
Por ROBERTO MARCÍLIO*
especial para a Revista da Tribuna
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Triptofano
Os alimentos fontes de triptofano são: leite, queijo, ovos,
carnes, peixes, aves, arroz, macarrão, pães, batata,
soja, nozes, feijão, lentilha, ervilha, castanhas, abacate,
banana, morango, cereja, laranja e tâmara.
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Vitamina B6
É parte de uma enzima chave para a síntese dos neurotransmissores
como a serotonina. Esta vitamina se faz necessária no metabolismo
do triptofano em duas vias: tanto para a formação
de serotonina, como para formação de niacina, portanto,
sua carência pode prejudicar bastante a ação
sobre este aminoácido. Altos níveis desta vitamina
são mantidos no cérebro, até mesmo em baixas
concentrações plasmáticas. As melhores fontes
de vitamina B6 são levedo, germe de trigo, carne de porco,
cereais integrais, leguminosas, batata, banana e aveia.
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Ácido fólico
Age como coenzima no transporte de fragmentos de carbono simples
no metabolismo dos aminoácidos e na síntese dos
ácidos nucléicos e, embora seja amplamente distribuído
nos alimentos, sua deficiência é comum, pois está
presente nos alimentos de formas reduzidas, sendo que grande parte
desta vitamina é perdida durante o preparo doméstico
e processamento de alimentos, acrescentando-se ainda o fato de
que muitos medicamentos de uso comum podem causar depleção
do ácido fólico. São consideradas boas fontes
de ácido fólico: brócolis, espinafre, ervilha,
grãos, feijão, lentilha, laranja, fígado
bovino e gema de ovo.
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Magnésio
Verifica-se que a concentração de triptofano é
elevada no plasma de pacientes com desordem psiquiátrica,
muitas vezes porque a concentração sérica
de magnésio está diminuída, portanto, o fato
deste mineral estar diminuído pode impedir a transformação
de triptofano em serotonina. Os vegetais folhosos são as
melhores fontes de magnésio, seguidos por legumes, produtos
marinhos, nozes, cereais e derivados do leite.
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Probióticos e Prebióticos
Sugere-se que doenças gastrointestinais severas estão
associadas a distúrbios psicológicos devido ao estoque
de triptofano ser vulnerável a má absorção
intestinal e na sua ausência não há formação
de serotonina. É fato que se o intestino não estiver
saudável, a produção de serotonina não
será adequada e com isso o paciente que possui uma intensa
necessidade deste neurotransmissor como o portador de transtorno
do pânico terá seu tratamento prejudicado.
Os probióticos são suplementos alimentares microbianos
vivos que, quando ingeridos, apresentam efeitos benéficos
para o hospedeiro, promovendo o equilíbrio microbiano intestinal.
Sugere-se que o uso frequente de probióticos em humanos
promova alguns benefícios.
Existem várias espécies de probióticos utilizados,
dentre eles os lactobacillus e bifidobactérias, que produzem
ácidos graxos de cadeia curta como metabólitos finais
a partir da fermentação de carboidratos.
O prebiótico é um ingrediente dietético não
digerível cujos efeitos beneficiam o hospedeiro por estimular
seletivamente o crescimento e/ou ativar o metabolismo das bactérias
promotoras da saúde no trato intestinal, o que promove
o equilíbrio
intestinal do hospedeiro.
A partir da avaliação dos dados
de literatura, fica mais evidente a importância da nutrição
no auxílio ao tratamento de pacientes com transtorno do
pânico, sendo de suma importância a participação
de uma equipe interdisciplinar trabalhando a administração
de fármacos, acompanhamento psicoterápico e tratamento
nutricional, evitando situações de alarme para o
organismo.
*Roberto Marcílio é nutricionista com atuação na área de nutrição clínica funcional e mestre em Alimentos e Nutrição pela Unicamp