora nem ‘lembrei’ de chorar”, completa Patrícia.

O casal recebeu muitos presentes. Do prefeito, secretários, vereadores e amigos de longa data, todos felizes por assistir a um sonho se tornando realidade. Osmar e Toninha cultivam um hobby que os aproximou ainda mais: dançar. Tanto, que já foram premiados não só em Indaiatuba, como em outras cidades. Essa linda história de amor pode ser vista também como um conto de fadas, desses que sempre têm final feliz.

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